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Classes de palavras: quais são, como identificar e exemplos Classes de palavras: quais são, como identificar e exemplos

Classes de palavras: quais são, como identificar e exemplos

Entender e conhecer sobre as classes de palavras é tão importante, quanto outros temas e conteúdos de estudos para os vestibulares, por exemplo. Pois, além de passar a ter uma escrita livre de erros de Português, elas são essenciais para a compreensão de outros grupos e normas gramaticais.

Embora classes de palavras não seja um possível tema de redação ou questões específicas em vestibulares, seu estudo pode aumentar as chances de tirar uma boa nota nas provas, e assim, abrir vantagem na hora da disputa por uma vaga na faculdade.

Abaixo você confere quais são as classes gramaticais, como identificá-las e como usá-las. Confira!

Quais são as classes de palavras?

Antes de apresentarmos quais são as classes de palavras, algumas informações são primordiais para entendê-las. A primeira é saber o que são, de fato, as classes de palavras.

As classes de palavras ou classes gramaticais são categorias nas quais as palavras são distribuídas em uma oração, assim como a forma com que elas se modificam. Ou seja, essa categorização ajuda a entender a lógica das estruturas das palavras em um texto ou frase.

Tratando da Língua Portuguesa, temos a Gramática Normativa, e dentro dela existe a Morfologia – parte que estuda a estrutura, formação e classificação das palavras – ou seja, em resumo, a Morfologia estuda a forma das palavras, no que de fato elas são, suas relações ou contexto. É muito importante que você entenda o que são as classes gramaticais, para a seguir, conferir quais são elas, que ao todo, são dez.

Adjetivo

Os adjetivos são palavras que caracterizam o substantivo, dão qualidade ou defeito. Eles podem variar em gênero e número de acordo com o substantivo, além disso, a depender do seu uso, podem modificar o grau entre comparativo ou superlativo, que indicam a intensidade da qualidade. Veja alguns exemplos:

  • Ana é bonita.
  • João, Pedro e Lucas são altos.

Por serem tão flexíveis quanto os substantivos, os adjetivos podem ser divididos em: simples, composto, primitivos, derivados, biformes, uniformes e pátrios. Você sabe diferenciá-los? Calma, vamos explicar.

  • Simples: tem apenas um radical: Exemplos: pobre, limpo, azul, magro, triste, lindo.
  • Composto:
  • existe mais de um radical: Exemplos: superinteressante, azul-marinho, latino-americano, rosa-claro.

  • Primitivos: são constituídos por um radical e dão origem a outros adjetivos. Exemplos: bom, alegre, puro, simples, feroz, verde.
  • Derivados: palavras que derivam de substantivos ou verbos. Exemplos: azarado, barrigudo, tristonho, articulado, infeliz, azulado.
  • Pátrios: indica a origem ou nacionalidade de alguém: Exemplos: brasileiro, carioca, capixaba, europeu, argentino.

Já os adjetivos biformes ou uniformes são adjetivos que correlacionam os gêneros feminino e masculino.

  • Uniformes: apresentam uma forma para os dois gêneros. Exemplos: menino triste, menina triste.
  • Biformes: a forma modifica conforme o gênero. Exemplos: homem amoroso, mulher amorosa.

Advérbios

Os advérbios são responsáveis por modificar e qualificar o sentido dos verbos, adjetivos e outros advérbios. Além disso, são palavras que podem indicar diversas circunstâncias, e suas classificações são:

  • Afirmação: reforçam a ação de um verbo positivamente. Exemplos: Sim, vou sair.
  • Dúvida: indicam o sentido da dúvida. Exemplos: Eles disseram que talvez iriam.
  • Intensidade: reforçam a intensidade de um verbo. Exemplos: Ele fala pouco.
  • Lugar: dá o sentido de lugar ao qual o verbo indica. Exemplos: Olhe atrás de você.
  • Modo: especifica a forma como o verbo se dá. Exemplos: Fique à vontade.
  • Negação: reforçam a ação de um verbo negativamente. Exemplos: Não vou sair.
  • Tempo: especifica o sentido de tempo ao qual o verbo se refere. Exemplos: Nos falamos amanhã.

Artigos

A classe dos artigos é formada por palavras que se posicionam antes dos substantivos a fim de expressarem um gênero e uma quantidade plural ou singular. O artigo varia em:

  • Definidos: indica uma palavra já conhecida ou explícita no enunciado. Exemplos: o, a, os, as.
  • Indefinidos: indica uma palavra que não é conhecida e ainda não está explícita no enunciado. Exemplos: um, uma, uns, umas.

Conjunção

As conjunções são palavras que fazem a ligação entre um termo e outro em uma oração. Em alguns casos, as conjunções também ligam orações. Exemplos:

  • Beatriz recebeu uma ligação, mas não atendeu.
  • Lucas não quis falar sobre o acontecido, nem respondeu as minhas mensagens.

Existem ainda as conjunções coordenativas, que são quando os termos são compreensíveis sem mesmo estarem conectados, e as conjunções subordinativas, que ao contrário da anterior, são incompreensíveis em uma oração se não estiverem conectados.

Interjeição

As interjeições expressam emoções ou sensações independentes que, normalmente, não exige uma boa estrutura linguística para serem usadas e são seguidas do ponto de exclamação. Exemplos:

  • Oba!
  • Psiu!
  • Viva!
  • Ufa!
  • Eca!
  • Oxe!

Numeral

Os numerais são palavras que expressam a ideia de quantidade e estabelece valores numéricos no enunciado no seus mais diversos contextos. Além disso, também podem variar em gênero, e podem ser classificados em:

  • Cardinais: indicam quantidade. Exemplos: um, dois, três.
  • Ordinais: indicam ordenação. Exemplos: primeiro, segundo, terceiro.
  • Multiplicativos: indicam múltiplos. Exemplos: dobro, triplo.
  • Fracionários: Indicam frações. Exemplos: meio, metade, terço.
  • Coletivos: indicam o número exato de um conjunto. Exemplos: dúzia, cento e quinzena.

Preposição

A classe das preposições são responsáveis por ligar duas outras palavras ou termos em uma oração e estabelecer relação de sentido entre elas. São exemplos dessa classe gramatical: após, como, acima de, portanto, perante, sob, para, em, entre muitas outras.

Pronomes

Os pronomes são palavras que substituem o substantivo ou o nome a que ele se refere, e assim, varia em gênero e número. Exemplos:

  • João deu um presente a sua namorada.
  • Ele deu um presente a sua namorada.

Além disso, os pronomes podem ser divididos e classificados como:

  • Reto: desempenha o papel de sujeito. Exemplos: eu, tu, ele, ela, nós, vós.
  • Oblíquo: exerce a função de complemento verbal. Exemplos: meu pai me deu um presente.
  • Tratamento: nessa função, o pronome de tratamento representa a segunda pessoa dos discursos, em alguns casos, até a terceira. Exemplos: Você já viu o que lhe deram?
  • Possessivos: indica o papel de posse ou relação. Exemplos: meu caderno; sua caneta.
  • Relativos: usado para se referir a um termo usado anteriormente em um enunciado. Exemplos: Todos querem ouvir a música. Você cantou a música ontem a noite. Todos querem ouvir a música que você cantou ontem à noite – observe que a palavra música não se repete na última oração.
  • Demonstrativos: indicam algo ou alguém próximo ou distante em um espaço ou tempo presentes no enunciado. Exemplos: esta é a melhor lanchonete do bairro.
  • Indefinidos: Indica alguém ou algo de maneira indeterminada e indefinida, e podem ser variáveis ou invariáveis. Exemplos: Alguém viu o meu lápis de cor?
  • Interrogativos: Usados para fazer perguntas de forma direta ou indireta. Exemplos: Quem pode me ensinar a mexer neste aplicativo?

Substantivos

Via de regra, os substantivos são simplesmente as palavras que dão nome às coisas, como seres, lugares, sentimentos, entre muitas outras. São classificados em comum e próprio.

  • Comum: nome genérico para lugares, seres. Exemplos: mulher, país.
  • Próprio: nome específico, e como o nome já diz, próprio à seres, lugares etc. Exemplos: Maria, João, Brasil, Egito. Vale ressaltar que o substantivo próprio sempre será grafado com a letra maiúscula.

No entanto, os substantivos não se privam apenas dessas duas classificações que citamos acima, mas sim em uma série de categorias. Falaremos brevemente sobre cada uma delas a seguir, entretanto, recomendamos que as pesquisem a fundo, já que nossa sinalização será breve, para que este artigo não se torne longo. Confira:

  • Simples: formado por uma única palavra. Exemplos: carro, casa, roupa.
  • Composto: formado por mais de uma palavra. Exemplos: guarda-chuva, guarda-roupa.
  • Primitivos: não se origina de outra palavra. Exemplos: pão, flor, carta.
  • Derivados: que se originam dos substantivos primitivos. Exemplos: padeiro, florista, carteiro.

Verbos

Por fim, os verbos, que nada mais é do que as palavras que denominam as ações, estados, fenômenos e fatos de uma oração. Sua conjugação varia de acordo com o tempo, número, pessoa etc. Assim, é possível encontrar verbos regulares, irregulares, principais, auxiliares, anômalos, defectivos, de ligação, impessoais, unipessoais, abundantes, essenciais, acidentais etc.

Existem ainda três modos do verbo que, representam em um discurso, ações do passado, presente e futuro, e são:

  • Indicativo: indica ações tidas como reais. Exemplos: Você faz para mim?
  • Subjuntivo: indica ações tidas como suposições. Exemplos: Que você faça isso para mim um dia.
  • Imperativo: indica ações de pedidos, ordens ou sugestões. Exemplos: Faça para mim agora!

Vale ressaltar que o estudo dos verbos na Língua Portuguesa é extenso, isso porque, eles são as classes gramaticais com o maior número de flexões e derivações. Portanto, ao estudá-los, se aprofunde nas pesquisas, ok?

E não se esqueça, ter essas regras gramaticais e as classes de palavras guardadas na memória pode se tornar um grande diferencial na hora de escrever uma redação para o vestibular, visto que, em boa parte, esses erros são os que mais descontam pontos na hora da avaliação. Portanto, não deixe de revisar e estudar. Que tal usar esse conteúdo como guia? Não deixe de ler!

Texto escrito por: PRASABER
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