Curso ead ou presencial


Se você pensa em cursar graduação ou pós-graduação, pode estar em dúvida se faz um curso EAD ou presencial. O fato é que com o avanço da tecnologia, hoje já é possível ver cursos a distância com a mesma qualidade dos presenciais, o que representa um ganho para o aluno, que tem mais opções para escolher.

Assim, é hora de refletir a respeito das duas modalidades e entender qual delas pode ser a ideal. É o que propomos neste texto.

Curso EAD ou presencial: diferenças

As diferenças se dão em relação a 4 pontos básicos, que são:

  • Aulas;
  • Horários;
  • Frequência;
  • Custos.

As aulas no EAD acontecem online, sem a necessidade de professor e aluno estarem reunidos no mesmo espaço e na mesma hora para que o aprendizado aconteça.

Os horários são flexíveis no EAD, uma vez que eles podem ser montados pelos alunos em função de sua disponibilidade de tempo, enquanto no ensino presencial existem horários fixos para cada atividade.

Quanto à frequência, no EAD ela é contabilizada por atividades e trabalhos enquanto no presencial o que importa é a presença do estudante na sala de aula.

Outro aspecto que diferencia as modalidades é o custo, pois gastos referentes à manutenção do espaço físico onde as aulas são realizadas não precisam incidir sobre a mensalidade, ao contrário do que acontece com o ensino presencial.

O EAD e o MEC

A entidade responsável pelo ensino superior no país é o Ministério da Educação (MEC). É ela que determina quem pode oferecer os cursos, além de ser quem estabelece regras para a atuação das faculdades.

Em relação a esse tema, a primeira informação relevante é que de acordo com o MEC, diplomas obtidos no modelo EAD têm a mesma validade dos obtidos de forma presencial, o que significa que, para o estudante, o fato de ter estudado a distância não será um problema na busca por emprego. Basta apenas a faculdade ser credenciada e reconhecida pela entidade. Vale lembrar que as instituições precisam estar sempre se recredenciando para estarem em dia com o MEC.

As provas no EAD, por lei, precisam ser presenciais. Esse é um ponto importante, pois o aluno deve ser encaminhado para um polo presencial, ambiente disponibilizado pela faculdade para que realize as atividades presenciais obrigatórias do curso.

Prós e contras do EAD

Prós

Algumas vantagens são bem claras: o método costuma ser a alternativa para quem trabalha e não consegue se dedicar presencialmente a mais uma atividade ao longo do dia. Como é o aluno quem faz a própria programação, cabe a ele pensar nas formas de encaixar as atividades na sua agenda, ainda que só tenha tempo em fins de semana ou de maneira não contínua, possibilidades inviáveis no método tradicional.

Uma vantagem é poder estudar via dispositivos móveis, como smartphones e tablets, o que torna o aprendizado acessível em diferentes circunstâncias.

Como a interação virtual geralmente é mais fácil do que a presencial, é comum os alunos mais tímidos conseguirem uma adaptação rápida ao modelo.

Em relação aos custos, o EAD também costuma ser bem mais econômico do que o presencial, ainda que a qualidade das aulas seja tão boa quanto.

Contras

Por outro lado, podemos citar como problemas do EAD a total transferência de responsabilidade para o aluno em relação à sua programação. Isso pode se configurar até em uma adversidade, caso não haja a devida organização.

Outro fator que pode se tornar crítico: a baixa sociabilização com o restante da turma, o que impede que o aluno compartilhe conhecimentos também com seus pares, algo que costuma ser muito útil nas mais diversas formações.

Cursos como Geografia, por exemplo, têm nas atividades de campo, diferenciais na formação de um profissional. Assim, essa é uma desvantagem no EAD, pois na modalidade, essa experiência em grupo não existe ou é compensada por atividades concentradas nos polos.

Como financiar o EAD

Existe um problema para quem pretende usar o programa de financiamento do governo para estudar a distância: o Fies não contempla esse tipo de modalidade, se restringindo somente ao modelo presencial.

Ainda assim, se você pretende obter crédito universitário, é possível recorrer a iniciativas como o PRAVALER, um programa privado que beneficia estudantes tanto do modelo presencial quando do EAD.

O PRAVALER funciona de maneira muito simples: basta você fazer a sua simulação e saber como é possível parcelar o curso, sem precisar da nota do Enem ou de fiador.

Prós e contras do ensino presencial

Prós

Uma vantagem do modelo presencial é o contato direto com o professor e outros alunos. Essa experiência pode ajudar você a crescer em conjunto com outras pessoas, podendo assimilar suas ideias e contando com ajuda imediata diante da observação do tema em questão.

Também é importante destacar que o modelo presencial é o que predomina na formação escolar do brasileiro. Sendo assim, você certamente já viveu essa experiência, o que representa uma vantagem em termos de adaptação.

De uma maneira geral, os cursos presenciais costumam gerar grandes amizades e até contatos profissionais futuros. É o que chamamos networking, que tende a ser facilitado quando você convive diariamente com pessoas com as quais compartilha atividades.

Contras

Se você tiver qualquer problema pessoal no dia da prova, possivelmente perderá o exame. Pode até conseguir uma substitutiva, mas para que isso aconteça terá que fazer todo um processo que em alguns casos pode até custar dinheiro.

Além disso, nesse modelo é você quem precisa se adaptar à rotina do curso. Se não estiver em um dia bom, seu aprendizado será prejudicado por isso, algo que no EAD, por exemplo, não representa um problema, pois você tem como ver as aulas quando estiver bem.

Isso sem falar nos problemas para quem precisa conciliar as aulas com outras atividades, como o trabalho. No ensino presencial, você não controla os horários, o que pode representar um fator limitante para o seu desenvolvimento.

Como financiar a graduação presencial

Os cursos presenciais têm maiores possibilidades de financiamentos que o EAD. Existe o Fies, além de alternativas como o PRAVALER, por exemplo.

Além disso, existem opções como o financiamento na própria faculdade. Funciona da seguinte maneira: após passar por uma análise de crédito, o aluno pode recorrer a uma das vagas oferecidas de acordo com o curso. É possível participar mesmo tendo direito a outro financiamento.

Na maioria dos casos, metade das mensalidades são pagas ao longo da graduação e a outra metade depois da formatura, tendo o aluno ao menos o mesmo tempo do curso para quitar a dívida. Dependendo da instituição, o bom desempenho acadêmico também pode amenizar esse custo.

O ensino semipresencial

Existe ainda uma terceira via, que é o curso semipresencial. Na prática, ele é um modelo em que coexistem o EAD e o ensino presencial.

Esse tipo de curso híbrido precisa ter ao menos 20% de sua carga horária feita a distância, mas as provas devem ser feitas presencialmente.

Cabe à instituição definir como serão as atividades, podendo ser em maior ou menor porte em ambiente virtual de aprendizagem ou nos polos. Esse tipo de curso demanda um maior investimento em ambientes físicos como laboratórios e estúdios e por isso pode ter um custo maior em relação ao modelo EAD.

Nos últimos anos, cursos como de Engenharia têm chamado a atenção dos alunos por serem ofertados no modelo semipresencial, algo até então era visto como inviável por muitos estudantes.

O que considerar na hora de fazer a escolha

Primeiro, não acredite em mitos. O EAD não é mais fácil do que um curso presencial. Ele é mais flexível, mas costuma ter o mesmo grau de exigência. Além disso, tanto o EAD quanto o presencial são submetidos aos critérios do MEC, que julgam a qualidade do ensino.

Portanto, fique atento a esses critérios na hora de avaliar a oferta de uma instituição de ensino. São eles o índice Geral de Cursos (IGC) e o Conceito Preliminar de Cursos (CPC). O primeiro avalia os cursos em separado, enquanto o segundo se dedica à instituição como um todo. Assim, uma nota alta no CPC pode significar que a universidade onde você pretende estudar é bem avaliada, mesmo que a nota do curso no IGC seja baixa, revelando que o curso não é bom.

Fique atento ao site do Inep, pois é nele que o MEC disponibiliza os resultados de suas análises periódicas que consideram fatores como a prova do Enade, a infraestrutura das instituições de ensino, seu corpo docente e os recursos pedagógicos, para curso EAD ou presencial.

Considere o desempenho das instituições nesses critérios do MEC e tenha em mente as suas necessidades. Precisa trabalhar e não tem tempo para o ensino presencial? Então o EAD pode ser uma solução. Quer começar uma nova história, construindo um universo em função de uma nova profissão? Então o ideal é escolher o presencial.

Enfim, a escolha fica a seu critério. De uma maneira geral, ambas as opções permitem a você trilhar um caminho de sucesso. Basta dar o primeiro passo.

Agora que sabe sobre curso EAD ou presencial, confira também as diferenças entre bacharelado e licenciatura.

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Categoria: Cursos
Tags: ENEM ENEM 2019

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