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Expansao De Fies E Prouni Nao Fez Matriculas Acelerarem Em Universidades Particulares Expansao De Fies E Prouni Nao Fez Matriculas Acelerarem Em Universidades Particulares

Expansão de Fies e ProUni não fez matrículas acelerarem

PRAVALER é noticía O Globo – 27/02/2015

Expansão de Fies e ProUni não fez matrículas acelerarem em universidades particulares

O governo federal tem aumentado cada vez mais sua participação no ensino superior privado por meio, principalmente, do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Por causa desses e de outros programas, o número de alunos de instituições particulares que recebem algum tipo de apoio financieiro — desde auxílio para compras de livros até bolsa integral — já chega a 47% do total, de acordo números de uma tabulação feita pelo sociólogo Simon Schwartzman em estudo que analisou os desafios da educação superior. O crescimento da participação estatal nas universidades particulares, no entanto, ainda não foi capaz de acelerar o ritmo de criação de matrículas, nem melhorar as taxas de conclusão de alunos.

O Fies voltou a ganhar destaque após um anúncio de mudança de regras promovido pelo Ministério da Educação (MEC) neste ano. A decisão estipulava uma nota mínima de 450 pontos no Enem para poder ser beneficiário e novas datas de restituições às universidades, o que trouxe instabilidade para as empresas. Uma semana depois de serem anunciadas, as quatro principais corporações do segmento, juntas, perderam R$ 7 bilhões em valor de mercado na BM&FBovespa, num sinal do quanto o setor está cada vez mais dependendo de verba estatal.

O Fies foi turbinado pelo atual do governo em 2010, quando passou a cobrar juros mais baixos dos alunos e flexibilizou regras de pagamento e de exigência de fiador. Nos seus primeiros quatro anos de existência, teve um aumento de 735% e o custo do governo com o programa foi multiplicado em 17 vezes nos últimos cinco anos, de R$ 810 milhões em 2010 para R$ 13,75 bilhões, em 2014.

No entanto, as matrículas nos quatro anos antes do Fies cresceram em 21,9%. Já nos quatro anos após a criação do programa, a variação foi menor: 13,4%. Os melhores dados verificados após a mudança são o de número de ingressantes, que cresceu significativamente. Isso, porém, ainda não se traduziu em mais alunos se formando. Pelo contrário, o número de concluintes do setor ficou praticamente estagnado desde 2010, uma sinalização de que muitos alunos estão entrando, mas poucos se formando. Além de ainda não estar trazendo os resultados esperados, uma das dúvidas sobre o Fies é se ele será viável financeiramente.

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Texto escrito por: PRAVALER
Categoria: Na mídia
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