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Qual a diferença do Fies e do P-Fies? Qual a diferença do Fies e do P-Fies?

Qual a diferença do Fies e do P-Fies?

Quem acompanhou os editais do Novo Fies percebeu algumas mudanças nas normas para solicitar o crédito estudantil pelo fundo de financiamento do governo. Dentre as novidades, surgiu uma nova modalidade do programa, o P-Fies, que visa ampliar o número de beneficiados, uma vez que atende um perfil de estudante que não é aceito no processo tradicional do Fies.

Quer saber qual a diferença do Fies e do P-Fies e para qual modalidade o seu perfil está qualificado? Acompanhe por aqui!

Quando foi criado o P-Fies?

O P-Fies foi criado em meados de 2018 com o objetivo de facilitar ainda mais o acesso de estudantes de baixa renda ao ensino superior. Apesar de fazer parte do Fies e ser promovido pelo Ministério da Educação (M) e Governo Federal, o processo para solicitar o P-Fies conta com algumas diferenças do Fies. A principal diferença é o limite da renda familiar imposta para participar do programa.

Apesar de formatações distintas, em ambas as modalidades de financiamento é obrigatório que o candidato tenha prestado a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) em edições a partir de 2010, além de ter atingido uma pontuação acima de 450 em provas objetivas e não ter zerado a redação. Também como requisito, o programa exige que o curso e instituição de ensino escolhidos pelo aluno sejam reconhecidos e tenham uma boa avaliação do MEC.

Apesar das duas modalidades de fundo de financiamento estudantil contarem com o mesmo propósito, algumas diferenças para a requisição fazem com que nem todos os perfis sejam atendidos. Confira as principais exigências para solicitar o Fies ou P-Fies e entenda qual pode ser a alternativa para solicitar o seu financiamento.

Modalidades de Financiamento Estudantil

Modalidade I: FIES

O Fies, ou modalidade I como o formato tradicional do programa é denominado no edital, é destinado aos alunos que concluíram o ensino médio em escolas públicas e possuem uma renda familiar mensal per capita de até três salários mínimos.

Para fazer a solicitação de financiamento nessa modalidade, o candidato deve comprovar a baixa renda determinada e ter prestado o ENEM a partir de 2010, tendo atingido a pontuação mínima de 450 e não ter zerado a redação. Com a aprovação do financiamento pelo Fies, o candidato será contemplado com um contrato com juros zero e deverá realizar o pagamento do Fies em até 14 anos após a sua formação no ensino superior.

Veja também: Requisitos para conseguir o Fies – saiba quem pode solicitar!

Assim que o estudante solicitar o FIES, se atender aos requisitos mínimos para participar do processo, poderá ser pré-selecionado para concluir sua inscrição. O programa possui vagas limitadas, portanto, os alunos pré-selecionados serão classificados pela sua pontuação no ENEM, ou seja, quanto maior for a sua nota na avaliação anual, maior será a chance de ser contemplado na primeira chamada.

Candidatos que não estiverem na lista de pré-selecionados serão direcionados para uma lista de espera e, caso a inscrição de um aluno da primeira chamada não tenha sido finalizada, poderão garantir uma vaga para o financiamento através do Fies.

Modalidades II e III: P-FIES

As modalidades II e III, ou P-Fies, passam por um processo seletivo semelhante ao do Fies. Obrigatoriamente, os estudantes também deverão ter participado do ENEM e atingido pontuações mínimas. No entanto, uma diferença é crucial para apontar os candidatos que estão aptos ao P-Fies: a renda familiar.

Enquanto o FIES exige que os candidatos devam comprovar uma renda de até três salários mínimos, o P-Fies amplia as possibilidades e atende estudantes que tenham uma renda mensal familiar de até cinco salários mínimos.

Nessa modalidade, ao contrário do Fies, os bancos e instituições privadas são os responsáveis pelos contratos de financiamento estudantil. Por essa razão, os estudantes que escolherem pelo P-Fies contarão com alguns encargos a serem pagos durante sua graduação. A taxa de juros não é fixa, uma vez que vai depender da instituição financeira escolhida, e estão abaixo do mercado de financiamento estudantil, podendo variar de 1,9% a 2,5% ao mês.

Além disso, o P-Fies possui uma chamada única de pré-selecionados para concluir a solicitação e não disponibiliza vagas para uma lista de espera, como é o caso de candidatos ao Fies.

 

Como calcular minha renda para saber se me encaixo no FIES ou P-FIES?

Você deve estar se perguntando quanto é a sua renda familiar e se ela se encaixa no perfil de estudante que pode solicitar o Fies ou o P-Fies, não é mesmo?! Fazer esse cálculo é muito simples e nós te ajudamos a entender melhor!

Para saber qual é o total da sua renda familiar mensal, basta somar os ganhos de todas as pessoas que moram com você. O salário mínimo neste ano é de R$ 1.100, portanto, se você for solicitar o Fies, a renda mensal da sua família não pode ultrapassar R$ 3.300, já os candidatos ao P-Fies podem ter uma renda de até R$ 5.500 por mês.

O estudante que tiver renda maior que os mencionados acima não poderão solicitar o financiamento do governo, no entanto, contam com opções de parceiros que oferecem crédito estudantil com vantagens similares, que é o caso do Pravaler.

Com um cadastro totalmente on-line, o financiamento do Pravaler conta com juros baixos e até mesmo zero, dependendo do contrato. No entanto, diferente de alguns programas, com o Pravaler não é obrigatório a participação no ENEM e o estudante não precisa ter conta em banco. É menos dor de cabeça e mais possibilidades para você conquistar o seu diploma universitário!

O P-Fies vale a pena?

A modalidade do P-Fies vale a pena por possuir uma das menores taxas de juros do mercado. Uma vez que o estudante não for elegível para o Fies e possuir a renda familiar de até 5 salários-mínimos, o P-Fies pode ser uma excelente opção de financiamento estudantil e ingresso no ensino superior.

Confira qual a diferença do FIES e P-FIES

  FIES P-FIES
Chamadas Lista de pré-selecionados + Lista de espera Lista única de pré-selecionados
Renda familiar per capita De até três salários mínimos Entre três e cinco salários mínimos
Taxa de juros Juros zero Varia de 1,9% a 2,5% ao mês
Instituição financeira responsável Caixa Econômica Federal Bancos privados
Vagas 100 mil vagas em 2020 Não divulgado

 

E aí, entendeu a qual a diferença do Fies e do P-Fies? Se sim, agora é só se preparar para as datas de inscrição do processo seletivo e solicitar o crédito universitário!

Como faço a inscrição no FIES ou P-FIES?

As inscrições para ambas as modalidades acontecem no portal oficial do programa. Inicialmente, o candidato deverá inserir seu CPF e data de nascimento, assim o sistema já saberá se participou e se a sua pontuação no ENEM atingiu o mínimo permitido.

Veja também: Passo a passo para se inscrever no Fies!

Após isso, o estudante deverá preencher todas as informações solicitadas, como a renda familiar, além do curso e instituição de ensino desejados para o financiamento. Seja qual for a sua escolha, fique atento aos períodos para efetuar a solicitação, que agora passam a acontecer duas vezes ao ano.

Novas regras de acesso ao FIES em 2022

O governo federal, por meio do Diário Oficial da União (DOU), decretou algumas alterações importantes nas regras do Fies a partir da edição de 2022. Entre elas está a exigência da nota mínima de 400 pontos na redação (a regra atual é estar acima de zero). A média aritmética da prova e a renda familiar não sofrerão alterações.

Vale ressaltar que o processo seletivo de 2021 seguirá com as diretrizes que já estão em vigor. Veja o que muda:

Notas do Enem exigidas no Fies em 2020 e 2021

  • Média aritmética das provas igual ou superior a 450 pontos.
  • Nota superior a zero na redação.

Notas do Enem exigidas no Fies a partir de 2022

  • Média aritmética das provas igual ou superior a 450 pontos.
  • Nota igual ou superior a 400 pontos na redação.

Fique atento ao blog do Pravaler para saber as novidades sobre o Fies e outros programas do governo!

 

Texto escrito por: PRAVALER
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