47 mil participantes terão atendimento especializado no Enem 2020

Previsão de atendimentos está garantida pela Política de Acessibilidade e Inclusão do Inep.

Por PRASABER

A partir deste ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) decidiu implementar melhorias de inclusão social para participantes especiais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Agora, todas os candidatos que solicitarem recursos para necessidades adicionais para fazerem a prova serão considerados atendimentos especializados, ou seja, a nova política passa a atender também gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar e/ou com outras condições. Além disso, pessoas que indicarem em seu cadastro serem portadoras de deficiência visual (cegueira, surdocegueira, baixa visão e visão monocular) e tiverem seus pedidos aprovado, passarão a contar com um programa para leitura de textos na tela do computador na aplicação da prova.

Entenda mais sobre os recursos oferecidos em cada atendimento especializado:

Gestantes e idosos: pessoas desses grupos poderão escolher alguns recursos para facilitar a acessibilidade, como sala de fácil acesso e apoio para pernas e pés.

Lactantes: garantem tempo adicional de 60 minutos por dia para quem informar tal condição no momento da inscrição, no caso de levarem o lactente (bebê) e o acompanhante no dia da aplicação. A lactante que não levar o bebê fará prova em sala extra, sem o tempo adicional.

Estudante em situação de classe hospitalar: em caso de internação, o candidato poderá fazer as provas no hospital o participante que estiver internado, desde que esteja recebendo escolarização.

Surdocegueira, visão monocular e baixa visão: uma nova plataforma possibilitará a leitura de textos no computador, por meio de voz sintetizada, que descreve tudo o que aparece escrito no monitor – onde estará a prova. Além disso, a edição 2020 do exame terá ledor, transcritor, prova com letras e figuras ampliadas. O edital também prevê que, caso solicitado, o candidato desse grupo poderá fazer o uso de materiais próprios, como caneta de ponta grossa, tiposcópio, óculos especiais, lupa, telelupa e luminária. Para participantes surdocegos, serão disponibilizados três guias-intérpretes para atendimento, prova em braile, transcritor e sala de fácil acesso.

Cegueira: esse público contará com prova em braile, ledor, transcritor e sala de fácil acesso. Assim como os participantes com baixa visão, o deficiente visual também pode ter o auxílio de materiais próprios e também o acompanhamento de cão-guia.

Deficiência auditiva e surdez: para esse grupo, foi adicionado 120 minutos por dia de prova, uma equipe com tradutor-intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), leitura labial e videoprova em Libras.

Autismo, discalculia, deficit de atenção e dislexia: já para estudantes cadastrados na categoria, o Inep disponibilizou ledor, transcritor e tempo adicional de 60 minutos por dia de prova.

Deficiência intelectual: para quem se encaixa no grupo, serão oferecidos ledor, transcritor e sala de fácil acesso.

Deficiência física: Além do transcritor, o deficiente terá sala de fácil acesso e mobiliário adaptado.

Travesti/transexual: quem não solicitou ou teve sua solicitação pelo nome social indeferida poderá escolher o banheiro que deseja utilizar no dia da aplicação.


Enem Digital

Além da mudança das políticas de acessibilidade e inclusão, o Inep irá garantir a oportunidade de fazer o Enem em versão digital para 101 mil participantes de todo o Brasil. Para participar, é preciso verificar a quantidade de vagas para o seu município e ser concluinte do ensino médio. Os computadores para o exame serão disponibilizados nos locais de aplicação – ainda em definição – e não será possível utilizar equipamento pessoal.


Fonte: Inep

Compartilhar