Caged registra criação de 277 mil postos de trabalho com carteira assinada em maio

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Caged registra criação de 277 mil postos de trabalho com carteira assinada em maioCaged registra criação de 277 mil postos de trabalho com carteira assinada em maio

Por PRASABER

O Ministério do Trabalho e Previdência divulgou nesta segunda-feira que foram criadas 277.018 vagas de emprego com carteira assinada em maio de 2022. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O desempenho de maio é resultado de 1.960.960 admissões e 1.683.942 demissões. O número de admissões superou o de abril e o de desligamentos também foi superior, mas em um patamar menor.

Na comparação com o mesmo mês de 2021, a criação de vagas foi maior neste ano. Na estatísticas ajustada, foram 266,4 mil vagas criadas em maio do ano passado.

De janeiro até maio, todos os meses tiveram saldo positivo e no acumulado, o número chegou a 1,05 milhão. O número é menor do a criação de R$ 1,16 milhão no mesmo período do ano passado.

O ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, ressaltou que o resultado foi positivo em todos os setores e o saldo para o ano pode ser maior que 1,5 milhão.

— Tínhamos uma projeção no início do ano de que no final do ano chegaríamos a 1,5 milhão e como eu falei, podemos sonhar com um número muito maior levando em consideração o resultado dos primeiros 5 meses de 2022 — disse.

O setor que mais contribuiu para a criação de empregos no ano foi o de serviços, com 658,1 mil vagas de saldo positivo. Em seguida, vem a indústria, com 174,8 mil e a construção, com 155,5 mil vagas. Agricultura com 49,2 mil e comércio, com 13,9 mil, completam a lista.

Rafaela Vitória, economista-chefe do banco Inter, ressaltou que o número veio acima das expectativas e deve ser o pico neste ano. Segundo a economista, o resultado mostra um quadro “bem forte” na economia com números positivos de outros setores além do de serviços.

— Tem uma parte de recuperação cíclica (nos outros setores). Tinha uma oferta que estava muito restrita por conta de falta de insumos e falta de mão de obra e agora a gente vê essa normalização, eu diria que boa parte dessa geração é uma normalização dessas cadeias produtivas que ficaram paradas e prejudicadas tanto tempo

A economista-chefe do banco Inter espera uma desaceleração do mercado de trabalho no segundo semestre, mas saindo de um patamar elevado.

— O mercado de trabalho tá muito forte, então a desaceleração vai significar uma geração menor de empregos nos próximos meses, ver destruição de empregos ou de vagas, acho que tá cedo ainda — afirmou.

O salário médio de admissão em maio caiu para R$ 1.957,78 contra R$ 1.966,54 no mês anterior. Em maio do ano passado, a média chegava a R$ 2.082,61.

O economista-chefe da Alphatree, Raone Costa, destaca que o saldo de contratações foi positivo, mas o salário em queda é um sinal negativo.

— Minha leitura é que o dado mostra um mercado de trabalho forte em termos de contratação, mais forte do que a gente esperava, só que com dados de salário bastante fracos. Os salários não estão fazendo frente a inflação por mais que as contratações estejam em alta — ressaltou.

Regiões

Todas as regiões e estados do país registraram criação de vagas no mês de maio. Entre os estados, São Paulo (85,7 mil), Minas Gerais (30 mil) e Rio de Janeiro (20,2 mil) lideraram os saldos.

Os estados com menores saldos foram Amapá, com criação de 334 postos de trabalho, Roraima, com 494 e Sergipe com 855 vagas.


Fonte: xxxxxx

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