Escolas privadas deverão se aprimorar no ensino híbrido para manter e atrair alunos

Escolas da rede privada já vêm pensando em como promover o início da retomada econômica do setor.

Escolas privadas deverão se aprimorar no ensino híbrido para manter e atrair alunosEscolas privadas deverão se aprimorar no ensino híbrido para manter e atrair alunos

Por PRASABER

Enquanto as aulas presenciais não são oficialmente liberadas no Paraná – exceto pelas atividades extracurriculares, autorizadas desde 9 de setembro -, as escolas da rede privada já vêm pensando em como promover o início da retomada econômica do setor, considerando os protocolos necessários para o atendimento de estudantes com segurança, os impactos pedagógicos e psicológicos do período de aulas remotas, e ainda as dificuldades financeiras das famílias. Entre tantas dúvidas, há pelo menos uma certeza: será preciso investir no ensino híbrido, que é o formato que vai possibilitar a alternância de atividades presenciais e on-line.

“O híbrido em 2021 é certo, não teremos a ‘escola normal’. Não dá para imaginar que todos vão estar vacinados no dia 1º de fevereiro, que é quando as aulas começam”, afirma a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Paraná (Sinepe/PR), Esther Cristina Pereira.

Enquanto as aulas presenciais não são oficialmente liberadas no Paraná – exceto pelas atividades extracurriculares, autorizadas desde 9 de setembro -, as escolas da rede privada já vêm pensando em como promover o início da retomada econômica do setor, considerando os protocolos necessários para o atendimento de estudantes com segurança, os impactos pedagógicos e psicológicos do período de aulas remotas, e ainda as dificuldades financeiras das famílias. Entre tantas dúvidas, há pelo menos uma certeza: será preciso investir no ensino híbrido, que é o formato que vai possibilitar a alternância de atividades presenciais e online.

Isso significa que as instituições de ensino deverão melhorar o serviço oferecido, que foi, em boa parte dos casos, estabelecido às pressas e com pouco tempo de treinamento para os professores – e deverão se comunicar bem com os pais para mostrar as melhorias. “Não basta adquirir ou fazer uma plataforma educativa, ela tem que ser agradável, bem desenhada, fácil de manusear. E, para os professores, não basta abrir um aplicativo se eu não souber utilizá-lo de forma adequada. Não podemos pensar a aula remota como uma aula presencial. É preciso saber lidar com a tecnologia e pensar numa dinâmica diferente, senão os alunos vão desligar vídeo e áudio, como temos visto”, afirma o diretor de inovação acadêmica da UniCesumar e de inovação e redes do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), Fábio Reis.

No centro universitário de Maringá, o foco para a retomada é a qualificação das aulas remotas, principalmente a partir do treinamento dos professores. Além disso, a instituição tem um acordo para transferência de conhecimento, tecnologia e experiência com o Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey, no México, que é referência em inovação.

Uma das medidas que podem ser adotadas a partir deste acordo é o uso do modelo de ensino chamado hy-flex, que consiste na realização de aulas presenciais para parte da turma, com transmissão ao vivo para outra parte – como já vem sendo feito em escolas de Foz de Iguaçu, onde algumas turmas do ensino médio puderam retornar às salas de aula.

Apesar de exigir um investimento em equipamentos para que os dois grupos de alunos tenham uma aula de qualidade simultaneamente, o modelo pode permitir que a faculdade adote o novo formato de ensino sem aumentar o seu quadro de funcionários – o que não vai acontecer em todos os casos, principalmente nos segmentos que atendem estudantes mais novos.

“Vamos ter o presencial e o online, ou seja, vou ter que contratar um professor para dar aula para os que estão online. E isso tem um custo para a escola”, explica Esther, que também é diretora de uma escola de educação infantil e ensino fundamental. Conforme ela, quem trabalha com os primeiros anos da educação talvez também tenha que pensar em reduzir o número de vagas para 2021. Nesse caso, sai na frente quem já optava por trabalhar com menos alunos em sala de aula do que o permitido pelo ministério da Educação.

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