Fies divulga novo edital com 50 mil vagas remanescentes

Programa de financiamento universitário, promovido pelo MEC, abre inscrições para novas oportunidades no dia 6 de outubro.

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Por PRASABER

Os candidatos ao programa Financiamento Estudantil (Fies) em 2020 que não foram convocados nas primeiras chamadas poderão ficar despreocupados. Isso porque o Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta terça-feira, 29, um novo edital para preencher vagas remanescentes do processo seletivo.

As 50 mil novas oportunidades para o segundo semestre do ano surgiram em decorrência de desistências ou falta de envio de documentação de aprovados ao longo do processo para o financiamento estudantil.

As inscrições poderão ser realizadas a partir da próxima terça-feira, 6 de outubro, no portal oficial do Fies e serão aceitas até o dia 13 de outubro, para os candidatos que ainda não se matricularam em uma universidade privada, e 13 de novembro, para os que já estão matriculados na instituição desejada.

O que é preciso para se inscrever no financiamento?

Para solicitar o financiamento, o Ministério da Educação (MEC) impôs algumas exigências que devem ser seguidas pelo candidato. Dessa forma, o estudante poderá se inscrever caso:

• Tenha prestado o Enem em qualquer edição a partir de 2010;
• Alcance pelo menos 450 pontos nas provas objetivas e não zere a redação;
• Tenha concluído o ensino médio;
• Comprove renda familiar média de até três salários mínimos.

As vagas remanescentes serão preenchidas por ordem de inscrição, portanto, quanto antes o estudante cadastrar corretamente todas as informações solicitadas, maiores serão as chances de garantir o financiamento.

Vale ressaltar que os candidatos que precisarem alterar alguma informação já preenchida no sistema do Fies, terão que cancelar a inscrição e refazer novamente seu cadastro no portal.

As modalidades de contratação do Fies

Nas edições anteriores, para participar do processo seletivo do Fies, os candidatos ao benefício deveriam ter renda familiar de até três salários mínimos. Agora, o programa trouxe a modalidade P-Fies, que permite o financiamento para candidatos com renda familiar mensal de até cinco salários mínimos. No entanto, por ser mantido por bancos privados, enquanto beneficiários do Fies possuem juro zero na contratação do crédito, os que entrarem no P-Fies pagam uma taxa que varia de acordo com a instituição financeira escolhida, que vai de 1,9% a 2,5% ao mês.

Apesar de contar com dois formatos diferentes, o edital para vagas remanescentes atenderá solicitações apenas do Fies tradicional, não contemplando o P-Fies.

O que é o Fies?

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) foi criado pelo Governo Federal em 1999 com o objetivo de financiar, totalmente ou parcialmente, os estudos de alunos com renda familiar bruta mensal baixa e que querem ingressar em cursos superiores presenciais de faculdades particulares.

Vale ressaltar que, o estudante que optar por solicitar o Fies, não será contemplado com uma bolsa de estudos, mas sim com um empréstimo a longo prazo, com pagamento facilitado e taxas de juros reduzidas ou zeradas.

O que muda no FIES 2020?

Além de incluir mais de uma modalidade de contratação no financiamento, o MEC realizou mudanças no Fies. Confira algumas delas:

  • Nota mínima do ENEM: em ambas as modalidades, é obrigatório que o aluno tenha prestado o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) em edições a partir de 2010. Além disso, também deve ter atingido a pontuação mínima de 450 em provas objetivas e não ter zerado a redação. Antes, era necessário apenas que o aluno não tirasse zero na avaliação.
  • Carência para quitar o financiamento: nas versões passadas, para começar a pagar o financiamento, o aluno possuía uma carência média de 18 meses até entrar no mercado de trabalho e começar a pagar o valor acordado em contrato. Com o Novo FIES, se o beneficiário estiver empregado assim que se formar no ensino superior, já começará a pagar de imediato as prestações. Caso o estudante não esteja inserido no mercado de trabalho, o financiamento será cobrado em prestações que equivalem ao pagamento mínimo. Vale destacar que o valor é descontado direto da renda mensal, por esse motivo, leva em consideração a média que o estudante pode pagar e dilui o pagamento de maneira acessível, quitando a dívida em até 14 anos.
  • Redução de vagas: o Governo Federal abriu vagas para cerca de 100 mil estudantes solicitarem o financiamento do FIES em 2020, no entanto, em uma reunião realizada pelo comitê gestor, foi aprovada a redução de vagas para os próximos anos, atingindo em 2021 e 2022 cerca de 54 mil vagas. A decisão poderá sofrer novas alterações, com base em mudanças nos parâmetros econômicos do ano vigente.
  • Regularização de inadimplentes: foi aprovada para 2020 a possibilidade de cobrança judicial de valores devidos por beneficiários do programa. Contratos do FIES que foram firmados até o segundo semestre de 2017 e tiverem dívida de, pelo menos, R$10 mil serão reavaliados e negociados com os beneficiários inadimplentes para normalizarem as pendências.

Fonte: Globo.com

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