Instituições focadas em EAD saem na frente na retomada da Educação

Instituições de ensino EAD investem no modelo de educação a distância, para enfrentar a crise do coronavírus

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Por PRASABER

Com a pandemia do coronavírus em 2020 os profissionais da educação enfrentaram grandes desafios. Eles tiveram que se readaptar as mudanças radicais na forma de transmitir o conteúdo, o que impulsionou ainda mais o ensino remoto. Com isso, as instituições reconhecidas pelos cursos EAD (ensino a distância) saem na frente das tradicionais, já que possuem expertise na área e não terão que passar por grandes adaptações.

É o caso do Centro Universitário Ítalo Brasileiro, que tem mais de 70 anos de atuação e 1.500 alunos em 30 cursos livres, 20 de graduação e mais de 20 de pós-graduação a distância. Pela forma de atuação, a instituição, localizada em Santo Amaro, sofreu menos com a pandemia e celebra feito raro entre os estabelecimentos de educação: não ter realizado nenhuma demissão e não ter observado taxa elevada de evasão. “Todo o esforço empenhado para que o ensino continuasse de forma virtual foi compensado com o que eu chamo de pequeno milagre”, afirmou o reitor Marcos Antonio Gagliardi Cascino.

O centro universitário tem usado todas as ferramentas tecnológicas para que a experiência de aprendizagem ganhe ainda mais recursos. “As aulas ao vivo podem ser até mais rigorosas do que as presenciais. Já fazemos hoje provas totalmente a distância com excelentes resultados”, pontuou o gerente de marketing, Hélio Athia.

Os números mostram que a situação da instituição fugiu à regra. Pesquisa divulgada em maio pela Abmes (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior) apontou que 42% dos estudantes pensavam em interromper os estudos em decorrência dos impactos econômicos da pandemia.

Para atravessar este período de crise sem maiores traumas, a instituição optou por reduções salariais nos primeiro e segundo escalões e criou um departamento exclusivo para atender aos alunos que estivessem com algum tipo de dificuldade. “Não vamos dizer que conseguimos resolver 100%, mas nossa taxa de evasão se manteve em níveis normais”, afirmou Cascino. “Tivemos, sim, alguma dificuldade com a captação de novos alunos, o que é natural, porque as pessoas estão esperando isso passar”, ponderou.

O reitor afirmou que apesar da dificuldade causada pela pandemia em toda a sociedade, internamente, entre equipe e alunos, o clima foi de união e comprometimento com os valores da instituição. “Pelo fato de não termos realizado nenhuma demissão, os funcionários se sentiram respeitados e retribuíram com empenho, com ideias. A pandemia é um fator negativo, mas, surpreendentemente, tivemos situações positivas”, afirmou. “Em momentos de crise, instituições com estrutura podem crescer”, finalizou.

Campus vira espaço de convivência

Localizado na Avenida João Dias, em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, o campus da instituição funciona como espaço de convivência. Com 20 mil metros quadrados, além das salas de aula e laboratórios, o local conta com piscina semiolímpica, teatro comercial com 700 lugares, restaurante, lanchonete e outros comércios. Um lago de carpas, pavões e saguis complementam o espaço de interação com a natureza. Há ainda uma capela – atualmente em reforma para ser ampliada para 120 lugares – para as missas diárias.

Fundada em 1949, a Instituição Educacional Professor Pasquale Cascino – que leva o nome de seu fundador, começou como uma escola de datilografia em Moema, também na Zona Sul paulistana. Em 1951, passou a atuar no ensino primário, progredindo para o antigo curso ginasial e cursos técnicos, até ingressar no ensino superior, em 1972, então como a Faculdade Ítalo-Brasileira. O título de centro universitário foi conquistado em 2006. Com pouco mais de 70 anos de história, já formou 80 mil pessoas, 50 mil delas em ensino superior.

Instituição aposta em ensino cristão

A Instituição Educacional Professor Pasquale Cascino, mantenedora do Centro Universitário Ítalo Brasileiro, prevê que em 2021 se iniciem as aulas do Liceo Santo Amaro Abade, escola de ensino médio confessional católica, que deve começar as atividades com 160 alunos. A abertura das turmas resgata o trabalho que já foi realizado em educação básica pela instituição no início das suas atividades.

“Queremos ser escola cristã de verdade. Com ensino humanista, no qual os professores serão rigorosamente selecionados para estarem de acordo com a nossa filosofia, onde não há espaço para assuntos como ideologia de gênero, aborto ou ideologias políticas. Vamos trabalhar a construção do caráter dos jovens”, afirmou o reitor do centro universitário, Marcos Antonio Gagliardi Cascino.

Na avaliação de Cascino, o liceo pode ser alternativa para os pais que têm optado pela educação domiciliar (não regulamentada no País), por medo do que possa vir a ser ensinado nas escolas.

A médio e longo prazos, o objetivo é abrir turmas de ensino fundamental e educação infantil, com a expectativa de atender de 800 a 1.000 alunos. Dessa forma, afirma o reitor, será retomada a estrutura imaginada pelo mantenedor. “Acompanhar a criança, o adolescente e o jovem por todo o seu ciclo educacional são fundamentais para a formação do caráter”, pontuou. “Pode-se trabalhar na formação do ser humano sem trazer o ódio, a divisão, trabalhar uma pedagogia sem ideias sobre oprimido e opressor”, citou. “O respeito deve ser mantido, sem preconceitos, e todos com direito à sua dignidade”, concluiu.


Fonte: DGABC

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