UFRGS usará Enem e vestibulares anteriores para ingresso no primeiro semestre

Quem nunca realizou as provas entrará no início de 2022 via vestibular presencial ou Enem a ser realizado neste ano.

UFRGS usará Enem e vestibulares anteriores para ingresso no primeiro semestreUFRGS usará Enem e vestibulares anteriores para ingresso no primeiro semestre

Por PRASABER

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) decidiu, na manhã desta sexta-feira (23), usar notas dos últimos quatro anos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e de vestibulares anteriores para ingresso de estudantes no ano letivo de 2021, previsto para começar em agosto.

Para o semestre de 2021/2, com previsão de início para início de 2022, a UFRGS prevê aplicar vestibular presencial, caso a pandemia melhore, ou manter os critérios do primeiro semestre e incluir a nota do Enem deste ano – opção para vestibulandos que nunca realizaram nenhuma das duas provas.

O parecer saiu em votação do plenário do Conselho Universitário (Consun), grupo de 77 membros que representam professores, servidores e alunos da universidade, incluindo o reitor, Carlos André Bulhões, e a vice-reitora, Patrícia Pranke.

Agora, o documento irá para a Comissão de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) para definição das datas de inscrição e de início das aulas, previstas para agosto.

Como deve ser

A proposta prevê que o vestibular da UFRGS seja dividido em duas partes. Para ingresso em 2021/1, os estudantes podem usar as notas dos vestibulares ou Enem de 2017 a 2020.

Cada nota de prova formará uma média ponderada anual, e a UFRGS calculará um índice sobre as médias dos quatro anos – caso o vestibulando não tenha feito quatro provas, o cálculo é ajustado, sem prejuízo. A classificação final utilizará o maior cálculo obtido pelo candidato nas duas provas.

Para 2021/2, com previsão de início em 2022, a UFRGS faria um vestibular presencial no próximo semestre, se a pandemia melhorar. Caso contrário, manteria os critérios anteriores e utilizaria a nota do Enem deste ano, uma opção para quem nunca realizou nenhuma das duas provas.

A seleção alternativa seria para 3.980 vagas (70% do total da instituição) – as outras 1.691 (30% restantes) serão destinadas, como de praxe, ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Candidatos que queiram entrar em Música realizarão prova específica a distância.

— Acabamos de ver a disposição desse conselho universitário de vir em encontro aos anseios da comunidade interna e externa. Não há a mínima necessidade de jogar o Conselho Universitário contra a opinião pública e de termos na universidade desrespeito ao Conselho — afirmou Celso Loureiro Chaves, decano do Conselho, após o resultado da votação.


Fonte: Jornal GZH

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