Os jovens e a crise econômica

Por PRAVALER

Os jovens e a crise econômica

É inegável que o Brasil vive em uma crise econômica desde o ano passado. Os preços aumentaram, as empresas – especialmente pequenas e médias – já não lucram tanto, muitos trabalhadores foram demitidos e a oferta de empregos diminuiu. As pessoas estão com dificuldades de manter o padrão de vida a que estão acostumadas e ainda mais dificuldades em aumentar suas rendas.
Mas onde ficam os jovens nessa história? Como a crise econômica está afetando jovens – estudantes ou não – de todas as classes sociais?
Mercado de trabalho e a “geração perdida”
No mercado de trabalho, a situação não é a melhor: apesar de todos serem afetados pela crise, trabalhadores jovens, entre 18 e 24 anos, são os mais afetados pelo desemprego. Por terem menos experiência, eles são os primeiros a serem mandados embora quando há um corte de despesas na empresa e, pelo mesmo motivo, não são tão considerados para novas vagas de emprego. As empresas prezam por funcionários com mais experiência porque eles são mais estáveis, ao contrário dos funcionários mais jovens. As exigências são cada vez mais altas – e o salário, por outro lado, é cada vez mais baixo.
O número de jovens entre 18 e 24 anos que não conseguem um emprego é tão grande que já se fala em uma “geração perdida” – homens e mulheres formados, com diploma universitário, que falam múltiplas línguas estrangeiras e que, devido à crise, não conseguem um emprego. É comum que muitos desistam da área a que dedicaram seus estudos para procurar aquilo que dê um retorno maior ou mais imediato. E é assim que a crise e o desemprego começam a influenciar na carreira acadêmica.
Influência nos estudos universitários
A carreira acadêmica dos jovens brasileiros está mudando de rumo nos últimos tempos. Com a crise financeira, mesmo depois de formados, os jovens começam a buscar outros cursos, muitas vezes que não são relacionados às suas formações, para mudar de profissão ou conseguir concorrer a uma vaga no mercado de trabalho. A procura já não é mais pelo que vai dar retorno financeiro no futuro, mas pelo que vai dar retorno mais cedo.
Além disso, muitos jovens têm trancado seus cursos universitários porque não têm como pagar as altas mensalidades: com a demissão dos pais ou suas próprias demissões, eles não podem mais arcar com as despesas de uma universidade. É aí que aumenta a popularidade dos cursos à distância. Os cursos EAD são mais rápidos, práticos e baratos, além de terem a vantagem de se poder estudar a qualquer hora e lugar. É ideal para pais e mães que precisam cuidar dos filhos ou para quem trabalha durante o dia. É mais prático e mais barato do que uma universidade comum – e muitos jovens já parecem preferir essa comodidade.
Não sabemos aonde a crise econômica vai levar o país e nem até quando ela vai durar. Só podemos pensar em formas de tentar driblá-la, usando a educação ao nosso favor e fazendo o possível para não desistir de nossos sonhos. Quando a crise passar, a tendência é que o mercado de trabalho esteja mais receptivo a jovens funcionários com pouca experiência, mas muito conhecimento e força de vontade para compartilhar.

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Categoria: Economia

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