Processo seletivo em faculdade pública – como funciona e as 20 melhores instituições do país Processo seletivo em faculdade pública – como funciona e as 20 melhores instituições do país

Processo seletivo em faculdade pública – como funciona e as 20 melhores instituições do país

Está pensando em fazer o processo seletivo em faculdade pública? Estudar em uma instituição de qualidade, sem ter que pagar mensalidade, é o sonho de muitas pessoas. Afinal, além de contar com alguns dos melhores professores e pesquisadores do país, o estudante pode ganhar mais destaque na hora de conseguir um emprego.

Entenda melhor como funciona o processo seletivo em faculdade pública, como você pode se candidatar e quais os critérios usados para a escolha dos estudantes. Continue lendo!

Como posso participar do processo seletivo em faculdade pública?

Ter um diploma de ensino superior é imprescindível para o seu crescimento no mercado de trabalho, e isso você já deve saber. As grandes empresas, assim como os melhores cargos, requerem esse nível de conhecimento no currículo, sendo, inclusive, fator de eliminação em entrevistas e processos seletivos. A boa notícia é que, hoje, há inúmeras formas de ingressar na faculdade particular, variados tipos de seleção, com várias facilidades de pagamento – como bolsa de estudos ou financiamento estudantil.

Porém, o que sabemos também é que o renome que uma faculdade pública tem diante do mercado ainda é perceptível. Passar em um vestibular federal ou estadual traz vantagens para o graduado, pela qualidade de ensino que a universidade possui e por ser considerado um profissional bastante capacitado, que passou por um processo seletivo bastante concorrido.

Mas não é fácil passar em uma universidade pública, a gente sabe. A rotina de estudo é puxada, os conteúdos nem sempre são fáceis e a pressão perto das datas dos vestibulares é bastante grande. Além disso, há alguns cursos que requerem conhecimentos específicos – como design e arquitetura – para comprovar a sua aptidão. Ou seja, além de prestar vestibular de conhecimentos gerais, também é necessário fazer uma prova de conhecimento específicos.

Quer saber como entrar em uma faculdade, ou melhor, como entrar na faculdade pública? Quais são os tipos de provas existentes? Continue com a gente e confira!

Vestibular convencional

A forma mais tradicional de processo seletivo em faculdade pública é por meio do vestibular. Embora os conteúdos das provas possam ser parecidos, cada universidade tem o seu próprio vestibular. Algumas têm uma fase só, mas a maioria das faculdades públicas aplica as provas em duas fases distintas.

Geralmente, a primeira delas possui questões de múltipla escolha e as notas obtidas pelos estudantes são usadas como critério de classificação para a próxima fase. Já na segunda etapa, a prova costuma ter uma redação e questões objetivas, abordando as matérias ligadas à área de conhecimento de cada curso.

O processo seletivo em faculdade pública, na maioria das vezes, acontece anualmente. Cada universidade estabelece um mês diferente do ano para aplicação das provas. Por isso, é preciso ficar de olho nos sites das faculdades públicas onde você gostaria de estudar para ficar por dentro de todas as datas do processo seletivo.

Teste de Habilidade Específica (THE)

“Quero entrar para a faculdade de Arquitetura e Urbanismo”. Se essa é a sua vontade, é bom se preparar em dobro, pois será preciso, além do vestibular tradicional, realizar uma prova de habilidade específica (nesse caso, ela vai testar a sua aptidão com desenhos e representação do real em papel, requisitos fundamentais para um bom arquiteto).

O teste de conhecimento específico é exigido em processos seletivos de cursos que abordam temas que vão além dos obrigatórios no ensino médio e ele existe para filtrar ainda mais os candidatos, selecionando aqueles que possuem maior capacidade de desenvolver as propostas que a graduação propõe, tornando-se um profissional de alto escalão.

As instruções como o THE são as mesmas que a do vestibular tradicional: comparecimento no local de prova com caneta, lápis e borracha (além de alguns outros materiais necessários, como compasso, régua, transferidor etc.), apresentação do documento de identidade (RG ou CNH) e não portar nenhum tipo de aparelho eletrônico.

Algumas faculdades fazem o teste junto com a primeira fase do vestibular, dando a oportunidade de todos os candidatos realizarem a prova. Já outras, mais concorridas, só disponibilizam a prova de conhecimento específico em uma segunda fase, quando já foram selecionados os pré-candidatos por meio da prova tradicional.

Processo de Avaliação Seriada (PAS)

Você já se pegou pensando no seguinte:“não quero fazer faculdade porque é muito difícil o vestibular”? Se sim, saiba que você não está sozinho, essa é a realidade de milhões de estudantes conforme vai passando o ensino médio e a pressão vai apertando. E o motivo é bastante comum: muitos alunos acham difícil ter que assimilar o conteúdo de todos os anos do ensino médio – primeiro, segundo e terceiro ano – para a realização do vestibular. E, cá entre nós, não é nada fácil mesmo, né?

Caso essa seja a sua situação, saiba que nem tudo está perdido. Hoje, existe uma forma de passar pelo processo seletivo de algumas faculdades em “doses homeopáticas”, ou seja, realizando as provas em etapas – o chamado vestibular seriado. Essa modalidade é considerada uma das maneiras mais fáceis de passar do colegial para o ensino superior e tem ganhado a atenção dos alunos.

Para participar, os estudantes se candidatam para o processo seletivo logo no primeiro ano de ensino médio, quando realizarão a primeira etapa, passando por uma outra ao final do segundo ano e a prova final ao terminar o terceiro ano. Por ser um vestibular que exige menos dos candidatos, o processo seriado é uma ótima alternativa para aqueles que têm receio de prestar as provas tradicionais por conta do tanto de conteúdo que é cobrado.

Sisu e Enem

Uma das modalidades também bastante reconhecida como forma de entrada na faculdade pública é por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e os programas de governo derivados dele, como o Sisu. Tanto o Enem como o Sisu foram criados para facilitar o acesso ao ensino superior no país, porém, eles são bem diferentes na prática.

A prova do Enem surgiu com o objetivo de analisar a qualidade do ensino médio no Brasil, principalmente de escolas públicas. Hoje, a nota que o estudante obtém no exame serve para o ingresso no ensino superior, em universidade pública ou privada. Além disso, algumas instituições de ensino usam o Enem como critério de seleção – sem ser preciso prestar vestibular – e, em muitos casos, também aceitam a pontuação para bolsas de estudos e financiamento estudantil.

O Enem é composto de uma redação e quatro cadernos de provas objetivas, com as seguintes matérias: ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias.

É possível fazer a prova como treineiro do Enem (caso você não tenha concluído o ensino médio ainda) ou como aluno regular. Para isso, é preciso fazer a inscrição pela página do Inep, onde você encontra todas as demais orientações. Caso apresente baixa renda, você pode também solicitar a isenção da taxa de inscrição pelo site, em isenção Enem. No dia do exame, é importante chegar cedo ao local de prova, ter em mãos o Cartão de Confirmação do Enem, não estar com qualquer tipo de aparelho eletrônico e levar caneta esferográfica transparente de tinta preta. A partir de 2020, o Enem passa a contar com uma prova eletrônica, fase que antecipada o exame presencial.

Já o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) não se trata de uma prova, mas um programa do governo que facilita o acesso às faculdades públicas do país. Com ele, os estudantes brasileiros passaram a contar com a alternativa de fazer o processo seletivo usando a nota do Enem e podendo escolher duas opções de curso.

Para isso, o estudante precisa acessar o site do Sisu – durante o período de inscrição – com o número de inscrição e a senha do Enem. Vale lembrar também que para participar do processo seletivo em faculdade pública com a nota do Enem, o aluno não pode ter zerado a redação.

A grande vantagem do Sisu é que ele permite que os estudantes possam se candidatar a cursos em universidades do Brasil todo, sem precisar se deslocar, já que é possível fazer e acompanhar todo o processo pela internet. Se essa for uma boa opção para você, uma dica é pesquisar com antecedência para saber quais são as faculdades públicas que aderiram ao programa e qual é a nota de corte do Enem para concorrer à vaga do curso que deseja.

Distribuição de vagas

O Sisu do segundo semestre de 2020 conta com 51.924 vagas ofertadas, em 1.542 cursos superiores, em 57 instituições de ensino público de educação superior do Brasil. Confira abaixo a quantidade de vagas disponibilizadas por estado:

Processo Seletivo Em Faculdade Publica Distribuicao De Vagas Sisu

Vagas Sisu por Região

Estado

Número de Vagas

Rio de Janeiro

11407

Minas Gerais

7762

Bahia

5457

Paraíba

4942

Paraná

4366

Maranhão

3513

Rio Grande do Sul

2655

Ceará

2617

Piauí

2588

Espírito Santo

2353

Tocantins

1295

Santa Catarina

1247

Acre

380

Alagoas

280

Distrito Federal

275

Rio Grande do Norte

220

Mato Grosso do Sul

21

Amapá

147

Pernambuco

120

Roraima

75

Goiás

12

Observe, na imagem abaixo, a distribuição de vagas do Sisu no segundo semestre de 2020:

Processo Seletivo Em Faculdade Publica Vagas Ofertadas

Outras formas de entrar em uma faculdade pública pelo Enem

Como vimos, a nota do Enem tem sido base para a classificação de alunos nos processos seletivos de universidade privadas e públicas, assim como classificatória em programas do governo como o Sisu e o Prouni. Algumas instituições, inclusive, já optaram pelo uso apenas da nota do exame como critério de seleção de estudantes. Além disso, existem outras formas de entrar para a faculdade pública usando o Enem. Conheça algumas logo abaixo:

Complemento de nota

A nota do Enem é bastante usada como bônus nas pontuações das provas objetivas de algumas universidades públicas, que são aplicadas na primeira fase do processo. Para usar a pontuação do exame nacional como complemento de nota, é importante que o candidato escolha essa opção na hora de se inscrever.

Funciona assim: quando a nota do Enem é oficialmente divulgada, a faculdade recebe a pontuação do candidato, compara com a nota obtida no seu vestibular tradicional e, caso ela seja maior, o bônus é calculado. Caso contrário, prevalece a nota do processo seletivo tradicional. O benefício na nota pode variar de 10% a 30% na primeira fase, mas depende dos critérios utilizados pela instituição de ensino.

Reingresso

Algumas faculdades públicas possuem a opção de reingresso em seu regulamento, que significa o preenchimento de vagas remanescentes nos cursos oferecidos pela universidade. Em resumo, caso “sobrem” vagas após a apuração de todas as listas de classificação no vestibular, a faculdade abre portas para alunos de reingresso.

Esse processo seletivo de reingresso ocorre, na maioria das vezes, uma vez por ano, o edital é publicado pela universidade e o critério de seleção se dá pela nota do candidato no Enem. Para saber se a faculdade que você deseja entrar permite essa modalidade e como ela realmente funciona na prática – datas, inscrições, requisitos, permissões etc. – acesse o site e faça uma busca rápida! ?

Política de cotas em universidades públicas

Todas as universidades e institutos federais que fazem parte do Sisu cumprem com a política de cotas de reservar vagas para estudantes que cursaram o Ensino Médio em escolas públicas. Além disso, outros critérios também são considerados para o preenchimento das vagas, como de renda e a autodeclaração de candidatos negros, pardos e indígenas.

Seguindo a Lei de Cotas, metade das vagas são reservadas e a outra metade são para ampla concorrência. A proporção de candidatos deve ser igual à de pretos, pardos e indígenas na população do estado no qual a universidade faz parte, de acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Algumas instituições também possuem suas próprias políticas de ações afirmativas.

Processo Seletivo Em Faculdade Publica Politica Cotas

As melhores universidades públicas

Se você chegou até aqui, é possível que já tenha se convencido de que cursar uma faculdade pública é uma ótima opção para o seu futuro profissional. Pensando nisso, listamos as melhores universidades públicas de acordo com o RUF – Ranking Universitário Folha, avaliação anual do jornal Folha de São Paulo que leva em consideração alguns critérios bastante relevantes, como pesquisa, ensino, inovação, mercado e internacionalização.

O RUF ocorre considerando todas as universidades ativas no país, com dados nacionais e internacionais e resultado de duas pesquisas do Datafolha. Confira, abaixo, a lista mais atual do ranking:

Ranking de melhores universidades públicas

Pós. Ranking

Universidade

Universidade de São Paulo (USP)

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp)

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Universidade de Brasília (UnB)

10º

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

11º

Universidade Federal do Ceará (UFCE)

12°

Universidade Federal de São Carlos (Ufscar)

13°

Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

14°

Universidade Federal da Bahia (UFBA)

15°

Universidade Federal de Viçosa (UFV)

16°

Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

17º

Universidade Federal Fluminense (UFF)

18°

Universidade Federal de Goiás (UFG)

19°

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

20°

Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Categoria: FaculdadePRASABER

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