Simulado Vestibular Mackenzie: Matéria de Português

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QUESTÃO 01

Os seres humanos desenvolvem a capacidade de reconhecer intenções muito cedo. Crianças com pouco mais de um ano já são capazes de se envolver em atividades conjuntas que exigem o domínio de intenções compartilhadas. Diante da tarefa de cortar uma caixa de papelão, por exemplo, crianças com menos de dois anos já são capazes de se engajar em planos complexos e identificar papéis complementares, realizados por participantes distintos, como o de segurar a caixa e o de usar a tesoura para cortar. Na verdade, como intenções só podem ser atribuídas a entidades com volição e iniciativa, o que é característico dos seres humanos, estamos o tempo inteiro identificando as intenções de outras pessoas. No entanto, o reconhecimento de intenções não acontece apenas de uma forma despretensiosa. Temos interesses particulares e coletivos, e reconhecer intenções daqueles que convivem conosco é uma forma eficiente de satisfazer esses interesses. Contamos com o reconhecimento de nossas intenções pelos outros para alcançar certos objetivos. O fato é que o reconhecimento de intenções exerce um papel central em nossas vidas. Não poderia ser diferente com a comunicação. Um simples enunciado linguístico, por exemplo, pode adquirir sentidos bastante distintos apenas pela consideração do que poderia ser a intenção do falante. Adaptado de Marcos Goldnadel, em Manual de linguística, Ed. Vozes, 2019.

Depreende-se corretamente da leitura do texto que:

Resposta correta! Resposta errada!

QUESTÃO 02

Os seres humanos desenvolvem a capacidade de reconhecer intenções muito cedo. Crianças com pouco mais de um ano já são capazes de se envolver em atividades conjuntas que exigem o domínio de intenções compartilhadas. Diante da tarefa de cortar uma caixa de papelão, por exemplo, crianças com menos de dois anos já são capazes de se engajar em planos complexos e identificar papéis complementares, realizados por participantes distintos, como o de segurar a caixa e o de usar a tesoura para cortar. Na verdade, como intenções só podem ser atribuídas a entidades com volição e iniciativa, o que é característico dos seres humanos, estamos o tempo inteiro identificando as intenções de outras pessoas. No entanto, o reconhecimento de intenções não acontece apenas de uma forma despretensiosa. Temos interesses particulares e coletivos, e reconhecer intenções daqueles que convivem conosco é uma forma eficiente de satisfazer esses interesses. Contamos com o reconhecimento de nossas intenções pelos outros para alcançar certos objetivos. O fato é que o reconhecimento de intenções exerce um papel central em nossas vidas. Não poderia ser diferente com a comunicação. Um simples enunciado linguístico, por exemplo, pode adquirir sentidos bastante distintos apenas pela consideração do que poderia ser a intenção do falante. Adaptado de Marcos Goldnadel, em Manual de linguística, Ed. Vozes, 2019.

Sobre o texto é correto afirmar que:

Resposta correta! Resposta errada!

QUESTÃO 03

Os seres humanos desenvolvem a capacidade de reconhecer intenções muito cedo. Crianças com pouco mais de um ano já são capazes de se envolver em atividades conjuntas que exigem o domínio de intenções compartilhadas. Diante da tarefa de cortar uma caixa de papelão, por exemplo, crianças com menos de dois anos já são capazes de se engajar em planos complexos e identificar papéis complementares, realizados por participantes distintos, como o de segurar a caixa e o de usar a tesoura para cortar. Na verdade, como intenções só podem ser atribuídas a entidades com volição e iniciativa, o que é característico dos seres humanos, estamos o tempo inteiro identificando as intenções de outras pessoas. No entanto, o reconhecimento de intenções não acontece apenas de uma forma despretensiosa. Temos interesses particulares e coletivos, e reconhecer intenções daqueles que convivem conosco é uma forma eficiente de satisfazer esses interesses. Contamos com o reconhecimento de nossas intenções pelos outros para alcançar certos objetivos. O fato é que o reconhecimento de intenções exerce um papel central em nossas vidas. Não poderia ser diferente com a comunicação. Um simples enunciado linguístico, por exemplo, pode adquirir sentidos bastante distintos apenas pela consideração do que poderia ser a intenção do falante. Adaptado de Marcos Goldnadel, em Manual de linguística, Ed. Vozes, 2019.

Assinale a alternativa correta sobre o texto.

Resposta correta! Resposta errada!

QUESTÃO 04

Os seres humanos desenvolvem a capacidade de reconhecer intenções muito cedo. Crianças com pouco mais de um ano já são capazes de se envolver em atividades conjuntas que exigem o domínio de intenções compartilhadas. Diante da tarefa de cortar uma caixa de papelão, por exemplo, crianças com menos de dois anos já são capazes de se engajar em planos complexos e identificar papéis complementares, realizados por participantes distintos, como o de segurar a caixa e o de usar a tesoura para cortar. Na verdade, como intenções só podem ser atribuídas a entidades com volição e iniciativa, o que é característico dos seres humanos, estamos o tempo inteiro identificando as intenções de outras pessoas. No entanto, o reconhecimento de intenções não acontece apenas de uma forma despretensiosa. Temos interesses particulares e coletivos, e reconhecer intenções daqueles que convivem conosco é uma forma eficiente de satisfazer esses interesses. Contamos com o reconhecimento de nossas intenções pelos outros para alcançar certos objetivos. O fato é que o reconhecimento de intenções exerce um papel central em nossas vidas. Não poderia ser diferente com a comunicação. Um simples enunciado linguístico, por exemplo, pode adquirir sentidos bastante distintos apenas pela consideração do que poderia ser a intenção do falante. Adaptado de Marcos Goldnadel, em Manual de linguística, Ed. Vozes, 2019.

Assinale a alternativa que indica a relação sinonímica INCORRETA, tendo em vista o emprego das palavras no texto.

Resposta correta! Resposta errada!

QUESTÃO 05

Os seres humanos desenvolvem a capacidade de reconhecer intenções muito cedo. Crianças com pouco mais de um ano já são capazes de se envolver em atividades conjuntas que exigem o domínio de intenções compartilhadas. Diante da tarefa de cortar uma caixa de papelão, por exemplo, crianças com menos de dois anos já são capazes de se engajar em planos complexos e identificar papéis complementares, realizados por participantes distintos, como o de segurar a caixa e o de usar a tesoura para cortar. Na verdade, como intenções só podem ser atribuídas a entidades com volição e iniciativa, o que é característico dos seres humanos, estamos o tempo inteiro identificando as intenções de outras pessoas. No entanto, o reconhecimento de intenções não acontece apenas de uma forma despretensiosa. Temos interesses particulares e coletivos, e reconhecer intenções daqueles que convivem conosco é uma forma eficiente de satisfazer esses interesses. Contamos com o reconhecimento de nossas intenções pelos outros para alcançar certos objetivos. O fato é que o reconhecimento de intenções exerce um papel central em nossas vidas. Não poderia ser diferente com a comunicação. Um simples enunciado linguístico, por exemplo, pode adquirir sentidos bastante distintos apenas pela consideração do que poderia ser a intenção do falante. Adaptado de Marcos Goldnadel, em Manual de linguística, Ed. Vozes, 2019.

Assinale a alternativa correta.

Resposta correta! Resposta errada!

QUESTÃO 06

Os seres humanos desenvolvem a capacidade de reconhecer intenções muito cedo. Crianças com pouco mais de um ano já são capazes de se envolver em atividades conjuntas que exigem o domínio de intenções compartilhadas. Diante da tarefa de cortar uma caixa de papelão, por exemplo, crianças com menos de dois anos já são capazes de se engajar em planos complexos e identificar papéis complementares, realizados por participantes distintos, como o de segurar a caixa e o de usar a tesoura para cortar. Na verdade, como intenções só podem ser atribuídas a entidades com volição e iniciativa, o que é característico dos seres humanos, estamos o tempo inteiro identificando as intenções de outras pessoas. No entanto, o reconhecimento de intenções não acontece apenas de uma forma despretensiosa. Temos interesses particulares e coletivos, e reconhecer intenções daqueles que convivem conosco é uma forma eficiente de satisfazer esses interesses. Contamos com o reconhecimento de nossas intenções pelos outros para alcançar certos objetivos. O fato é que o reconhecimento de intenções exerce um papel central em nossas vidas. Não poderia ser diferente com a comunicação. Um simples enunciado linguístico, por exemplo, pode adquirir sentidos bastante distintos apenas pela consideração do que poderia ser a intenção do falante. Adaptado de Marcos Goldnadel, em Manual de linguística, Ed. Vozes, 2019.

Assinale a alternativa correta.

Resposta correta! Resposta errada!

QUESTÃO 07

O trecho abaixo é um fragmento do capítulo de abertura do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. CAPÍTULO PRIMEIRO / ÓBITO DO AUTOR Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco. 01 02 03 04 05 06 07 08 09 Grupos I - IV - V - VI pág. 8 Prova Tipo A Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia — peneirava uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa ideia no discurso que proferiu à beira de minha cova: — “Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que têm honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à Natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado.” Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. [...] Morri de uma pneumonia; mas se lhe disser que foi menos a pneumonia, do que uma ideia grandiosa e útil, a causa da minha morte, é possível que o leitor me não creia, e, todavia, é verdade. Vou expor-lhe sumariamente o caso. Julgue-o por si mesmo.
Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas

Assinale a alternativa correta:

Resposta correta! Resposta errada!

QUESTÃO 08

O trecho abaixo é um fragmento do capítulo de abertura do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. CAPÍTULO PRIMEIRO / ÓBITO DO AUTOR Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco. 01 02 03 04 05 06 07 08 09 Grupos I - IV - V - VI pág. 8 Prova Tipo A Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia — peneirava uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa ideia no discurso que proferiu à beira de minha cova: — “Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que têm honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à Natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado.” Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. [...] Morri de uma pneumonia; mas se lhe disser que foi menos a pneumonia, do que uma ideia grandiosa e útil, a causa da minha morte, é possível que o leitor me não creia, e, todavia, é verdade. Vou expor-lhe sumariamente o caso. Julgue-o por si mesmo.
Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas.

Assinale a alternativa correta.

Resposta correta! Resposta errada!

QUESTÃO 09

O trecho abaixo é um fragmento do capítulo de abertura do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. CAPÍTULO PRIMEIRO / ÓBITO DO AUTOR Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco. 01 02 03 04 05 06 07 08 09 Grupos I - IV - V - VI pág. 8 Prova Tipo A Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia — peneirava uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa ideia no discurso que proferiu à beira de minha cova: — “Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que têm honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à Natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado.” Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. [...] Morri de uma pneumonia; mas se lhe disser que foi menos a pneumonia, do que uma ideia grandiosa e útil, a causa da minha morte, é possível que o leitor me não creia, e, todavia, é verdade. Vou expor-lhe sumariamente o caso. Julgue-o por si mesmo.
Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas
Considere as seguintes observações sobre a vida e a obra de Machado de Assis. I. Machado de Assis teve uma origem humilde: foi neto de escravos alforriados e filho de Francisco José de Assis, um pintor de paredes, e de Maria Leopoldina Machado de Assis, portuguesa açoriana que se dedicava a serviços domésticos. Mediante uma carreira dedicada às letras, ao jornalismo e ao funcionalismo público, Machado de Assis viveu ao longo do tempo uma trajetória de ascensão social. II. Durante décadas de dedicação à vida literária, uma importante faceta de Machado de Assis foi a composição de crônicas, publicadas em jornais e revistas brasileiros. Nas suas crônicas, Machado escrevia sobre uma gama de temas, da vida cotidiana a fatos políticos da sua época. III. Em 1897 realizou-se a sessão inaugural, no Rio de Janeiro, da Academia Brasileira de Letras, que teve como seu primeiro presidente Machado de Assis.

Grupos I - IV - V - VI pág. 10 Prova Tipo A Assinale a alternativa correta.

Resposta correta! Resposta errada!

QUESTÃO 10

O trecho abaixo é um fragmento do capítulo de abertura do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. CAPÍTULO PRIMEIRO / ÓBITO DO AUTOR Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco. 01 02 03 04 05 06 07 08 09 Grupos I - IV - V - VI pág. 8 Prova Tipo A Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia — peneirava uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa ideia no discurso que proferiu à beira de minha cova: — “Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que têm honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à Natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado.” Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. [...] Morri de uma pneumonia; mas se lhe disser que foi menos a pneumonia, do que uma ideia grandiosa e útil, a causa da minha morte, é possível que o leitor me não creia, e, todavia, é verdade. Vou expor-lhe sumariamente o caso. Julgue-o por si mesmo.
Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas.

A partir da leitura do trecho de abertura do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, indique qual característica elencada abaixo está completamente ausente do trecho.

Resposta correta! Resposta errada!

QUESTÃO 11

O trecho abaixo é um fragmento do capítulo de abertura do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. CAPÍTULO PRIMEIRO / ÓBITO DO AUTOR Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco. 01 02 03 04 05 06 07 08 09 Grupos I - IV - V - VI pág. 8 Prova Tipo A Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia — peneirava uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa ideia no discurso que proferiu à beira de minha cova: — “Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que têm honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à Natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado.” Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. [...] Morri de uma pneumonia; mas se lhe disser que foi menos a pneumonia, do que uma ideia grandiosa e útil, a causa da minha morte, é possível que o leitor me não creia, e, todavia, é verdade. Vou expor-lhe sumariamente o caso. Julgue-o por si mesmo.
Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas.

Assinale a alternativa correta sobre a produção literária brasileira ao longo do Século XIX.

Resposta correta! Resposta errada!
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RESULTADO NEGATIVO
Você não atingiu a pontuação mínima de 61% para passar no teste.
Mas não desista! Este simulado é para te ajudar a treinar para o dia da prova real e você poderá fazer quantas tentativas quiser.

Desenvolvemos um sistema de avaliação que estabelece o mínimo de 61% de acertos como um resultado positivo e 60% um resultado negativo

Conte com o PRAVALER para te ajudar nos próximos passos.
RESULTADO POSITIVO
Parabéns! Você acertou mais de 61% das questões necessárias para ser aprovado!
Continue estudando para ter o mesmo desempenho no dia da sua prova.

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