Vírus, bactérias, fungos e protozoários – entenda as diferenças Vírus, bactérias, fungos e protozoários – entenda as diferenças

Vírus, bactérias, fungos e protozoários – entenda as diferenças

Antes de entender as diferenças entre cada um, é importante saber que vírus, bactérias, fungos e protozoários são microrganismos, também conhecidos como micróbios. Esses seres são minúsculos, invisíveis a olho nu, unicelulares, habitam em todas as partes do planeta e são importantes para a manutenção do equilíbrio da natureza.

Com o conhecimento desses organismos microscópicos, percebeu-se que não era possível classificar os seres vivos apenas em animais e vegetais. Foi assim que surgiu o sistema conhecido como Cinco Reinos, que começou com o Reino Protista para classificar organismos microscópicos eucariontes, que é o caso dos protozoários. Em seguida, foi a vez das bactérias ganharem espaço, quando surgiu o Reino Monera, que reunia os organismos procariontes.

Esses reinos foram propostos por Whittaker, em 1969, e até hoje estão presentes na maioria dos livros didáticos, apesar de novas classificações serem propostas a todo tempo. Vem com a gente entender e conhecer as características e diferenças desses microrganismos!

O que são vírus?

Não são células e, sim, partículas infecciosas. Parece difícil de acreditar que um microrganismo visível apenas com o auxílio de um microscópio é capaz de mudar a rotina das pessoas. Pois é! Foi o que aconteceu em 2020. O famoso coronavírus – o inimigo invisível – é um exemplo real de como os vírus são capazes de alterar a normalidade do mundo.

E, mesmo assim, para muitos cientistas, os vírus nem são considerados seres vivos.

Estrutura 

A estrutura do vírus é formada basicamente por proteínas e ácido nucleico. A proteína forma um envoltório denominado de capsídeo, que é formado por vários capsômeros e pode ser usado como forma de classificação dos vírus. De acordo com a simetria viral, podemos classificá-los em icosaédricos, helicoidais e complexos.

A função principal dos capsídeos é proteger o material genético, que normalmente é de um único tipo: o ácido desoxirribonucleico (DNA) ou o ribonucleico (RNA). Alguns vírus possuem ainda um envelope localizado externamente ao capsídeo e que é formado por lipídios, proteínas e carboidratos.

Estrutura Virus

Modo de vida

Todos são parasitas intracelulares e, alguns, causam doenças em seres vivos. A falta de hialoplasma e ribossomos impede que eles tenham metabolismo próprio e para executar o seu ciclo de vida, precisam de um ambiente que tenha esses componentes.

O vírus não é nada sem um hospedeiro: fora de uma célula, é apenas uma capa proteica com genoma, sem vida. Para que se multiplique, o vírus invade uma célula saudável e assume o controle do funcionamento desta membrana. Conforme a célula deixa de realizar suas funções, o vírus passa a replicar seu material genético. Depois, há a liberação dos novos vírus no organismo infectado.

Quantidade de células

Os vírus são organismos acelulares, ou seja, não são constituídos por células, embora dependam delas para a sua multiplicação.

Tamanho 

Geralmente, eles são menores que as bactérias. O comprimento varia entre 20 e 1.000 namômetros (unidade que representa 1 milionésimo de milímetro). Por isso, são visíveis somente com auxílio de microscópios eletrônicos.

Sensível a antibióticos?

Não! Os antibióticos agem somente contra bactérias. Boa parte das viroses como gripes, resfriados e diarreias, podem sumir espontaneamente. Em geral, o tratamento e a medicação têm o objetivo de aliviar os sintomas. Para alguns tipos de vírus será necessário o uso de antivirais, que inibem a multiplicação dessas partículas, por exemplo, ao impedir que eles alcancem as células hospedeiras.

Doenças relacionadas

  • Catapora (varicela);
  • Caxumba;
  • Coronavírus – COVID-19;
  • Dengue, Zika e Chikungunya;
  • Gripe – ARN, H1N1, Influenzavirus, etc.;
  • Hepatite;
  • Herpes;
  • HIV/AIDS;
  • Mononucleose;
  • Poliomielite;
  • Rubéola;
  • Sarampo;
  • Varíola.

Para saber um pouco mais sobre as principais características dos vírus, confira o vídeo que separamos pra você!


O que são bactérias?

Consideradas organismos vivos, as bactérias possuem tudo que precisam para viver: genoma e estruturas celulares que produzem proteínas que as abastecem com energia. Assim, seu simples metabolismo é o suficiente para que ela se multiplique.

Existem milhares de espécies de bactérias, sendo que muitas delas podem ser causadoras de doenças. Porém, existem aquelas que nem sempre são prejudiciais e até são vitais para a saúde humana, como por exemplo, as que compõem a flora intestinal e auxiliam na digestão.

Estrutura

As bactérias possuem uma estrutura externa rígida chamada de parede bacteriana ou membrana esquelética. É comum também que as células bacterianas possuam flagelos, que atuam como tentáculos para a locomoção e fixação da bactéria.

Por serem procarióticas, o material genético (DNA) fica disperso em seu interior formando uma cadeia circular chamada de nucleoide. Uma característica da estrutura celular das bactérias é a formação de plasmídeos, que são moléculas semelhantes a este nucleoide e que atuam na defesa da célula.

Estrutura Bacterias

Modo de vida

Algumas são parasitas e causam doenças como pneumonia. Outras mantem uma relação harmoniosa com os seres vivos. Há ainda as que se alimentam de matéria orgânica morta.

As bactérias vivem nos mais diversos ambientes, seja no ar, na água, dentro de outros seres vivos e algumas já sobreviveram ao vácuo e à radiação do espaço.

Quantidade de células

São seres unicelulares, ou seja, possuem uma única célula.

Tamanho 

O diâmetro da maioria varia entre 0,2 e 2 micras (unidade que representa 1 milésimo de milímetro) e o comprimento entre 2 e 8 micras. Elas são visíveis a olho nu (se reunidas em colônias) ou com auxílio de microscópios ópticos.

Sensível a antibióticos?

Sim! De forma geral, os antibióticos atuam em processos centrais da célula, semelhantes entre os vários tipos de bactérias. Como há diferentes tipos de bactérias que causam diversas infecções, é necessário utilizar antibióticos diferentes, respeitando o tipo de bactéria para que se tenha um resultado efetivo.

Doenças relacionadas

  • Cólera;
  • Coqueluche;
  • Gonorreia;
  • Hanseníase;
  • Infecção urinária;
  • Leptospirose;
  • Meningite bacteriana;
  • Pneumonia;
  • Sífilis;
  • Tétano;
  • Tuberculose.

Para entender um pouco mais sobre bactérias, assista o vídeo!


O que são fungos?

Na biologia eles fazem parte do Reino Fungi, que inclui organismos bem diversificados, que vivem em quase todos os ambientes terrestres e apresentam variações de formas e tamanhos. Podem ser desde fungos microscópicos formados por uma única célula, até seres com formas macroscópicas, como por exemplo, os cogumelos.

Além disso, são classificados como organismos eucariotas (com um núcleo celular) e como heterótrofos, ou seja, que não produzem o próprio alimento, dependendo da ingestão de matéria orgânica, viva ou morta, para sobreviverem.

Estrutura

Os fungos são constituídos por um emaranhado de tubos ramificados e envoltos por uma parede de quitina. O emaranhado é denominado micélio e os tubos que o compõem são chamados de hifas. É a partir desta estrutura cilíndrica e filamentosa, onde encontra-se o material genético, que eles se desenvolvem.

Estrutura Fungos

Modo de vida

Os fungos podem ser:

  • Saprófagos ou decompositores: quando obtêm seus alimentos decompondo organismos mortos e garantindo a reciclagem da matéria orgânica presente neles;
  • Parasitas: quando se alimentam de substâncias que derivam de organismos vivos;
  • Mutualismo: quando estabelecem associações com outro organismo, em que ambos são beneficiados;
  • Predadores: quando capturam pequenos seres, dos quais se alimentam.

Quantidade de células

Os fungos são seres vivos sem clorofila e podem ser unicelulares, como é o caso das leveduras, ou pluricelulares, como os bolores e cogumelos.

Tamanho 

A maioria dos fungos desenvolve-se como hifas que, como explicamos, são as estruturas filamentosas e cilíndricas. Seu tamanho pode variar de dois a 20 micra, até 100 micra de comprimento.

Sensível a antibióticos?

Não! Antibióticos não funcionam para infecções por fungos. Em casos de infecção fúngica o tratamento deve ser feito com pomadas e antifúngico, se necessário.

Doenças relacionadas

  • Candidíase;
  • Frieiras;
  • Histoplasmose;
  • Micoses;
  • Sapinho

Para saber mais sobre o Reino Fungi, dá uma olhada no vídeo que encontramos pra você!


O que são protozoários?

O termo protozoário deriva das palavras em latim proto “primitivo” e zoon “animal”, ou seja, animal primitivo e, junto com as algas, pertencem ao Reino Protista. São seres encontrados em ambientes úmidos, mas alguns são parasitas e vivem dentro do corpo de outros seres vivos, inclusive dos humanos.

Estrutura 

Os protozoários apresentam as seguintes estruturas:

  • Cinetoplasto: mitocôndria especializada, rica em DNA;
  • Reservatório: local de secreção, excreção e ingestão de macromoléculas;
  • Lisossoma: permite a digestão intracelular de partículas;
  • Aparato de Golgi: tem a função de sintetizar carboidratos e condensar a secreção proteica;
  • Retículo endoplasmático: a) Liso – síntese de esteroides; b) granuloso – síntese de proteínas;
  • Mitocôndrias: responsável pela produção de energia;
  • Microtúbulos: realiza movimentos celulares de contração e distensão;
  • Os flagelos, cílios, membrana ondulante e pseudópodos são utilizados para locomoção.

Estrutura Protozoarios

Modo de vida

Os protozoários, em sua grande maioria, apresentam vida livre e são encontrados em diferentes ambientes aquáticos e úmidos. Existem, no entanto, espécies que vivem em associação com outros organismos, como é o caso dos parasitas.

Quantidade de células

São constituídos por uma única célula e não produzem seu próprio alimento, motivo pelo qual são denominados de heterótrofos.

Tamanho

Quase todos os protozoários são microscópicos, mas alguns – muito poucos – podem ser vistos a olho nu. O tamanho da maioria deles oscila entre 30 e 300 micra.

Sensível a antibióticos?

Sim! Mas, para cada doença será um tipo de tratamento e um antibiótico específico.

Doenças Relacionadas

  • Amebíase;
  • Doença de Chagas;
  • Malária;
  • Leishmaniose;
  • Toxoplasmose

Quer aprofundar seu conhecimento em protozoários? Assista!


Quais as diferenças entre eles?

Se liga nesse resumão:

Virus Bacterias Fungos E Protozoarios Entenda As Diferencas

Quais as diferenças entre doenças causadas por vírus, bactérias, fungos e protozoários?

A principal diferença está na forma como elas vão se desenvolver no organismo. Por exemplo, as bactérias, por serem organismos celulares, vão se dividir e multiplicar no corpo, causando uma piora no quadro na medida em que ganham mais espaço no organismo. Já o vírus, são acelulares e dependem das células do próprio corpo para se desenvolverem. Assim, ele se multiplica no organismo na medida em que contamina outras células.

Uma doença causada por fungos ou protozoários, pode ser percebida inicialmente por uma infecção na pele. Porém, uma micose, por exemplo, que é gerada por um fungo não irá se espalhar pela corrente sanguínea e atingir outros órgãos, que é o que acontece com algumas doenças causadas por protozoários.

Quais são as doenças mais comuns?

Sabemos que todas são doenças infecciosas e a seguir listamos as mais comuns e suas particularidades.

Doenças virais


  • Catapora (varicela)

    Tipo de vírus: Varicella-Zoster

    Transmissão: é altamente contagiosa, comum em menores de 15 anos e o indivíduo que contrai a doença fica imune para o resto da vida. A transmissão ocorre pelo contato com a saliva e outras secreções da pessoa doente. 

    Sintomas: febre alta, cansaço, mal-estar e falta de apetite. Depois, surgem as lesões acompanhadas de coceira. As lesões são manchas vermelhas que se espalham pelo corpo cheias de líquido que secam depois de dias e formam uma crosta.

    Prevenção: uma das principais formas de prevenção é a vacina, que deve ser aplicada, preferencialmente, entre 1 e 13 anos de idade. Outra forma de prevenção é evitar o contato com pessoas que apresente os sintomas.

    Tratamento: são utilizados analgésicos e antitérmicos para aliviar a dor de cabeça e baixar a febre, e antialérgicos para aliviar a coceira. Os cuidados de higiene são muito importantes e devem ser feitos apenas com água e sabão.

  • Caxumba

    Tipo de vírus: Parotidite Infecciosa

    Transmissão: ocorre por via aérea ou contato direto com a saliva de uma pessoa infectada. A doença apresenta um período de incubação que dura em média de 16 a 18 dias. O período de maior risco de transmissão varia entre seis dias antes do surgimento dos sintomas e nove dias após.

    Sintomas: a caxumba é identificada por febre e o inchaço das glândulas salivares, sublinguais ou submandibulares – geralmente a glândula afetada é a parótida, o que pode causar dor na mastigação e ingestão de alimentos. Embora o aumento das glândulas seja um dos principais sintomas, cerca de 1/3 dos casos não apresenta aumento aparente.

    Prevenção: o melhor método de prevenção é a vacinação, que ocorre com uma dose de tríplice viral (caxumba, sarampo e rubéola) aos 12 meses e uma dose de tetra viral ou tetravalente (caxumba, sarampo, rubéola e varicela) aos 15 meses. Crianças mais velhas, adolescentes e adultos não vacinados devem tomar a vacina, pois só assim essas doenças poderão ser erradicadas.

    Tratamento: pode ser feito com o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e repouso. E deve ser levado muito a sério, pois a caxumba pode causar algumas complicações, como inflamações nas meninges, dos ovários, dos testículos – podendo causar esterilidade, da tireoide, das articulações, entre outros.

  • Dengue

    Tipos de vírus: a dengue é uma doença causada por quatro diferentes sorotipos (DENV 1, DENV 2, DENV 3 e DENV 4) de um vírus do gênero Flavivírus e é transmitida, principalmente, pela picada do mosquito do gênero Aedes Aegypti.

    Transmissão: é transmitida pela picada do mosquito e não passa de uma pessoa para outra.

    Sintomas: febre alta durante três dias, dores no corpo e nos olhos, cansaço e falta de apetite.

    Prevenção: evitar a proliferação do mosquito transmissor, eliminando locais com água armazenada que podem se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, galões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, entre outros.

    Tratamento:  como não tem um tratamento específico, a recomendação é ficar de repouso, ingerir muito líquido e tomar medicamentos para dor e febre.

  • Herpes

    Tipos de vírus: Varicela-Zóster (VVZ), o mesmo da catapora e o popularmente conhecido cobreiro (herpes zóster) e os herpesvírus tipo 1 e tipo 2, que causam o chamado herpes simplex.

    Transmissão: o vírus é bem contagioso e de fácil transmissão.

    Sintomas: na maior parte dos casos, aparecem lesões na pele acompanhadas de febre, mal-estar, dores nos nervos, dor de cabeça e ardor e coceira no local.

    Prevenção: cuidados com higiene e atenção com os hábitos diários na prevenção. Exemplos: só manter relação sexual com preservativo, não beijar na boca de alguém que esteja com lesões, não utilizar objetos íntimos de outras pessoas e não tocar na pele de pacientes com a doença em sua fase ativa.

    Tratamento: alguns casos de herpes são leves e o tratamento é aplicar medicamentos sobre a pele e/ou via oral. Mas, em casos mais graves – principalmente se for o primeiro episódio de infecção –, com sistema imunológico ou que têm recorrência frequente, talvez seja necessário o uso de antivirais.

Doenças bacterianas


  • Hanseníase(lepra)

    Tipo de bactéria: Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen

    Características: a hanseníase é uma doença crônica que atinge a pele e alguns nervos periféricos, fazendo com que o paciente perca, por exemplo, a força muscular, a sensibilidade tátil e a dor.

    Transmissão: se dá pelo contato com gotículas de saliva ou secreção do nariz. Tocar a pele e as regiões afetadas não transmite a doença. O período de incubação (tempo entre a aquisição a doença e da manifestação dos sintomas) varia de seis meses a cinco anos.

    Sintomas: lesões e manchas na pele com alteração da sensibilidade, áreas com diminuição dos pelos e do suor, áreas do corpo com sensação de formigamento e/ou fisgadas, entre outros.

    Prevenção: para evitar a contaminação da doença, a melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, assim como o exame clínico e a indicação de vacina BCG para melhorar a resposta imunológica dos contatos do paciente. Desta forma, a cadeia de transmissão da doença poderá ser interrompida.

    Tratamento: é feito com antibióticos e é gratuito e fornecido pelo SUS.

  • Meningite

    Características: é uma infecção que se instala principalmente quando uma bactéria ou um vírus consegue vencer as defesas do organismo e ataca as meninges – três membranas que envolvem e protegem o encéfalo, a medula espinhal e outras partes do sistema nervoso central. Existem dois tipos, as virais e as bacterianas e o diagnóstico é baseado na avaliação clínica do paciente e no exame do líquor (líquido que envolve o sistema nervoso).

    Transmissão: as meningites bacterianas são mais graves e deves ser tratadas com urgência. Os principais agentes causadores são as bactérias meningococos, pneumococos e hemófilos, transmitidas pelas vias respiratórias ou associadas a quadros infecciosos de ouvido, por exemplo.

    Sintomas: em pouco tempo os sintomas aparecem, como febre alta, mal-estar, vômitos, dor de cabeça muito forte e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas no corpo.

    Prevenção: a vacina contra meningite faz parte do calendário oficial de vacinação e é aplicada em três doses logo quando é bebê como forma de prevenção.

    Tratamento: uso de antibióticos e deve ser imediato, pois doença pode ser letal ou deixar sequelas, como surdez, dificuldade de aprendizagem e comprometimento cerebral.

  • Tétano

    Tipo de bactéria: Clostridium tetani

    Transmissão: é uma infecção bacteriana aguda causada que entra no organismo através de ferimentos ou lesões de pele e não é transmitido de uma pessoa para outra. É uma doença decorrente de acidentes e se manifesta pelo aumento da tensão muscular.

    Sintomas: contraturas musculares, rigidez de membros, rigidez abdominal, dificuldade de abrir a boca, dores nas costas e nos membros (braços e pernas).

    Prevenção: não apenas pregos e cercas enferrujadas podem provocar essa doença, a bactéria do tétano pode ser encontrada nos mais diversos ambientes, como – terra, poeira, fezes de animais ou humanas, solos contaminados, queimaduras e tecidos necrosados. O tétano não é contagioso, porém, mesmo aqueles que já contraíram a doença, não adquirem anticorpos para evitá-lo novamente. Então, a vacinação é a única forma de proteção.

    Tratamento: uso de antibióticos e relaxamento muscular.

  • Tuberculose

    Tipos de bactérias: Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch

    Características: é provavelmente a doença infecto-contagiosa com mais mortes ocasiona no Brasil e afeta prioritariamente os pulmões.

    Transmissão: é de forma aérea e a bactéria se instala a partir das gotículas eliminadas pela respiração, por espirros e pela tosse.

    Sintomas: tosse por mais de duas semanas, produção de catarro, febre, sudorese, cansaço e dor no peito.

    Prevenção: a vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin), ofertada pelo SUS, deve ser dada às crianças logo no nascimento ou, no máximo até os quatro anos. Se não foi vacinado, deve fazer o teste de Mantoux ou PPD. Caso não apresente reação, deve ser vacinado em qualquer faixa de idade.

    Tratamento: dura no mínimo seis meses, é gratuito e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Durante esse período, são utilizados quatro medicamentos: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol.

Doenças fúngicas


  • Candidíase

    Tipo de fungo: Candida albicans

    Transmissão: infecção fúngica frequentemente na área genital – especialmente de mulheres. O micro-organismo vive normalmente no organismo sem causar danos, mas em situações de baixa imunidade, se manifesta e passa a ser danoso para o corpo. Pessoas com o sistema imune debilitado ainda podem sofrer com a candidíase em outras regiões, como na boca (o sapinho), na garganta, na pele e nas unhas.

    Sintomas: ardor, coceira, inchaço, corrimento na região genital. Já na boca, os sintomas são de aftas e dor para engolir.

    Prevenção: é importante higienizar a região com sabonete de pH neutro, optar pelo uso de calcinha de algodão, não usar absorvente íntimo todos os dias e evitar roupas muito justas ou molhadas por tempo prolongado.

    Tratamento: uso de cremes no local ou antifúngicos em comprimido. Quando a irritação é muito acentuada, será necessário uso de medicamento via oral à base de corticoide.

  • Micose

    Tipos de fungos: Existem vários tipos de micose, como a Impinge (da pele) que pode se desenvolve em qualquer lugar da pele; Pitiríase versicolor (conhecida como pano branco ou micose da praia) que causa pequenas manchas esbranquiçadas nos membros superiores; Tinea (Tinha) é uma micose que apresenta manchas vermelhas de superfície escamosa, bordas bem nítidas e que coçam e a Onicomicose (micose da unha), surge com manchas pequenas e claras, que vão se espalhando e deixando as unhas frágeis, doloridas e espessas.

    Característica: a micose é uma infecção causada por fungos que atinge a pele, o couro cabeludo e as unhas. Costuma ser caracterizada pela descamação e irritação na região afetada, variando conforme o local do corpo em que se manifesta.

    Alguns tipos de fungos vivem naturalmente em nosso corpo sem causar qualquer tipo de dano ou sintoma. Porém, se eles começam a se reproduzir rapidamente, podem levar ao surgimento de algumas doenças, como é o caso da micose. Nesse quadro, os fungos se alimentam da queratina presente na pele, nas unhas e/ou nos cabelos, que quando se encontram em condições favoráveis como o calor, umidade, baixa de imunidade ou uso de antibióticos sistêmicos por longo prazo, estes fungos podem se proliferar, exigindo tratamento.

    Transmissão: a micose é uma infeção contagiosa, podendo ser transmitida de uma pessoa para outra pelo toque, contato de pele.

    Sintomas: coceira intensa, vermelhidão ou escurecimento na área, surgimento de manchas ou irritação na pele.

    Prevenção: evitar andar descalço em lugares úmidos, não compartilhar peças de vestuário, não compartilhar kit de unhas, evitar ficar com roupas molhadas, enxugue-se bem após o banho – lembre-se que o fungo precisa de três coisas para se proliferar: calor, pele e umidade.

    Tratamento: para conter a micose geralmente os médicos receitam remédios antifúngicos em formato de cremes, sprays e esmaltes. Em geral, a medicação deve ser usada de seis a oito semanas. Fungos mais resistentes, que atacam especialmente as unhas e o couro cabeludo, exigem que o tratamento se prolongue por até um ano. Nesses casos, é necessário comprimidos, que geralmente são tomados diariamente.

Protozooses


  • Amebíase(disenteria amebiana)

    Protozoário transmissor: Entamoeba histolyticanão possui flagelos ou cílios e habitam preferencialmente o intestino grosso (na forma de cistos), sendo o homem seu único hospedeiro. Em condições normais, não causa doença, mas em algumas situações se torna patogênica, invadindo células e tecidos e provocando a doença.

    Transmissão: ocorre pela ingestão de alimentos e água contaminados com os cistos das amebas, principalmente em regiões sem saneamento básico. O período de incubação varia de sete dias a quatro meses. Os ciclos são resistentes e sobrevivem de 20 horas a 30 dias em diferentes meios (água, fezes frescas, massas e laticínios).

    Sintomas: os principais sintomas são dores abdominais gases, cólicas intensas, náuseas, vômitos, diarreias, eliminação de sangue e muco com as fezes.

    Prevenção: proporcionar saneamento básico para toda a população; utilizar sempre que possível água tratada para beber, lavar as mãos antes e após as refeições, lavar bem frutas e verduras, evitar o contato com fezes humanas, lavar com muita água e sabão se tiver tido contato com fezes humanas.

    Tratamento: se após o diagnóstico a doença for identificada, para os casos mais graves, a recomendação é permanecer em repouso, utilizando uma dieta rica em proteínas e hidratação constante. A medicação normalmente utilizada é o uso de antibióticos por 10 dias.

  • Doença de Chagas(Tripanossomíase)

    Protozoário transmissor: Trypanosoma cruzi

    Transmissão: o contágio é indireto, pois necessita de um vetor – o barbeiro ou Chupão – para a transmissão. Existem mais de 300 espécies deste inseto, que após chupar o sangue da vítima, defeca na pele, eliminando os protozoários.

    Quando o indivíduo coça o local ou se houver alguma ferida, os protozoários penetram na pele e caem na corrente sanguínea. Pode ocorrer também a transmissão através do sangue contaminado e durante a gravidez, onde a mãe passa o protozoário para o filho. Outra forma menos comum de transmissão da doença é pela ingestão de alimentos contaminados com o seu vetor.

    Sintomas: febre, mal-estar, inflamação dos gânglios linfáticos e hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e baço). Pode ocorrer também o chagoma, que é uma inflamação no local onde o parasita penetrou. Por ser uma doença parasita que afeta o sistema cardiovascular, sintomas como aumento do volume do coração e alterações do ritmo de contração podem ocorrer na fase crônica sintomática da doença.

    Prevenção: tomar as medidas para evitar que o inseto entre nas casas e forme uma colônia. As frestas de telhados e paredes devem ser eliminadas. Pode-se também usar mosquiteiros e telas para evitar que o inseto entre voando.

    Tratamento: uso de benzonidazol (distribuído pelo SUS), em casos agudos e crônicos. Contudo, ainda não há garantias na eficácia total do tratamento. Para retardar a evolução da doença é muito importante uma boa alimentação e um acompanhamento médico constante.

Como prevenir o contágio por doenças causadas por esses microrganismos?

Como pudemos ver, a lista de doenças causadas por bactérias, vírus, fungos e protozoários é enorme. Para muitas existem vacinas, mas uma parte significativa não conta com proteção, e sim, apenas com medidas paliativas de prevenção.

As recomendações básicas para prevenir o contágio por doenças causadas por esses microrganismos são:

  • Lavar e higienizar bem as mãos: seja com água e sabão ou álcool gel, a higienização das mãos é fundamental para evitar carregar microrganismos de um lugar para o outro e não se contaminar;
  • Manter distanciamento social: mantenha uma distância de 1,5m das pessoas, mesmo as que não apresentam sintomas;
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca: as mãos podem carregar vírus e bactérias, que quando levada às mucosas, podem gerar algum tipo de infecção. Por isso é tão importante mantê-las higienizadas o máximo possível;
  • Praticar higiene respiratória: cobrir o nariz e a boca sempre que for tossir ou espirrar;
  • Evitar compartilhar itens pessoais e mantê-los sempre limpos;
  • Uso de preservativos em todas as relações sexuais;
  • Mantenha-se informado e siga as recomendações das autoridades de saúde.

Qual é a melhor maneira de combater esses microrganismos?

Tudo vai depender do tipo de microrganismo que queremos combater. Mas, a verdade é que, seguir os cuidados de prevenção é a melhor maneira de combater a reprodução desses microrganismos.

O mundo vive uma onda de doenças emergentes. Ainda assim, especialistas estão confiantes de que a humanidade nunca esteve tão preparada para enfrentá-las!

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