Como funciona o financiamento estudantil privado

Por useradmin

Como funciona o financiamento estudantil privado

Faculdades públicas e privadas podem ser de diversos tipos com diversas ofertas de cursos e estruturas. Em comum, todas elas têm a necessidade de lidar com o custo com a manutenção das atividades. Você sabia que um estudante de universidade federal custa, em média, R$ 3.129 por mês? É evidente que esse valor oscila de acordo com o curso e a instituição, mas se tomarmos esse número como referência, vemos que trata-se de um preço elevado.

Assim, anualmente, o valor é de R$ 37.551 por estudante. Quando a faculdade é pública, quem arca com essa despesa é o ente federativo responsável pela instituição, ou seja, o município, o estado ou a união. Quando ela é privada, é o aluno quem precisa bancar os gastos. Para esse tipo de situação existem possibilidades, como o financiamento estudantil privado e as bolsas de estudo.

Vamos entender detalhadamente como funciona cada opção.

O que é o financiamento estudantil

O financiamento é um empréstimo que uma pessoa toma para adquirir um bem, operação geralmente realizada por uma instituição financeira. Assim, sempre que a instituição libera crédito para financiar determinado projeto onde o beneficiário se compromete a quitar a dívida de maneira parcelada, dizemos se tratar de um financiamento.

Para a instituição, a vantagem está nos juros que ela insere na cobrança, o que faz com que haja lucro na operação.
Existem diferentes tipos de financiamentos como os de veículos, de imóveis, entre outros. Cada um deles tem suas características que devem respeitar a legislação em relação àquela atividade e os benefícios das partes envolvidas.

Quando falamos em financiamento estudantil, estamos nos referindo a programas que viabilizam o empréstimo dos estudantes junto a bancos no valor das mensalidades dos cursos, integral ou parcialmente, empréstimo esse que tem um prazo para ser pago.

Existem o financiamento estudantil público e o financiamento estudantil privado. Saiba mais sobre eles na sequência.

O financiamento estudantil público

O Fies é o Fundo de Financiamento Estudantil, um programa do governo federal administrado pelo Ministério da Educação (MEC). É um financiamento que contempla estudantes de cursos superiores pagos.

Funciona da seguinte maneira: ao ser aprovado na instituição de ensino privada e no Fies, o estudante paga as despesas da faculdade com os recursos do governo para devolver o dinheiro depois. Ele precisa arcar com os valores do empréstimo e também com juros e correção monetária dentro de um prazo previamente estabelecido.

Para participar do Fies é preciso que o candidato tenha feito a prova do Enem, pois a nota do exame é considerada no processo de seleção. Além disso, o programa é dividido em categorias, de acordo com a renda familiar do participante. Assim, uma categoria é destinada para grupos familiares com até 3 salários-mínimos e outra, até 5 salários-mínimos.

O financiamento estudantil privado

Já o financiamento estudantil privado é um tipo de empréstimo pessoal destinado a simplificar o acesso do estudante ao ensino superior. Com o financiamento, uma instituição arca com as despesas dos estudos para que o aluno devolva o dinheiro emprestado após o fim do curso, em geral, sob condições diferentes das do Fies.

Algumas dessas condições são o prazo para o pagamento da dívida, os limites de renda familiar e a participação no Enem.
O financiamento também pode ser parcial ou integral, mas boa parte dos programas oferecem até 100% de financiamento para faculdades conveniadas às instituições financeiras participantes.

Os contratos variam entre um programa e outro, podendo ser semestrais ou anuais. Para participar, é preciso fazer a simulação, enviar a proposta e efetivar a matrícula, na maioria das vezes, de maneira menos burocrática do que no programa do governo.

Os financiamentos privados mais conhecidos

O PRAVALER é um programa que se diferencia do Fies por ser mais simples e acessível para o candidato. A primeira diferença entre eles se dá nas formas de pagamento. Enquanto o Fies acontece em 3 etapas, durante o curso, após o curso dentro de 18 meses e após o curso a partir de 18 meses, o PRAVALER permite o pagamento em 2 etapas, ou seja, durante o curso e após a formação com um prazo relativo ao tempo do curso.

Além disso, entre as exigências do Fies estão a participação no Enem, renda mensal entre 3 e 5 salários-mínimos e apresentação de fiador. Já no PRAVALER é possível viabilizar a contratação comprovando renda mínima de até 2 vezes o valor da mensalidade e comprovando estar com o nome limpo, em um processo muito mais simplificado.

Outra opção é o Programa Estudantil Privado (PEP), onde o aluno opta por um entre três tipos de parcelamento. Eles variam entre 30%, 50% e 70% do financiamento e podem ser pagos a partir do momento em que o estudante recebe o seu diploma.

O Creducsul é destinado aos alunos das faculdades do grupo Cruzeiro do Sul Educacional. No programa é possível financiar até 50% das mensalidades ao longo do curso. O programa também estabelece um limite de renda familiar e não exige participação no Enem.

As bolsas de estudo

Bolsas de estudo se diferenciam dos programas de financiamento estudantil porque não caracterizam relação de empréstimo, ou seja, o beneficiário não tem que arcar com os custos de sua participação no programa.

Na maioria das vezes, as bolsas são distribuídas de acordo com critérios de avaliação de desempenho. Assim, as instituições podem oferecer esse benefício para atrair talentos para seus cursos, premiando os alunos com as maiores notas, seja no vestibular, seja no Enem ou até em seus exames internos, quando o aluno já está matriculado. É possível que a bolsa seja oferecida para o candidato que tenha se destacado mais dentro de um semestre ou ano.

Quem arca com os custos é quem concedeu a bolsa, o que pode ser um investimento interessante caso esse benefício seja o fator diferencial para a faculdade atrair e reter mais talentos. As faculdades geralmente firmam parcerias com entidades privadas para conseguirem aumentar recursos destinados a bolsas estudantis. Para as empresas, isso pode ser importante tanto para receberem incentivos fiscais quanto para apoiarem a formação de quadros futuros para seus negócios.

Os programas de bolsa de estudos costumam ser oferecidos pelas próprias faculdades, mas existe também um grande projeto do governo federal, que é o Programa Universidade Para Todos (ProUni).

O Programa Universidade Para Todos

O ProUni é uma iniciativa do governo federal, administrado pelo MEC, assim como o Fies. Sua proposta é viabilizar o acesso ao ensino superior de estudantes de baixa renda, concedendo bolsas de estudo em faculdades particulares.

Para ter direito ao benefício, é preciso ter feito o Enem. O exame é usado para avaliar o desempenho dos alunos e classificá-los. Os beneficiários recebem bolsas de 50% e de 100%.

É necessário ter uma boa nota no Enem, pois esse é um critério para diferenciar candidatos. As melhores notas, aliadas à situação financeira do estudante, permitem acesso às melhores vagas.

Além disso, o ProUni é restrito a estudantes que fizeram todo o ensino médio em escola pública e que não possuem diploma de ensino superior. É possível se inscrever duas vezes por ano e concorrer às vagas do primeiro e do segundo semestre.

As universidades públicas

Quem arca com as despesas das universidades públicas é o ente federativo responsável por elas. Assim, o aluno que consegue aprovação nesse tipo de faculdade, não precisa pagar mensalidades, ainda que o custo, de certa forma saia de seu bolso e de todo o conjunto de contribuintes do qual faz parte.

A Universidade de São Paulo, por exemplo, é uma faculdade estadual, ou seja, é o governo do estado de São Paulo quem se encarrega por suas atividades. USP, Unicamp e Unesp, as três universidades estaduais paulistas, são custeadas em maior parte pelo repasse de parte de 75% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do estado, um imposto cobrado sobre a compra e venda de produtos e serviços.

Universidades como a UFRJ, que possui hospitais e museus sob seu controle, recebem repasses do governo federal, enquanto faculdades municipais como a Faculdade Municipal de Araras, oferecem cursos gratuitos sob responsabilidade das prefeituras que administram essas cidades.

Em função dessa facilidade para o aluno, que não precisa arcar com os custos, as vagas nas universidades públicas geralmente são as mais concorridas do país.

Qual é a melhor opção

Tudo depende das suas possibilidades e interesses. Algumas opções não contemplam cursos cada vez mais presentes na rotina das pessoas, como os da modalidade EAD. Esse é um problema do Fies que só beneficia estudantes que precisam de custeio para cursos na modalidade presencial.
Além disso, é preciso ter atenção a questões como a distância da sua casa até o lugar onde pretende estudar. Dependendo da sua escolha, isso pode representar um gasto a mais, que pode comprometer a economia de quem estuda em faculdade pública, por exemplo.

O ideal é escolher com critérios, avaliando a credibilidade da instituição de ensino em questão e considerando as diferentes possibilidades existentes para que você possa cursar o que deseja, sem maiores dores de cabeça.

Enfim, essas são as opções que você tem para custear seus estudos. Entendendo como funciona o financiamento estudantil privado você já tem como pensar nas melhores alternativas para a sua situação.

Quer conhecer melhor as possibilidades do PRAVALER para financiamento estudantil privado? Então faça agora mesmo a sua simulação.

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Categoria: Pra Saber

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