Saiba como fazer uma redação e tirar uma boa nota no ENEM e no Vestibular


A prova de redação tem um peso importante nas principais avaliações do país. No Enem, por exemplo, ela pode ser o diferencial entre o acesso à vaga e mais um ano de preparação. Ainda assim, muitos estudantes não sabem ou não têm tanta clareza a respeito de como proceder em relação a essa atividade.

Se este for o seu caso, então confira as informações a seguir e saiba como fazer uma redação, além de tudo que é necessário para você aumentar suas chances de conseguir entrar na faculdade.

Como fazer uma boa redação

Pratique

A primeira dica é praticar. Você desenvolve suas habilidades quando as coloca em prática. Sendo assim, nada melhor do que criar uma rotina. Vestibulandos com sucesso nos principais exames do país costumam ser aqueles que praticaram a escrita ao menos uma vez por semana durante o ano de preparação.

Pense que, sabendo quais são as exigências da prova que pretende fazer, fica mais fácil se adaptar a ela com prática, por isso, não ignore essa etapa importante do processo de preparação.

Vá direto ao ponto

Outra dica é procurar ser claro e objetivo naquilo que escreve. Evite construções que deem margem para outro entendimento que não seja o que você deseja. Isso é muito importante para que o examinador atribua boas notas para o seu exame.

Perceba se na sua escrita é recorrente a repetição de palavras ou ideias, procurando se concentrar somente no que realmente é relevante para o texto.

Seja simples

Valorize a simplicidade. Frases curtas são melhores do que as longas, pois facilitam o entendimento de quem as lê.

Além disso, as chamadas palavras de transição ajudam muito a dar harmonia ao texto. Por isso, acostume-se a trabalhar com termos como “por outro lado”, “ainda mais”, “consequentemente”, “enfim”, entre outras, ligando as frases. O uso desses recursos torna a leitura mais fluida e menos desgastante.

Não fuja do tema

Os diferentes tipos de avaliação realizados no país valorizam também a unidade nos textos escritos pelos alunos. Isso quer dizer que você não pode fugir do tema, mesmo escrevendo um texto longo. A ideia aqui é tentar seguir uma linha de raciocínio do início ao fim da prova. Pode parecer difícil, mas com prática isso se torna uma das tarefas mais fáceis.

Seja coerente

Coerência é outro diferencial que aparece nas provas com melhores avaliações no país. Um texto é coerente quando todas as partes dele estão conectadas, formando um todo que faça sentido. Geralmente, isso é mais facilmente construído quando o autor segue uma ordem cronológica para trabalhar com os fatos.

Revise

Não deixe de revisar o que escreveu. Erros podem aparecer, por isso, diminua seus riscos relendo a prova antes de entregá-la. Uma opção é não deixar a prova de redação por último, pois assim você pode fazê-la e partir para outra atividade antes de revisar. Isso refresca a sua cabeça e permite a identificação de erros com mais facilidade.

Vale lembrar que problemas aparentemente mínimos como falta de clareza e erros de ortografia e acentuação também tiram pontos preciosos no vestibular.

Como fazer a introdução de uma redação

Dizem que o pior pesadelo de um escritor é a folha em branco. De fato, não há nada que incomode mais alguém que vive do trabalho com as palavras do que não encontrá-las quando mais precisa. Por isso a introdução é tão importante. Ela estabelece a ideia a ser trabalhada e conduz para a sequência do conteúdo.

Mas a pergunta que fica é: como fazer? Existem caminhos para tanto. Você pode começar com uma citação que tenha a ver com o tema da sua redação. Quer um exemplo? Luís Fernando Veríssimo tem uma célebre frase que diz:

“A verdade é que a gente não faz filhos, só faz o layout. Eles mesmos fazem a arte final”.

Imagine que a sua proposta de redação envolve a relação entre pais e filhos. Nesse caso, você pode começar seu texto citando essa frase e mostrando como ela tem a ver com o tema para então desenvolver o conteúdo.

Outra possibilidade é apresentar dados. Essa estratégia é especialmente interessante quando eles aparecem no enunciado da prova de redação ou mesmo em questões de múltipla escolha. Assim, se o tema for violência, por exemplo, você pode começar apresentando os números da segurança pública que darão sustentação para o raciocínio que será desenvolvido na sequência. Sua abordagem tende a ficar mais clara quando você tem números que apresentam problemas.

Você também pode criar a chamada contextualização histórica, revelando como determinada situação tem a ver com um contexto histórico. Esse é um recurso interessante, pois permite mostrar ao examinador o domínio que você tem a respeito de eventos como a Revolução Francesa, a Revolução Industrial ou a redemocratização. Apenas tenha o cuidado de falar a respeito de algo que você realmente tenha estudado. Erros grosseiros logo no início da prova podem prejudicar o seu desempenho nela.

Essas são algumas estratégias válidas para ajudar você a dar início ao desenvolvimento da sua ideia, mas você também pode fazer a sua introdução de maneira livre, autoral, desde que consiga organizar seu raciocínio para defender uma argumentação. Novamente, a dica fundamental é praticar. Isso permitirá a você escrever com facilidade e compreender quais são os recursos que mais podem ser úteis no dia da prova.

Quais os tipos de redação

O vestibular pode exigir de você formas diferentes de expressar seu domínio da língua escrita. Essa informação estará contida no edital, ou seja, você não será surpreendido com uma prova ao menos que não esteja preparado.

Existem 3 tipos básicos de redação: a dissertação, a narração e a descrição.

Dissertação

A dissertação é um conteúdo de caráter argumentativo, no qual o autor faz uma explanação a respeito de um dado assunto de maneira opinativa. Essa costuma ser a forma ideal para se expor ideias e defender pontos de vista.

Tecnicamente, a redação dissertativa costuma ser dividida em introdução, desenvolvimento e conclusão, o que na prática representa a apresentação de uma tese, posteriormente, de sua antítese e em seguida, de uma nova tese.

Narração

Na narração, existe um locutor que se encarrega de narrar um evento. Esse responsável por conduzir a história pode ser um narrador personagem, um narrador observador ou um narrador onisciente. Assim, ele pode narrar a história na forma de 1ª ou 3ª pessoa.

Enquanto o narrador personagem participa da história, o narrador observador apenas conta o que acontece nela. O narrador onisciente pode fazer as duas coisas, ou seja, contar a história e também participar dela. Assim, ele aparece em 3ª pessoa ao narrar os fatos e em 1ª pessoa quando participa dos acontecimentos.

Descrição

A descrição é uma forma de narração, mas com a característica de ser pautada em uma intervenção mais minuciosa sobre algo a ser interpretado pelo autor.

Em geral, os textos descritivos têm a referência em objetos, pessoas ou lugares. É na impressão que o autor tem deles que surge uma descrição objetiva ou subjetiva. A diferença entre elas é que enquanto a objetiva é racional, a subjetiva é emocional.

Pode parecer difícil diferenciar a narração da descrição, mas pense da seguinte forma: para que um texto seja classificado como narrativo, ele precisa narrar episódios, ou seja, na narração existe mudança de fatos na sequência de tempo, enquanto na descrição o foco é em um acontecimento, não em algo mais amplo.

Quais são os tipos de redação que mais aparecem nos vestibulares

Com certeza, a dissertação é a mais comum. No caso do Enem, existe uma redação dissertativa-argumentativa, com um tema e uma série de textos de apoio para o aluno fazer um texto de no máximo 30 linhas. Cabe ao candidato ler a questão e trabalhar com uma proposta de intervenção, na maioria das vezes relacionada a temas como meio ambiente e direitos humanos.

Outro vestibular bastante valorizado no Brasil, a prova da Fuvest, também segue o modelo dissertativo-argumentativo. Basicamente, o que a Fuvest cobra é o desenvolvimento do tema com organização do conteúdo, coerência na argumentação e articulação das partes do texto.

Como ter uma boa nota na redação do Enem

Existem algumas dicas que podem ajudar você a ir melhor nessa avaliação. A primeira delas é procurar estar em dia com os acontecimentos do mundo. Seja para introduzir a sua redação, seja para ter elementos para dar profundidade a ela, o ideal é se manter atualizado, pois isso costuma estar presente nas provas mais bem avaliadas.

Além disso, planeje-se para a prova. Como destacado, a redação do Enem é de perfil dissertativo, ou seja, envolve introdução, desenvolvimento e conclusão. Isso quer dizer que você precisa respeitar essa sequência para defender suas ideias, o que pode ser aperfeiçoado ao longo do ano, com a prática constante.

Uma maneira de entender o que funciona no Enem é conferir as redações mais bem avaliadas dos anos anteriores. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) costuma divulgar os chamados espelhos das redações nota 1000 do Enem. A simples leitura desses textos pode ajudar você a entender melhor o que o exame espera e assim se destacar.

Além disso, você pode praticar sem sair de casa. Existem sites que corrigem seus textos e até aplicativos com aulas gratuitas.

Enfim, a redação pode representar a porta de entrada para a faculdade dos seus sonhos. Comece a praticar o quanto antes e tenha como caprichar na prova.

Entendeu agora como fazer uma redação? Então confira também Enem 2019: o guia completo para se dar bem.

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Categoria: Ajuda nos estudos
Tags: ENEM ENEM 2019

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