20 dicas de educação financeira para jovens 20 dicas de educação financeira para jovens

20 dicas de educação financeira para jovens

Educação financeira é algo muito importante para qualquer pessoa, independentemente da faixa etária, conseguir aprender a lidar com as finanças é algo necessário. Sem se educar financeiramente, mesmo quando a pessoa consegue atingir um patamar elevado na vida, fica difícil manter o padrão. Pior ainda quando é necessário lidar com situações adversas no dia a dia.

Se esse tema já é complexo na vida adulta, quando jovem ele é um verdadeiro desafio. Mas quanto mais nos aprofundamos no assunto na juventude, maiores são as chances de conquistar independência financeira cedo e, mais do que isso, evitamos entrar no mundo do superendividamento, muito frequente entre os jovens.

Quando se fala em dinheiro é fundamental saber o que fazer para que isso não se torne um problema. Nesse sentido, nada melhor do que conhecer algumas práticas tidas como as mais indicadas para que você comece a organizar suas finanças e seja capaz de fazer dessa organização um diferencial para uma melhor qualidade de vida. Pensando nisso, neste artigo a gente vai te ajudar a entender como funciona e qual é a importância da educação financeira para jovens, além de dar algumas dicas valiosas!

O que é educação financeira?

Educação financeira nada mais é do que uma mudança de comportamento a fim de organizar, valorizar e multiplicar os recursos conquistados durante a vida.

Você já imaginou o seu futuro sem nenhuma preocupação financeira e ainda uma vida confortável e bem-sucedida? É até difícil de pensar em algo assim e o trabalho que dá para chegar nesse patamar. É aí que está a importância da educação financeira! Com ela, a mentalidade em relação ao uso do seu dinheiro se transforma, tornando essa prática mais bem administrada, a fim de garantir um futuro confortável sem deixar de usufruir no presente, além de evitar com que o superendividamento atinja o seu bolso.

Qual a importância da educação financeira para jovens?

Educação financeira é fundamental em qualquer idade, mas na juventude é ainda mais importante. Isso porque é nessa época que deixamos o cofrinho de lado e começamos a pensar na independência financeira com o ingresso no mercado de trabalho.

Mas, assim como é nesse período que o dinheiro começa a se multiplicar, as despesas também aumentam e se não for administrado com inteligência, o jovem já começa sua vida financeira com dívidas e negativado. Aí já viu! É conta atrás de conta, e para não virar uma bola de neve vai precisar de muita cautela e economia.

E é para que isso não aconteça que a educação financeira existe. Além de conseguir organizar as despesas mensais e separar uma grana para os momentos de descanso, algumas alternativas de investimentos financeiros podem ser parte do planejamento orçamentário e fazer com que o dinheiro passe de um valor fixo para se tornar algo rentável e que pode ser dobrado ou triplicado!

O que é educação financeira nas escolas?

Apesar de ser um assunto que deve ser tratado desde criança, a educação financeira ainda é pouquíssimo estimulada entre o público mais novo, já que muitos acreditam que o tema dinheiro é muito complexo e coisa de adulto.

Mas o que não nos damos conta é que educação financeira não é um formato de cálculo ou ainda um estudo difícil de entender, e sim alguns exercícios comportamentais capazes de fazer com que qualquer um faça um planejamento de vida através de uma leitura real, consistente e preventiva. Ou seja, é com essas práticas que construímos as estruturas da vida para conquistarmos um futuro próspero.

A escola tem como propósito dedicar o seu tempo em ensinar aos alunos sobre temas muito relevantes para o cotidiano, inclusive em questões comportamentais. É a partir dos ensinamentos dados nesse ambiente que iniciamos e damos os primeiros passos da vida. Então, por que não aprender como lidar com o dinheiro que futuramente conquistarei? Por que não aprender a valorizar cada centavo a fim de prevenir minhas finanças de endividamento e garantir um futuro bem-sucedido?

Por que é importante estudar educação financeira?

E se os motivos que listamos logo acima não foram o suficiente para te convencer de que educação financeira é fundamental nas escolas, saiba que a prática pode ir muito além do que simplesmente ensinar crianças e adolescentes a se organizarem financeiramente. Ela pode também estimular o desenvolvimento de traços comportamentais, como:

  • Autocontrole emocional;
  • Disciplina;
  • Organização e planejamento;
  • Autoconhecimento;
  • Gestão e inteligência financeira;
  • Responsabilidade social;
  • Autonomia e independência;
  • Visão analítica.

Onde estudar educação financeira?

Agora que te contamos sobre a importância da educação financeira, você deve estar se perguntando por onde começar, não é?! Existem muitas instituições educacionais que se dedicam em oferecer conteúdos sobre o tema, além disso, muitas universidades e centros de ensino contam com cursos de educação financeira  em sua grade curricular.

Já para quem quer começar sem ter nenhum custo, a dica é acessar conteúdos online. Muitos especialistas em finanças possuem canais e páginas dedicadas a desconstruir a complexidade do tema, além de ajudar na organização financeira. Os influenciadores digitais mais reconhecidos são o Primo Rico, Nathalia Arcuri e Economirna, mas existem centenas de outras pessoas que oferecem conteúdos muito bacanas nesse setor.

Dicas de finanças para jovens

Para começar com o pé direito, além de acompanhar os conteúdos de instituições de ensino e de influenciadores especialistas, algumas dicas podem fazer toda a diferença para exercitar a educação financeira na sua vida. Confira quais são:

  1. Comece com a autoavaliação


É preciso saber qual é a sua situação financeira atual antes de partir para a estratégia. Será em função do melhor entendimento a respeito do seu momento financeiro que o seu plano deverá ser desenvolvido.

Se você começar a economizar sem critérios, poderá acabar fazendo cortes desnecessários e comprometendo sua qualidade de vida em função disso. Por conta de motivos assim, antes de qualquer atitude, reserve um momento para refletir sobre seu comportamento atual.

  1. Coloque tudo no papel


Como fazer essa autoavaliação? Comece se fazendo algumas perguntas, tais como:

  • Qual é o valor do seu salário?
  • Quanto desse dinheiro é destinado para despesas fixas?
  • E as variáveis?
  • Existe espaço para investimento?
  • Quanto você gasta com compras supérfluas?

Anote as respostas. A partir do momento em que essas informações forem assimiladas, você passará a ter como determinar seu perfil de consumo e, assim, conseguir se controlar financeiramente.

  1. Saiba fazer o seu planejamento


Defina objetivos de curto, médio e longo prazo. Assim você estabelece um foco e pode começar a caminhar em relação ao sucesso, ainda que no começo do processo os resultados não sejam tão relevantes. Você verá que, com o tempo, terá como atingir metas maiores, mas tudo começa com uma organização.

Como exemplos, pense que no curto prazo você pode formar uma reserva de emergência, no médio prazo, pagar uma viagem e, no longo prazo, comprar a sua casa própria, realizar sonhos. Isso é aprender a se organizar e ter maior noção da sua fonte de renda, do quanto entra e o quanto sai por mês.

  1. Seja realista


O que você quer para o próximo mês? E para o próximo ano? Passe a estabelecer metas racionais e se esforce para progredir. Além disso, tenha em mente que para um futuro próximo, os objetivos devem ser mais modestos, pois você ainda não estará pronto para grandes feitos.

Entretanto, o sucesso deles será fundamental para que em mais tempo os resultados sejam relevantes e você consiga controlar as suas finanças pessoais.

  1. Trabalhe com um cronograma


É preciso saber o que deve ser feito e quanto você tem à disposição para cada meta. Para tanto, faça um cronograma e anote essas informações. Se sua ideia é comprar um carro daqui a 3 anos, reserve uma quantia para esse fim, considerando reunir o montante em 36 meses. Faça isso para tudo o que for de seu interesse.

  1. Comece a investir


Ao se planejar, você perceberá a importância de guardar o seu dinheiro da maneira certa, que é investindo. Investir é uma solução que permite com que o dinheiro depositado a cada mês renda mais e, assim, você tenha mais recursos no futuro. Isso reflete na sua vida financeira, pessoal e profissional.

Sendo assim, a dica aqui é procurar se informar melhor a respeito das soluções financeiras disponíveis, assim como o comportamento dos ativos.

  1. Invista com critérios


Nada de colocar todo o dinheiro na poupança e esperar os resultados. É preciso se organizar também em função das características dos investimentos e do que você pretende.

Assim, comece criando a sua reserva de emergência, que é um investimento que precisa ter liquidez e segurança, para depois pensar em rentabilidade.

  1. Aprenda a cortar gastos


Se a conta não fecha, faça cortes, mas tenha cuidado para não eliminar aquilo que realmente será importante na sua vida. Separe as despesas supérfluas das mais importantes e corte aquilo que não trará impacto para a sua economia.

Dica de ouro: cuidado com o uso excessivo do cartão de crédito, ele é um enorme aliado de quem não se planeja financeiramente, uma vez que engana a respeito dos gastos.

  1. Trabalhe com métodos


Já ouviu falar do método 50-15-35? É um modelo bastante simples. Nele, você atribui 50% do que ganha ao que considera essencial, 15% às suas prioridades financeiras, que podem ser o pagamento de dívidas ou a formação da reserva de emergência e 35% para aquilo que não fará falta.

Comece a colocar esse método em prática ainda em fase estudantil e, assim, mesmo em um futuro quando você já tiver uma posição interessante no mercado de trabalho, ele ainda será útil para que você mantenha sua vida financeira sob controle.

  1. Sofistique a sua organização


Conte com aplicativos para smartphone que permitam a você automatizar essa organização. Assim, é possível ganhar tempo, simplificando o processo. Alguns desses apps são gratuitos e muitos eficientes, é só procurar o melhor na sua loja online.

Para muitas pessoas, esse tipo de solução já é o suficiente para que elas mudem seus hábitos financeiros.

  1. Explore suas possibilidades


Estudantes podem contar com uma série de benefícios para dar continuidade a seus estudos sem que isso afete o financeiro. Como estudante de uma instituição de ensino superior, você pode ter acesso a vantagens como descontos na compra de livros de empresas parceiras e outras soluções criadas pelas próprias faculdades.

Procure se informar a respeito disso para ter como economizar. Existem universidades que disponibilizam até a moradia para os seus alunos.

  1. Faça parcerias


Você pode pensar na economia colaborativa para reduzir seus gastos. Sabia que a essência da criação do Uber tem a ver com isso? Então procure pessoas próximas que fazem o mesmo trajeto que você e economize no dia a dia indo e voltando do trabalho ou da faculdade.

Sempre vai ter alguém que usa o carro para esse trajeto e, tanto para você como para a pessoa, pode ser interessante propor a divisão dos gastos da viagem. Com um grupo de três ou quatro pessoas, isso pode ficar bem mais barato do que os gastos com transporte, além de ser uma ótima alternativa para cuidar do meio ambiente, economizando combustível.

Essas soluções de economia colaborativa já fazem parte do dia a dia de muitos jovens e é uma ótima maneira de gastar menos, além de ser uma boa opção para conhecer novas pessoas e fazer amizades.

  1. Aprenda a preparar sua própria comida


Estudantes universitários que moram longe da casa dos pais podem ter gastos elevados comprando comida pronta na rua ou pedindo pelos aplicativos. Em comparação com o preparo em cassa, esse é um gasto que pode ser eliminado.

Aprenda a cozinhar, pois além de ajudar você a economizar, isso é algo que pode melhorar a sua qualidade de vida a partir da alimentação.

  1. Crie soluções


Se ainda assim faltar verba, complemente a sua renda com atividades que geram retorno financeiro. Aulas particulares estão entre os exemplos do que você pode fazer para ganhar dinheiro. Alunos de ensino superior naturalmente têm condições para auxiliar estudantes de ensino fundamental e médio.

Assim, use os seus conhecimentos para ajudar esses alunos e ganhar algum dinheiro extra com a atividade. Outra opção é dar aulas de idiomas, caso você domine outra língua.

  1. Repense seu lazer


Gosta de sair com os amigos? Então por que não os trazer para uma atividade dentro da sua casa? Você pode criar a noite do carteado ou do filme. Isso é bom porque programas como a ida a bares e cinemas costumam sair caros por conta de custos como o estacionamento e as entradas.

Comece a repensar suas atividades, procurando opções que permitam a você o mesmo divertimento, mas sem maiores gastos. Ao menos momentaneamente, isso pode fazer a diferença na sua vida.

  1. Renegocie eventuais dívidas


Dependendo do valor devido, é mais interessante procurar a instituição pensando em uma renegociação. Existem casos em que, mesmo para os bancos, vale a pena sentar e criar novas condições para as dívidas.

Se for o caso, você pode tentar substituir dívidas com juros altos por outras com condições melhores, recorrendo a outros agentes, sempre com cuidado para não se comprometer.

  1. Pare de se endividar


É imprescindível rever o seu estilo de vida e evitar comprometer o seu futuro em função de prestações que podem ser evitadas. Tome cuidado com compras que parecem interessantes, mas que levam muito tempo para serem pagas, uma vez que no preço delas podem estar inseridos juros altos.

A ideia é que você compre somente o necessário, de preferência, pagando à vista, pois assim você só gasta aquele dinheiro que tem no momento.

  1. Conheça o poder dos juros


Juros compostos são aqueles que se acumulam, tendo um efeito significativamente maior do que os juros simples no longo prazo. Isso quer dizer que, da mesma forma que você precisa se livrar dos juros compostos atuando contra você, também é possível contar com eles a seu favor.

Como? Investindo. Os juros do cheque especial que, acumulados, tornam a sua dívida bancária impagável, são os mesmos que aparecem em ativos como os CDB’s e o Tesouro Direto. É por isso que vale a pena saber mais sobre essas soluções em renda fixa para valorizar o seu capital.

  1. Seja disciplinado


De nada adianta você colocar essas dicas em prática e depois abandoná-las dentro de um ou dois meses. O ideal é que elas façam parte da sua rotina, auxiliando você na construção de uma trajetória próspera financeiramente.

Saiba que a condição de estudante permite a você algumas vantagens que outras pessoas não têm, como o tempo maior para que os projetos deem resultado. Por isso, comece o quanto antes e faça da sua organização financeira algo de que poderá se orgulhar no futuro.

  1. Use o tempo a seu favor


Seguindo essa lógica do tópico anterior, pense que com boa organização financeira e investimentos certos, você precisa de cerca de 15 a 20 anos para começar a ter resultados interessantes.

Parece muito? Pois pense que quanto mais tempo você tiver para economizar, menos precisará investir por mês. Basta conhecer as soluções financeiras disponíveis e passar a investir regularmente. Com o tempo, os resultados surgirão como uma bola de neve, fazendo a diferença na sua vida.

Além de todas essas dicas, a gente também te ajuda com uma planilha exclusiva de organização de finanças. Com ela, você consegue visualizar melhor todos os gastos pessoais e, assim, se organizar para economizar e investir.

Download da
Planilha

Um vídeo do canal “Me poupe!”, da especialista Nathalia Arcuri, responde as principais dúvidas que os jovens têm sobre o tema finanças e como lidar com dinheiro. Dá uma olhada:

Livros de educação financeira para jovens

Além de todas essas dicas de conteúdo sobre educação e gestão financeira, existem muitos livros disponíveis sobre o tema para quem quer mergulhar na leitura. Veja alguns que podem ajudar a despertar essa prática em jovens:

O investidor inteligente

O livro é autoria de Benjamin Graham, um dos maiores consultores financeiros do mundo, e é considerado a Bíblia dos investidores. Isso porque ele explica como nossos comportamentos e ações podem influenciar na prosperidade financeira, além de ensinar a desenvolver estratégias de longo prazo que protege investidores de possíveis erros nesse mercado.

Os segredos da mente milionária

Com uma extensa experiência de vida, o canadense T. Hary Eker foi empreendedor e viu seu negócio ir por água abaixo pela falta de gerenciamento eficiente. Hoje, reerguido financeiramente, se tornou palestrante e autor de teorias para mudanças comportamentais a fim de conquistar o sucesso nas finanças. O livro expõe princípios praticados por milionários para conquistar todo os seus patrimônios e se tornarem bem-sucedidos.

O homem mais rico da Babilônia

Livro mais antigo e conhecido sobre finanças, a obra foi escrita por George Samuel Clason. Nela, o autor usa uma parábola da antiga Babilônia para mostrar como práticas simples podem fazer com que o seu dinheiro se multiplique e seus problemas financeiros sejam solucionados.

O poder do hábito – por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios

Criado pelo repórter investigativo do The New York Times, Charles Duhigg, o livro mostra, através de estudos científicos, como os hábitos moldam nossas vidas e como a mudança do padrão pode ser benéfica para assuntos pessoais, para o negócio e, principalmente, para as finanças.

Os axiomas de Zurique

O jornalista e escritor Max Gunther publicou o livro que hoje é considerado um dos mais importantes para o mercado de investimentos. A obra conta a história de um grupo de banqueiros e empresários suíços do pós-Segunda Guerra Mundial que decidiram investir em diferentes frentes e fizeram da Suíça um dos países mais ricos do mundo.

O livro leva 12 axiomas – ou sentenças consideradas óbvias e que dispensam comprovações – estabelecidas e seguidas por esses banqueiros para diminuir os riscos e potencializar os lucros de seus investimentos.

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