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Fernando Pessoa: conheça a vida e obras do poeta Fernando Pessoa: conheça a vida e obras do poeta

Fernando Pessoa: conheça a vida e obras do poeta

Fernando Pessoa foi um poeta, ensaísta, tradutor e dramaturgo português. Para alguns, uma figura misteriosa, graças a seus heterônimos, sua obra tem vital importância para a literatura e poesia mundial.

Continue lendo para saber mais!

Quem foi Fernando Pessoa? 

Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.

— Alberto Caeiro, “Poemas Inconjuntos”. Athena n.º 5, fevereiro de 1925


Nascido em 13 de junho de 1888 em Lisboa, Fernando Pessoa trabalhou como poeta, ensaísta, filósofo, crítico literário, dramaturgo, publicitário, empresário e astrólogo. O autor destacou-se na poesia, escrevendo sob diversos heterônimos e publicando obras em português e inglês. 

Pessoa perdeu o pai e o irmão muito cedo, com apenas cinco anos. Posteriormente, sua mãe se casou de novo com João Miguel Rosa, cônsul português na África do Sul, e o autor se mudou para Durban, África do Sul, onde passa sua infância e juventude. É lá que Fernando Pessoa cria seu primeiro pseudônimo e escreve seus primeiros poemas, em inglês e português. 


“À minha querida mamãe 

Ó terras de Portugal

Ó terras onde eu nasci

Por muito que goste delas

Ainda gosto mais de ti.”

(Primeiro poema de Fernando Pessoa, ao seis anos) 


A vivência na África do Sul proporcionou ao poeta o primeiro contato com muitos autores e obras em inglês, como Edgar Allan Poe, Lord Byron, John Keats, entre outros. Mais tarde, Fernando Pessoa trabalhou como tradutor de obras como “O corvo” e “Annabel Lee”, de Edgar Allan Poe. Foi no país africano que Pessoa cursou a universidade, recebendo o prêmio “Queen Victoria Memorial Prize” pela melhor nota no ensaio em inglês de admissão. 

Retorno à Portugal 

O autor regressa definitivamente para Portugal em 1905, época em que começa a ter contato com escritores e jornalistas portugueses e a trabalhar como correspondente estrangeiro, crítico literário e publicitário. 

É de responsabilidade de Fernando Pessoa a inauguração do movimento modernista em Portugal, com a publicação da revista Orpheu e Athena, posteriormente. Além do interesse pela linguagem, o poeta também se interessava por política, religião e ocultismo, chegando a explorar o campo da astrologia. 

Em Lisboa, viveu até sua morte, em 30 de novembro de 1935, com apenas 47 anos, vítima de cirrose hepática ou pancreatite aguda.  No dia anterior, escreveu pela última vez: “I don’t know what tomorrow will bring”. 

Hoje, a casa onde viveu até o fim de seus dias pode ser visitada em Lisboa, na Rua Coelho da Rocha, n°16, chamada de Casa Fernando Pessoa. Inaugurada em 1933, a Casa Fernando Pessoa é um espaço cultural também conhecido como “casa de poesia”. Lá estão dispostos objetos pessoais, documentos, mobiliários e grande parte da biblioteca pessoal do escritor. Também é possível visitar em Lisboa o café “À Brasileira”, onde Pessoa passava grande parte dos seus dias.Já seu túmulo pode ser visitado no Mosteiro dos Jerónimos, também em Lisboa. 

Livros de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa deixou mais de 25 mil folhas escritas, guardadas na Biblioteca Nacional de Portugal. Entre elas, estão poesias, contos, peças de teatro, ensaios filosóficos, críticas literárias, traduções, teorias linguísticas, cartas astrológicas e textos políticos.

Em vida, o poeta publicou apenas quatro livros, sendo três em inglês, mas muitas obras póstumas foram publicadas, dando a chance para os leitores de se aprofundar na produção de Fernando Pessoa. 

Confira os livros publicados por Fernando Pessoa:

  • 35 Sonnets (em vida) 
  • Antinous (em vida) 
  • Inscriptions (em vida) 
  • Mensagem, 1934 (em vida) 
  • Poesias de Fernando Pessoa, 1942
  • Poesias de Álvaro de Campos, 1944
  • A Nova Poesia Portuguesa, 1944
  • Poesias de Alberto Caeiro, 1946
  • Odes de Ricardo Reis, 1946
  • Poemas Dramáticos, 1952
  • Poesias Inéditas I e II, 1955 e 1956
  • Textos Filosóficos, 2 v, 1968
  • Novas Poesias Inéditas, 1973
  • Poemas Ingleses Publicados por Fernando Pessoa, 1974
  • Cartas de Amor de Fernando Pessoa, 1978
  • Sobre Portugal, 1979
  • Textos de Crítica e de Intervenção, 1980
  • Carta de Fernando Pessoa a João Gaspar Simões, 1982
  • Cartas de Fernando Pessoa a Armando Cortes Rodrigues, 1985
  • Obra Poética de Fernando Pessoa, 1986
  • O Guardador de Rebanhos de Alberto Caeiro, 1986
  • Primeiro Fausto, 1986

Quais são os heterônimos de Fernando Pessoa? 

Fernando Pessoa criou diversas outras vidas por meio de seus heterônimos. Muito do fascínio que ainda existe pelo autor está na criação desses outros personagens. O que é ficção e o que é realidade? O poeta é considerado o enigma em pessoa por estudiosos, já que com seus heterônimos e temas subjetivos conduzia reflexões sobre humanidade, existência, identidade e verdade. 

Não há consenso em relação à quantidade de heterônimos de Fernando Pessoa. Diversos estudiosos procuraram enumerar seus pseudônimos, heterônimos, semi heterônimos, personagens fictícias e poetas mediúnicos. O levantamento mais amplo incluiu 127 nomes. Confira os mais famosos: 

Alberto Caeiro

O poeta Alberto Caeiro nasceu em 1889 e viveu a vida inteira no campo. O poeta cursou apenas a escola primária e rejeitava temas místicos, filosóficos e subjetivos. Sua produção contava com linguagem direta e simples e seus temas de preferência eram temas relacionados à natureza. Caeiro morreu de tuberculose em 1915.  

Álvaro de Campos

O mais importante heterônimo de Fernando Pessoa nasceu em 1890 ao sul de Portugal e estudou Engenharia Naval. Sua produção é inconformista, moderna, de acordo com as ideologias do século XX e seu temperamento, rebelde e agressivo. É dele um dos poemas mais famosos de Fernando Pessoa, Tabacaria (1928). 

Ricardo Reis

Ricardo Reis nasceu na cidade do Porto, em Portugal, em 1887, e teve formação em escola de jesuítas. Ricardo é monarquista e sua obra, cheia de princípios aristocráticos e clássicos. Cursou medicina e exilou-se no Brasil por não concordar com a Proclamação da República Portuguesa. 

Bernardo Soares 

Bernardo Soares é considerado um semi heterônimo, ou seja, possui muitas características em comum com Pessoa e não possui personalidade muito característica. É de Bernardo Soares um dos grandes livros de Fernando Pessoa, “O livro do desassossego”, considerada uma das obras fundadoras da ficção portuguesa do século XX. 

Características da obra literária de Fernando Pessoa

A obra de Fernando Pessoa por ele mesmo inaugura o estilo literário modernista em Portugal e busca a restauração de um patriotismo perdido. O autor foi profundamente influenciado por doutrinas religiosas e sociedades secretas (como a Maçonaria). Sua obra também é considerada simbolista pela indefinição, insatisfação e inovação literária presente em seus escritos. 

Seus poemas são às vezes trágicos, míticos, heróicos e, mesmo com contradições, musicais, voltados para a metalinguagem e temas relacionados ao sebastianismo e à Portugal. Cheios de lirismo e subjetividade, as obras de Pessoa conquistaram legiões de fãs ao redor do mundo.

Quais são os poemas mais famosos de Fernando Pessoa? 

Pessoa deixou vasta produção literária e poética. Confira os poemas mais famosos do autor. 

Mensagem (1934) 

“Mensagem” é, na verdade, um pequeno livro de poemas de Fernando Pessoa, reunindo 44 poemas. É o único livro em português publicado pelo autor em vida e retrata a vontade de Pessoa de ver Portugal superar a decadência. 

Todas as cartas de amor são ridículas (1935) 

Confira o poema, de Álvaro Campos: 

Todas as cartas de amor são

Ridículas.

Não seriam cartas de amor se não fossem

Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,

Como as outras,

Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,

Têm de ser

Ridículas.

Mas, afinal,

Só as criaturas que nunca escreveram

Cartas de amor

É que são

Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia

Sem dar por isso

Cartas de amor

Ridículas.

A verdade é que hoje

As minhas memórias

Dessas cartas de amor

É que são

Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,

Como os sentimentos esdrúxulos,

São naturalmente

Ridículas)

Tabacaria (1928)

O poema apresenta algumas das frases mais famosas de Fernando Pessoa. Confira o poema “Tabacaria”, também de Álvaro de Campos:

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim…
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas –
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno – não concebo bem o quê –
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

Mar Português (1922) 

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Em vida, Fernando Pessoa publicou apenas quatro livros. Sua obra, porém ultrapassou o tempo e hoje o autor é considerado um grande clássico da literatura mundial. Quer saber mais? Continue acompanhando o blog do Pravaler!

Agora que você sabe tudo sobre a biografia e as obras de Fernando Pessoa, leia também sobre:

Texto escrito por: PRASABER
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