Cursos Técnicos – Tudo sobre essa modalidade de ensino Cursos Técnicos – Tudo sobre essa modalidade de ensino

Cursos Técnicos – Tudo sobre essa modalidade de ensino

Muita gente fica confusa quando ouve falar de cursos técnicos. Por isso, preparamos um conteúdo completo para tirar suas dúvidas sobre esse tipo de ensino. Vem com a gente!

O que é um curso técnico?

É um curso de nível médio de curta duração que tem como objetivo a capacitação do aluno por meio de conhecimentos teóricos e práticos. Escolher esse tipo de curso, ajuda no acesso imediato ao mercado de trabalho, além da perspectiva de reciclar o aprendizado e se requalificar.

Quais instituições oferecem cursos técnicos?

Para facilitar, vamos dividir em três grupos: instituições do sistema S – instituições particulares, sem vínculo direto com o governo do país ou do Estado, instituições públicas do governo (Fatec e ETEC) e instituições federais (se informe sobre os Institutos Federais na sua cidade). Vamos conhecer algumas delas!

Instituições do Sistema S: Senai, Senac e Senat

Senai: Serviço Nacional da Indústria

Uma das mais importantes instituições de cursos técnicos que prepara jovens para trabalhar em diversas áreas tecnológicas do ramo industrial. Os cursos técnicos são gratuitos, com exceção dos materiais didáticos impressos e o objetivo é proporcionar educação e preparar o profissional para exercer a profissão.

É difícil citar apenas uma área onde o Senai oferece cursos. Alguns deles são: Automação, Construção Civil, Informática, Meio Ambiente, Mineração, Transportes, Turismo e Lazer, entre outros. Para saber mais e fazer a inscrição, basta acessar o site, é bem simples.

Senac: Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial

O Senac oferece cursos técnicos voltados para o comércio e serviços visando formar profissionais que atendam às necessidades do atual mercado do trabalho. Os cursos que mais se destacam são: Segurança no Trabalho, Informática, Enfermagem, Administração e Estética.

Geralmente, os cursos têm duração de 18 meses e a inscrição pode ser feita direto pelo portal do Senac e depois é necessário comparecer na instituição com as documentações solicitadas de acordo com o curso escolhido.

Para os interessados em uma bolsa de estudo, é necessário ter renda familiar per capita de dois salários mínimos e o candidato não pode estar matriculado em outro curso do Senac e nem estar participando de outros processos de triagem de bolsista.

Senat: Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte

O Senat possui mais de 200 cursos, nas modalidades EAD ou presencial e está presente em todas as regiões do país. O público-alvo são os trabalhadores do setor de transporte, que tem interesse em se especializar em alguma área e ter mais oportunidades no mercado.

FATEC: Faculdades de Tecnologia do Estado

São instituições de ensino superior que pertencem ao Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETEPS) e uma das principais faculdades especializadas em educação tecnológica do país. A Fatec é conhecida por preparar alunos para o mercado de trabalho, criando boas oportunidades de contratação após a graduação.

ETEC: Escola Técnica Estadual

As Escolas Técnicas Estaduais são instituições de ensinos técnico, médio e técnico integrado ao médio e também pertencem ao Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do estado de São Paulo.

Nas ETECs os estudantes têm acesso gratuito ao ensino técnico, ingressando por meio de um processo seletivo que ocorre a cada semestre, o Vestibulinho. A maioria dos cursos são no formato presencial, mas já existe a oferta de vagas na modalidade semipresencial ou EAD.

Os cursos duram em média 3 semestres e para ingressar é necessário ter concluído o ensino fundamental e ser aprovado no Vestibulinho, como mencionado. Porém, alguns cursos exigem que o estudante tenha no mínimo 17 anos e ensino médio completo.

Qual a diferença entre curso técnico e curso profissionalizante?

Quem deseja começar a trabalhar rapidamente, as duas opções são: fazer um curso técnico ou profissionalizante. Ambos são mais curtos que um curso de graduação de bacharelado, mas apresentam diferenças entre si que devem ser consideradas pelo estudante antes de escolher uma das alternativas – ainda que um não exclua o outro. Vamos entender melhor cada um deles.

Curso técnico

Este tipo de formação pode ser feito ao mesmo tempo que o ensino médio ou depois que o estudante conclui essa etapa dos estudos. A duração de um curso técnico geralmente varia de 1 a 2 anos e a grade curricular abrange tanto as questões teóricas quanto práticas.

Além disso, para que uma instituição ofereça esse tipo de formação, é necessário ter a permissão do MEC (Ministério da Educação). Então, na hora da matrícula, é de responsabilidade do interessado conferir se o curso que ele deseja entra nesse critério. Ao finalizar os estudos, o aluno receberá um diploma de conclusão válido em todo território nacional e reconhecido pelo MEC, e estará apto para buscar oportunidades de emprego.

Curso profissionalizante

O curso profissionalizando também pode ser chamado de curso livre, e diferentemente do curso técnico, o profissionalizante não demanda nenhuma formação anterior. Isso quer dizer que não é necessário ter ensino médio completo. Ele pode ser feito por qualquer pessoa, independentemente de já estar no mercado de trabalho ou ainda estar tentando começar uma carreira.

O foco é uma necessidade específica e não se estende em partes teóricas do assunto estudado. Por isso, tem duração menor, podendo durar de 2 meses até 1 ano. Neste tipo de curso não é necessário ter a permissão do MEC, o que não significa que não haja um comprovante de conclusão. Após terminar os estudos, o aluno recebe um certificado de conclusão do curso, abrindo as portas para o mercado de trabalho.

Como você pôde perceber, existem distinções entre os dois modelos de formação apresentados acima. Tudo vai depender do seu perfil e do que busca no momento. É com você!

Qual a diferença entre curso técnico e tecnólogo?

Se você confunde curso técnico com tecnólogo, saiba que não está sozinho nessa. Apesar de serem parecidos no nome, eles não são a mesma coisa. Ambos têm como objetivo formar profissionais qualificados para atender a demanda do mercado de trabalho, mas a principal diferença é o nível de escolaridade: enquanto uma é de nível médio, a outra confere diploma de nível superior.

Tanto técnicos como tecnólogos encontram um mercado de trabalho favorável e, em muitos casos, já saem do curso com emprego garantido. Vamos entender melhor cada um!

Curso técnico

Já falamos que esse tipo de curso forma profissionais técnicos de nível médio e para ingressar o estudante pode estar cursando o ensino fundamental ou médio. A carga mínima é de 800 horas e ao final do curso o aluno recebe um diploma de nível médio, o que permite que ele faça outros cursos técnicos ou mesmo uma faculdade.

Tecnólogo

Os cursos de tecnólogo formam profissionais de nível superior e para se inscrever, o estudante precisa ter, obrigatoriamente, concluído o ensino médio. A duração é mais longa, variando entre 2 a 4 anos e, ao concluir um tecnólogo, o profissional poderá prestar concursos públicos de nível superior e cursar uma pós-graduação. 

Os dois tipos de curso formam profissionais para o mercado de trabalho. A diferença é que, em geral, os cursos técnicos preparam o aluno para ocupar cargos mais operacionais, enquanto os cursos de tecnólogo são mais voltados para posições de supervisão, coordenação e gestão.

Existe especialização técnica de nível médio?

A especialização técnica está entre o nível médio e o superior e precisa ser feita em uma área associada diretamente à formação técnica do estudante. Ou seja, se a pessoa fez curso de técnico em enfermagem, deverá, necessariamente, fazer um pós-técnico na mesma área. Algo que não ocorre em pós-graduações, por exemplo.

Quem tem curso técnico pode realizar a especialização de nível técnico para ampliar seus conhecimentos e tornar o currículo mais competitivo para o mercado de trabalho. A especialização é ofertada com duração média de um semestre e as próprias escolas técnicas oferecem esse tipo de formação em diferentes áreas com o intuito de proporcionar ao aluno graduado em curso técnico a oportunidade de adquirir novas habilidades e competências em um determinado segmento profissional.

Como revalidar o diploma de curso técnico realizado no exterior?

Você não precisa ter medo de fazer um curso no exterior porque não sabe como funciona a validação no Brasil. Vamos te ajudar com isso!

São duas etapas para validar o diploma de um outro país: a que você cumpre no exterior e a etapa no Brasil.

A validação do diploma ficou mais simples porque agora não precisa fazer a validação no Consulado Brasileiro. No lugar de certificar a autenticidade do seu diploma e histórico escolar no consulado do Brasil no país onde você está, é necessário ir ao órgão local responsável por apostilar documentos para o exterior.

Sem a Apostila de Haia, o documento não tem validade no Brasil e o aluno não pode fazer a validação do seu diploma do curso feito fora do país. É importante saber que você não deve sair do país sem antes ter a apostila nos documentos escolares, pois a Apostila de Haia só pode ser feita no país de emissão do documento.

Nos poucos países que a apostila não vale ainda, é necessário enviar os documentos estrangeiros para o consulado brasileiro para obter a validação. Mais adiante, vamos entender o que é a Apostila de Haia.

Na etapa no Brasil, o diploma de graduação tem que ser revalidado por uma instituição credenciada pelo MEC, que tenha curso reconhecido do mesmo nível e área ou equivalente. Esse processo de validação pode custar de R$ 500 a R$ 3.000 reais e o responsável por encontrar uma instituição brasileira que tenha um curso minimamente parecido como o cursado no exterior é o aluno. Os cursos devem ter uma certa similaridade e a responsabilidade de averiguar isso é de quem está pedindo a validação.

A lista de documentos para a validação muda de acordo com o tipo de curso. Por isso, é importante ficar ligado porque cada instituição pode pedir um tipo de documento. Mas, uma coisa é certa: se para estudar fora foi necessário traduzir os documentos brasileiros, na volta é a mesma coisa.

Para conseguir validar o certificado estrangeiro no Brasil, é necessária uma tradução juramentada, e às vezes, algumas instituições pedem que o histórico escolar também seja traduzido para o português com tradução juramentada.

O diploma de curso técnico tem validade no exterior?

Após a conclusão de um curso técnico, o diploma é válido em todo território nacional, mas isso não quer dizer que o aluno não pode atuar no exterior. Na verdade, é necessário passar por um processo junto ao governo brasileiro e do local de destino para que isso ocorra e o trâmite leva tempo.

A revalidação de diploma é dividida, basicamente, em duas etapas principais. A primeira é a tradução juramentada e a outra é o apostilamento de Haia. Dependendo do país para o qual você vá também é necessário fazer um teste de proficiência da língua.

Tradução juramentada

A tradução depende do destino escolhido, mas fique atento, porque ela é solicitada pela maioria dos países que não sejam de língua portuguesa. Essa etapa é um processo legal e precisa ser realizada por um profissional, e não pelo seu amigo.

Os tradutores estão vinculados à junta comercial de cada estado. Então, é preciso verificar no site do governo a lista de pessoas disponíveis para realizar este serviço. Mas, o que é necessário traduzir? Em geral, o diploma e o histórico acadêmico devem ser traduzidos antes de seguir para o próximo tópico.

Apostila de Haia

Nada mais é do que um certificado de autenticidade emitido pelo governo brasileiro para os documentos que o aluno deve apresentar na instituição estrangeira. Isso é feito em cartórios e funciona como um reconhecimento de firma. O carimbo dado pelo cartório não tem validade, então o documento poderá ser usado quando precisar.

Caso o destino escolhido não tenha aderido à Convenção de Haia, será necessário seguir mais etapas para o processo de revalidação de diplomas. Cada passo deve ser conferido junto ao consulado ou embaixada dos países.

Para saber mais, acesse nosso conteúdo de sobre a Apostila de Haia e tire suas dúvidas!

Depois de fazer a tradução e o apostilamento, o interessado deve enviar os documentos para o país de destino. Essa etapa pode ser feita pelo próprio cartório brasileiro e pode levar até seis meses para ficar pronta. Então, fique a tento aos prazos!

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