Faculdade de Medicina: o que o curso oferece e as áreas de atuação

Por PRAVALER

Faculdade de Medicina: o que o curso oferece e as áreas de atuação

Quem vê hoje os hospitais com seus sofisticados centros cirúrgicos não consegue imaginar como, no Egito antigo, já eram feitas operações complexas. Foram os gregos, no entanto, os primeiros a estudar os sintomas das doenças, liderados por Hipócrates, considerado o “pai da medicina” e lembrado até hoje através do juramento de graduação feito pelos recém-formados. Até chegar lá, entretanto, o caminho é árduo, e se a nota de corte é alta para ingressar na faculdade de medicina, o curso em si demanda empenho, dedicação e eficiência para quem deseja abraçar uma das mais bonitas profissões do mundo.

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Faculdade de Medicina mudou para ficar mais próximo da experiência diária

Depois de formado, são muitos os desafios, principalmente em um país em que o número de brasileiros em situação de extrema pobreza voltou a crescer: de acordo com o relatório da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) divulgado em janeiro, o índice subiu de 5,4% para 5,9% ente 2012 e 2013. Em 2010, esse índice era de 10,7%, segundo o próprio Cepal.

Justamente para aproximar os alunos da realidade diária da profissão, o curso de medicina mudou: a partir deste ano, 2015, quem entrar terá que fazer oito anos de graduação, sendo os dois últimos dedicados ao Sistema Único de Saúde (SUS). O modelo é semelhante ao adotado pela Inglaterra, mas lá há ainda um exame de averiguação de competências, como o exame da OAB para advogados.

Faculdade de medicina filtra os melhores pela nota de corte

A ideia não é que você seja um bom médico, mas que você seja um médico muito, muito bom. Para isso, a faculdade de medicina começa a filtrar os melhores alunos já pela nota de corte: em 2015, ela ficou entre 761 e 880 para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), entre 815,23 (UFRJ) e 761,82 (Unemat) na ampla concorrência e entre 805,34 e 719,02 na disputa por cotas no Programa Universidade Para Todos (ProUni), que oferece bolsas de 100% e 50% em faculdades de medicina privadas.

A concorrência é grande e a ideia é que realmente entrem apenas os melhores dos melhores. Por isso, se o seu sonho é estar em uma faculdade de medicina do país, prepare-se muito – porque depois de estar lá dentro, só piora. Lidar com a saúde alheia requer muita responsabilidade e dedicação; é preciso estudo constante, atualização e competência, mas também bom senso para lidar com todo tipo de pessoas, paciência, pensamento rápido para encontrar em segundos soluções que podem custar uma vida e até criatividade para exercer a medicina em locais com condições de trabalho precárias.

Veja o que esperar do curso na faculdade de medicina

Quem entra para uma faculdade de medicina e pensa que finalmente vai poder descansar da maratona de estudos não podia estar mais enganado: agora é que tudo começa. Se a função da medicina é prevenir e curar doenças e o curso deve capacitar o aluno a promover o bem estar físico, mental, psicológico e social do ser humano da infância à maturidade, prepare-se para seis anos de dedicação integral, pela manhã e à tarde, sendo os últimos dois de residência médica e mais dois anos dedicados exclusivamente ao SUS. Na grade curricular, você terá anatomia, bioquímica, biologia molecular e celular, biofísica, embriologia, epidemiologia analítica, fisiologia, farmacologia, genética e genética química, histologia, imunologia, microbiologia, medicina legal, neuroanatomia e patologia.

Na etapa fundamental do curso, a ênfase é para os fundamentos teóricos da carreira, mas há ainda manipulação de cadáveres e peças cirúrgicas nos laboratórios de anatomia. Já na etapa pré-clínica, o enfoque é na epidemiologia, ou seja, as doenças e suas manifestações. É a hora de saber tudo sobre elas e como combatê-las. Quando chega à etapa clínica, além de estudar na faculdade, o aluno começa a fazer plantões em hospitais, orientado e supervisionado por médicos formados. É a hora de adquirir conhecimento prático sobre a rotina hospitalar, o atendimento aos pacientes e também sobre as diversas especializações, como cardiologia, urologia, hematologia, etc. Cada uma dessas etapas dura dois anos e depois delas é a vez de mais dois anos de dedicação aos serviços de urgência e emergência da rede pública.

Conheça as melhores faculdades de medicina de acordo com o MEC

Hoje há mais de 150 faculdades de medicina espalhadas pelo território nacional. Em abril, o governo federal anunciou a abertura de um edital para oferecer cursos de medicina em universidades particulares em 22 cidades de oito estados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, abrindo 1.887 novas vagas. A ideia, de acordo com o Ministério da Educação (MEC), é ter centros de formação no país inteiro, identificando as cidades e regiões que têm carência do curso, mas são capazes de oferecer condições técnicas adequadas.

De acordo com a avaliação do MEC, divulgada em dezembro de 2014 e feita em 154 faculdades de medicina, 27 cursos não alcançaram o nível 3 da escala de 1 a 5 do Conceito Preliminar de Curso (CPC), que avalia a qualidade dos cursos levando em consideração a estrutura da faculdade, as notas do Enad e a titulação do corpo docente. Neste ciclo de avaliação, nenhuma instituição conseguiu a nota máxima, 5. Trinta e quatro conseguiram 4, a nota mais alta, sendo 22 públicas e 12 particulares:

Públicas: Universidade Federal do Espírito Santo (Vitória-ES), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Natal-RN), Universidade Federal Uberlândia (Uberlândia-MG), Universidade Estadual de Maringá (Maringá-PR), Universidade Federal de Goiás (Goiânia-GO), Universidade Federal de São Paulo (São Paulo-SP), Universidade Estadual de Campinas (Campinas –SP), Universidade de Brasília (Brasília-DF), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Cascavel-PR), Universidade Federal do Triângulo Mineiro (Uberaba-MG), Universidade Estadual de Londrina (Londrina-PR), Universidade Federal de São Carlos (São Carlos-SP), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Campo Grande-MS), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Botucatu-SP), Universidade Federal da Paraíba (Joaõ Pessoa-PB), Fundação Universidade Federal de Ciências de Saúde de Poro Alegre (Porto Alegre-RS), Universidade Federal do Rio Grande (Rio Grande-RS), Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (S. José do Rio Preto-SP), Universidade Federal de Minas Gerais (Belo Horizonte-MG), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro-RJ) e Faculdade de Medicina de Jundiaí (Jundiaí-SP).

Particulares: Faculdade de Medicina do ABC (Santo André-SP), Universidade Positivo (Curitiba-PR), Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (São Paulo-SP), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Porto Alegre-RS), Faculdades Integradas Padre Albino (Catanduva-SP), Universidade de Caxias do Sul (Caxias do Sul-RS), Centro Universitário de Anápolis (Anápolis-GO), Centro Universitário de Volta Redonda (Volta Redonda-RJ), Centro Universitário de Belo Horizonte (Belo Horizonte-BH), Faculdade Brasileira (Vitória-ES), Universidade Anhanguera – Uniderp (Campo Grande-MS), Universidade do Vale do Sapucaí (Pouso Alegre-MG) e Universidade Nove de Julho (São Paulo-SP).

Mercado de trabalho é vasto e repleto de oportunidades

O campo de atuação do profissional de medicina é muito vasto, afinal, são nada menos que 53 especialidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). As 15 mais comuns são radiologia e diagnóstico por imagem, otorrinolaringologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, cirurgia geral, clínica médica, cirurgia plástica, anestesiologia, medicina do trabalho, cardiologia, medicina intensiva, ortopedia e traumatologia, oftalmologia, psiquiatria e dermatologia.

As oportunidades são vastas para praticamente todas as especialidades, mas se nos grandes centros dos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste os salários são maiores, há melhores condições de trabalho e – portanto, maior concentração de profissionais -, em várias cidades do interior há insuficiência de médicos. Concursos públicos com salários excelentes buscam suprir essa carência.

Outro ponto favorável além dos altos salários é que o profissional tem um vasto leque de atuação, podendo trabalhar em clínicas, hospitais, empresas ou em consultório próprio, além de oportunidades em ONGs e projetos humanitários em todo o mundo. A profissão é a que tem o maior índice de empregabilidade: de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), praticamente 100% dos médicos brasileiros estão empregados.

Você pensa em fazer faculdade de medicina? Quais são as suas expectivas em relação ao curso? Deixe o seu comentário!

Está com dúvida no FIES? Veja o vídeo abaixo, onde o PORTAL PRAVALER se dispõe a sanar dúvidas sobre isso.

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Categoria: Cursos

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