Análise de crédito – o que é e como melhorar sua Análise de crédito – o que é e como melhorar sua

Análise de crédito – o que é e como melhorar sua

Muitos estudantes recorrem ao financiamento bancário para pagar a mensalidade da faculdade. Isso possibilita que os alunos frequentem as aulas e tenham mais tempo para pagar o valor cobrado pela universidade. Mas, para conseguir o crédito, é preciso passar por uma análise e ser aprovado pela instituição financeira. Quer saber mais como esse processo funciona? Então acompanhe este artigo! 😊

Crédito Estudantil com até o triplo do tempo para pagar

O que é análise de crédito?

Para oferecer crédito, é fundamental que as instituições financeiras tenham a maior chance possível de receber de volta o valor cedido a um consumidor. Esse tipo de risco é calculado em qualquer operação financeira, como na solicitação de um cartão de crédito, no limite do cheque especial, empréstimos, crediários e financiamentos. Até mesmo para abrir uma conta bancária em bancos tradicionais o cálculo de risco pode ser um fator importante.

Esse processo tem o objetivo de assegurar que aquele consumidor pode ser “acreditado” – daí vem o nome crédito – como um bom pagador, o que aumenta a segurança para que as empresas financeiras não fiquem no prejuízo.

Como é feita a análise de risco de crédito?

A análise de crédito é realizada através de empresas especializadas, que dispõem de uma base de dados com informações sobre pessoas e empresas. Nessa base, constam verificações de eventuais pendencias de mercado, cobranças judiciais ou processos de inadimplência, histórico de eventos financeiros e capacidade de pagamento.

Esses dados geram um relatório matemático cujo resultado é o score da empresa ou pessoa física, como uma nota dada para classificar se é ou não seguro realizar ações financeiras. Caso o score seja baixo, significa que há um risco grande de inadimplência – ou não pagamento de dívidas. Se o score é médio, existe um risco moderado de inadimplência.

Nesse caso, a decisão de fechar um contrato ou não com essa pessoa ou empresa é de responsabilidade de quem solicitou a análise. Caso o score seja alto, tudo indica que as relações de pagamento não terão problemas futuros. O cálculo pode ser resumido dessa forma: quanto mais próximo de 1.000 for o score, maiores são as chances de conseguir crédito.

Cada instituição financeira possui seus próprios critérios e cálculos para avaliar os consumidores mas, de forma geral, os dados analisados são os seguintes:

Dados pessoais


Aqui são analisadas as informações básicas do consumidor, como CPF, estado civil, telefone, endereço, profissão, nível de escolaridade e renda comprovada. A partir desses dados, é possível realizar uma análise mais profunda do perfil de crédito utilizando outros parâmetros, que você verá a seguir.

Restrições no nome


Agora é o momento de saber se existe alguma pendência do cliente analisado com a instituição financeira. Se houver, essa questão pode barrar uma possível tomada de novo crédito, já que, por conta da dívida ainda em aberto, as chances de inadimplência ainda são altas.

Renda


A próxima etapa é a verificação da renda mensal do consumidor, um fator fundamental para garantir a segurança da operação financeira, incluindo as duas partes envolvidas: quem cede o crédito e quem o recebe. O cálculo de renda define se o valor da parcela realmente é acessível ao solicitante do crédito ou se o limite do cartão está adequado ao salário, considerando que uma despesa não pode ultrapassar 30% da renda líquida mensal para que o orçamento não fique comprometido.

Cadastro positivo


Ao contrário das listas de inadimplência, o cadastro positivo, como o nome sugere, considera informações financeiras positivas do consumidor, como pagamento de faturas até o vencimento, financiamentos quitados, entre outros. Ainda que a pessoa ou empresa possua dívidas em aberto ou restrição no nome, ela poderá fazer o cadastro na plataforma para que sejam considerados também em seu score os pagamentos feitos em dia.
O cadastro positivo pode ser uma vantagem também para trabalhadores informais ou autônomos, pois dessa forma podem comprovar sua capacidade de pagamento.

Garantia


Existem operações de crédito que envolvem um bem como garantia de pagamento, como imóveis e veículos. Nesse caso, o bem do solicitante passa por uma vistoria para que a instituição financeira avalie seu estado de conservação e estime seu valor de mercado. Quanto maior o valor do imóvel ou do automóvel, mais baixas serão as taxas de juros da operação.

Quem pode fazer uma análise de crédito?

De acordo com a resolução do Banco Central do Brasil, as instituições que podem ter acesso às informações financeiras dos cidadãos e podem realizar operações de crédito são:

  • Agências de fomento;
  • Associações de poupança e empréstimo;
  • Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ;
  • Bancos comerciais;
  • Bancos de câmbio;
  • Bancos de desenvolvimento;
  • Bancos de investimento;
  • Bancos múltiplos;
  • Caixas econômicas;
  • Companhias hipotecárias;
  • Cooperativas de crédito;
  • Sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários;
  • Sociedades de arrendamento mercantil;
  • Sociedades de crédito ao microempreendedor e à empresa de pequeno porte;
  • Sociedades de crédito, financiamento e investimento;
  • Sociedades de crédito imobiliário;
  • Sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários;
  • Outras classes de instituições sujeitas à regulação do Banco Central do Brasil, autorizadas a realizar ou adquirir operações de crédito de que trata esta Resolução, nos termos da regulamentação editada pelo Banco Central do Brasil; e Resolução nº 4.571, de 26 de maio de 2017 Página 3 de 7 XIX – outras classes de instituições autorizadas a realizar ou adquirir operações de crédito de que trata esta Resolução e sujeitas à regulação de órgão diverso do Banco Central do Brasil.

Além disso, vale destacar que independentemente do tipo de operação de crédito realizado pelo cliente, as instituições devem manter a guarda da autorização para consulta das informações por um período de até cinco anos contados desde a última consulta.

Para saber mais sobre as diretrizes sobre consulta de dados financeiros para operações de crédito, acesse o documento disponibilizado pelo Banco Central.

Crédito Estudantil com até o triplo do tempo para pagar

4 dicas para garantir uma boa análise de crédito

Como já explicamos anteriormente, a análise de crédito considera o histórico financeiro do solicitante, como a renda mensal, dívidas em aberto e dívidas já quitadas. No caso do financiamento estudantil, pode ser considerado na análise também o perfil do fiador – uma espécie de “responsável financeiro” para o crédito adquirido ao financiar o curso.

A boa notícia é que existem maneiras de conseguir melhores resultados na análise de crédito e, dessa forma, aumentar as chances do financiamento ser aprovado. Contamos as quatro principais abaixo. Confira!

1 – Monitore o seu CPF


Se o seu CPF, ou do seu fiador, estiver no Serasa ou no SPC, dificilmente você terá o seu crédito aprovado. Estes são órgãos que ajudam a instituição financeira a garantir que você é um bom pagador. Se os seus dados estiverem incluídos neles, significa que você tem inadimplências – ou seja, dificuldade para pagar as suas contas. Nesse caso, você terá uma análise de crédito negativa.

A primeira dica é monitorar o seu CPF para evitar cair no sistema do SPC, por exemplo, por fraude ou por causa de uma conta esquecida. A segunda dica é negociar as suas dívidas antes de solicitar a análise de crédito.

2 – Procure ter uma renda fixa


Outro ponto que interfere na sua análise de crédito é o valor da renda que pode ser comprovado. De forma geral, no caso dos estudantes, é contabilizado o valor mensal que o garantidor ganha e o valor mensal que o estudante ganha. Esta soma deve ser suficiente para pagar as prestações do financiamento.

No PRAVALER, por exemplo, é preciso comprovar o recebimento de, pelo menos, duas vezes o valor da mensalidade escolhida. Podemos resumir dizendo que, para fins de análise de crédito, quanto maior é a renda comprovada, maior é a sua carta de crédito.

3 – Pague as suas contas em dia


Aumentar o controle financeiro e pagar as suas contas em dia é mais um cuidado importante para conseguir um bom resultado na análise de crédito. Assim, você evita juros, não corre o risco de ir parar em serviços de proteção ao crédito por inadimplência e garante o financiamento.

Mostre que você é um bom pagador: mantenha todas as suas contas em dia. Uma boa maneira de garantir isso é usando aplicativos como o GuiaBolso, que ajudam a organizar as suas finanças e possibilitam o envio de lembretes para que nenhuma conta seja esquecida.

4 – Reduza as suas contas


Por falar em contas, é uma boa ideia manter apenas as essenciais. Se você tem uma boa renda, mas paga o financiamento de um carro, por exemplo, isso pode prejudicar a sua análise de crédito na hora de pedir um novo empréstimo. O mesmo vale para o seu garantidor.

Dica extra: conheça as regras da instituição financeira! Cada uma tem as suas próprias regras na hora de fazer a análise de crédito. Por isso, é válido descobrir quais são os requisitos do programa antes de preencher a proposta. Assim, você tem tempo para garantir que está apto a cumprir todas as exigências.

Gostou deste conteúdo? Então fique ligado no blog e nas redes sociais do Pravaler, sempre trazemos ótimas dicas para você organizar sua vida financeira! 😉

Pensamos na sua privacidade

Usamos cookies para que sua experiência seja melhor. Ao continuar navegando, você está ciente dos nossos Termos e Políticas.

CONTINUAR