A importância da educação financeira

Por useradmin

A importância da educação financeira

Saber o que fazer com o próprio dinheiro é fundamental para quem pretende viver com tranquilidade. Sem isso, mesmo os mais altos salários podem se tornar incompatíveis com o estilo de vida de quem os recebe. Pior ainda quando a pessoa não ganha tão bem em seu emprego e lida mal com seus recursos. Quando falamos da importância da educação financeira, precisamos pensar em uma série de questões. É preciso agir com critérios para tirar o melhor proveito possível do seu dinheiro, independentemente de seus objetivos.

Para ajudar você com isso, preparamos algumas dicas. Confira na sequência e aprenda a prosperar.

A importância da educação financeira

Comece pensando se você tem alguma dívida ou se costuma poupar pensando no futuro. Há alguma lógica para lidar com essas situações? Se a resposta for negativa, então você tem um problema.

A educação financeira nada mais é do que a maneira como uma pessoa entende o universo do dinheiro e usa as ferramentas possíveis para lidar com ele. Perceba que isso vai além do simples ato de economizar, pois diz respeito também à consciência a respeito de oportunidades e riscos envolvendo esse tema.

Na prática, a importância da educação financeira é dar condições para uma pessoa decidir melhor o que fazer com seu dinheiro. É nesse ponto que surgem as estratégias: quanto dinheiro poupar? Onde investir? Ter maior rentabilidade, liquidez ou segurança? Enfim, todas essas perguntas podem ser facilmente respondidas se você tem ao seu lado a educação financeira.

O básico sobre o assunto

Para começar a tratar sobre a importância da educação financeira, precisamos considerar 3 conceitos, que são: ganhar, economizar e investir.

Isso pode parecer bastante óbvio, mas nem sempre é algo que faz parte das vidas das pessoas. Ao menos das que passam por dificuldades constantemente. O fato é que certamente as pessoas bem-sucedidas em seu meio de atuação sabem bem como funcionam esses conceitos e extraem deles seu melhor proveito.

Essas pessoas dificilmente acumulam dívidas comprando o que está acima de suas possibilidades financeiras. Isso porque elas têm o controle necessário sobre sua renda, inclusive, sendo capazes de identificar com precisão cada gasto feito. E por que isso é importante? Porque quando alguém registra seus gastos, consegue acompanhar melhor as movimentações e assim trocar uma despesa desnecessária ou eliminá-la.

Consequentemente, é possível repensar todo um conjunto de hábitos de consumo para gerar economia no fim do mês. Economizando, é possível investir. E quando a pessoa investe, ela age em função de sua prosperidade financeira.

Faça o seu dinheiro trabalhar por você

Acumulando dívidas no cartão de crédito, você precisa quitá-las o quanto antes para evitar o conhecido efeito “bola de neve”, no qual os juros acumulam diariamente e, com o tempo, tendem a fugir do controle.

Isso acontece em função da ação dos juros compostos, que são aqueles que rendem de acordo com o último resultado da sua dívida. Funciona assim: se você deve R$ 1,00 sob juros simples, a cada dia, os juros da sua dívida aumentarão em função desse valor inicial, de R$ 1,00. Agora, se a dívida for sob juros compostos, a cada dia essa dívida renderá sob juros do dia anterior, não do dia inicial, ou seja, se no dia 1 você devia R$ 1,00 e no dia 2, você devia R$ 1,10, no dia 3 a cobrança será sobre R$ 1,10 e assim por diante, aumentando progressivamente o valor devido.

Investindo, você pode usar essa lógica a seu favor, pois aplicando o dinheiro que sobra em ativos que rendem sob juros compostos, na prática você está emprestando para agentes como o governo ou empresas privadas.

Onde investir

O mercado de renda fixa oferece diversas opções interessantes mesmo para o investidor sem tanta experiência, como o estudante que está começando a entender a importância da educação financeira ou o trabalhador que não tem um emprego tão bem remunerado.

Você pode recorrer ao Tesouro Direto, escolhendo entre o pós-fixado e o prefixado. Resumidamente, a diferença entre eles é atrelar a rentabilidade a índices como a taxa Selic ou o IPCA (indicador da inflação) ou acordar um valor no ato da compra do título. Um diferencial é que o Tesouro permite aportes em valores baixos, a partir de R$ 30.

Existem também opções como os Créditos de Depósitos Bancários, que são empréstimos feitos para os bancos viabilizarem projetos e diversificarem suas ações. Essa é uma boa forma de você deixar de ser devedor para se tornar credor de uma instituição financeira. Além disso, é possível investir nas Letras de Crédito Imobiliário, emprestando seu dinheiro para projetos imobiliários e nas Letras de Crédito do Agronegócio, nas quais você investe em projetos do setor rural.

Assim que você conseguir fazer seu dinheiro sobrar no fim do mês, procure uma corretora de valores e conheça seu portfólio. Você certamente terá opções para investir bem.

Como economizar sendo estudante

Corte gastos desnecessários. Fazer sua própria comida em casa, por exemplo, é mais barato do que comer todos os dias em restaurantes. Se a sua faculdade conta com um restaurante universitário, melhor ainda. Esses espaços costumam ser subsidiados pelas instituições, o que faz com que o prato saia consideravelmente mais barato para os alunos.

Precisando comprar livros caros, compareça à biblioteca da sua faculdade ou a uma biblioteca pública antes para conferir se não há uma edição disponível para empréstimo. Também pode ser interessante criar o hábito de estudar nesses espaços, pois assim você não precisa levar os livros para a casa.

Outra dica é conferir os benefícios que a sua faculdade concede. Ela disponibiliza moradias estudantis? Oferece bilhete único para estudantes? Tem bolsas de estudo por mérito? Fique de olho nessas oportunidades para reduzir seus custos nesse momento da sua vida.

Se nada disso resolver, procure gerar renda extra. Hoje em dia existem diversos meios para tanto. Caso você tenha carro, pode ser uma opção trabalhar como Uber nos fins de semana ou nos horários que não comprometam seus estudos. Você também pode se beneficiar da economia compartilhada alugando espaços na sua casa ou apartamento, por meio do AirBnb. Outra opção é dar aulas particulares ou plantões de dúvidas em cursinhos.

Estágios também podem ser remunerados, o que é interessante por se tratarem de atividades com foco estudantil.

A importância da educação financeira se dá também na capacidade de o indivíduo entender as oportunidades que surgem para assim conseguir lucrar mais e se aproximar o quanto antes de seus objetivos.

A educação financeira para jovens

Pessoas mais jovens costumam ter um diferencial em relação a outros tipos de públicos: o tempo. Quanto mais tempo você tem para investir, mais fácil fica, pois acaba sendo necessário aplicar menos dinheiro mensalmente. Nesse sentido, também podemos destacar a importância dos juros compostos. Imagine que você comece a investir 30 anos antes da sua aposentadoria. Certamente isso permitirá a você juntar um montante maior para aproveitar mais no futuro.

É por isso que a educação financeira é especialmente importante para o público jovem: com ela, fica muito mais fácil se planejar para sonhos, mesmo se a fonte de renda não for tão alta.

Beneficiários de programas de financiamento, por exemplo, precisam ter atenção especial a essa organização, pois ao iniciar sua participação nesse tipo de projeto, assumem uma responsabilidade que os acompanhará até depois de terminado o curso, por isso, repensar seus hábitos financeiros e colocar os gastos em dia é altamente recomendado para conseguir arcar com os compromissos sem maiores problemas.

A dica aqui é agir com critérios, visando sempre manter a conta no positivo. Para ajudar você a fazer isso, preparamos um pequeno guia que pode ser conferido na sequência.

O passo a passo para a organização financeira

  • Passo 1:

    tudo começa com a organização. Reserve um tempo para pensar na sua rotina financeira e padronizá-la. Pode ser útil usar um caderno ou um App específico no smartphone. De qualquer forma, a primeira medida a ser tomada é tirar entre uma semana e um mês para avaliar a maneira como você lida com o seu dinheiro. Desse processo surgirá a economia para você investir.

  • Passo 2:

    registre suas movimentações financeiras, identificando os gastos excessivos. Em função disso, decida se prefere substituir despesas por alternativas mais baratas ou eliminá-las. Avalie também se é ou não necessário criar uma fonte de renda extra. A ideia é que você crie um excedente, por menor que ele seja.

  • Passo 3:

    havendo alguma dívida, atribua a ela a condição de prioridade. Lembre-se dos juros compostos. É melhor se livrar deles o quanto antes e investir para usá-los a seu favor. Se for necessário, proponha uma renegociação com seu credor, visando sempre criar meios para honrar seus compromissos da maneira menos traumática.

  • Passo 4:

    ao se ver livre de dívidas e com alguma sobra no fim do mês, invista esse excedente em algum ativo, de preferência, em renda fixa. O ideal é você pensar em objetivos de curto, médio e longo prazo e escolher os investimentos de acordo com essas metas.

  • Passo 5:

    crie hábitos econômicos. No fim das contas, é repensando a sua rotina que você conseguirá atingir os melhores resultados para a sua vida financeira. Esteja sempre reavaliando seus costumes para evitar ficar no vermelho. Isso certamente trará benefícios maiores com o passar do tempo.

Enfim, tão importante quanto economizar é saber como fazer seu dinheiro render. Nesse sentido, a educação financeira pode tirar você de uma situação complicada e melhorar sua condição aos poucos. Não deixe de se organizar de agora em diante para viver melhor.

Entendeu a importância da educação financeira? Caso tenha ficado alguma dúvida a respeito do assunto, deixe sua pergunta.

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Categoria: Economia

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