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Ensino SuperiorPra saber
18 de Dezembro, 2024Por Prasaber

Tudo sobre Fellowship em Medicina

Segundo dados do Conselho Federal de Medicina, nós últimos 20 anos a quantidade de escolas médicas praticamente quintuplicou, saindo de 143, em 2004,  para 494, em 2026.

Este cenário trouxe diversos desafios, entre eles, a redução da renda média dos profissionais. Uma vez que, com mais médicos formados, o mercado fica mais competitivo.

O Fellowship em Medicina, também chamado de Programa de Complementação Especializada (PCE), é uma subespecialização realizada após a residência médica, com duração de 1 a 3 anos, voltada ao aprofundamento em áreas clínicas, cirúrgicas ou acadêmicas específicas 

Sendo, uma excelente oportunidade para quem deseja ganhar mais! Afinal, tornar-se  especialista, pode ser a chave para alcançar salários mais atrativos.

O que é fellowship em medicina?

O Fellowship ou  Programa de Complementação Especializada (PCE), ou apenas fellow, é um programa de especialização, destinado a profissionais que desejam aprofundar conhecimentos em sua área de atuação após a residência médica.

Dessa forma, não é possível fazer o fellow sem antes concluir a residência, portanto, o médico que atua no Programa de Complementação Especializada está acima do médico residente. O fellowship pode ser realizado tanto no Brasil, quanto em faculdades espalhadas pelo mundo  

Para oferecer um fellow, o hospital deve possuir alguma tecnologia física ou intelectual específica, dessa forma, caso o médico deseje explorar áreas pouco desenvolvidas no Brasil, é possível aplicar para bolsas internacionais. 

Quanto tempo dura e quanto custa um fellowship em medicina?

A duração de um fellowship em medicina varia de acordo com a instituição de ensino escolhida. Em geral, o programa dura no mínimo 1 ano e pode chegar até 3 anos de duração.

Um programa de fellowship em medicina pode ser pago ou oferecer bolsa de estudo para os estudantes que mais se destacarem. O valor varia de acordo com o curso, mas pode ser desde gratuito até algumas dezenas de milhares de reais, a depender da sub-especialização escolhida.

Qual a diferença entre fellowship e residência?

O fellowship é considerado uma subespecialização dentro de uma área de atuação, realizada após a residência. Já a residência médica oferece estudo e prática abrangente sobre a especialidade. O médico ingressa na residência como generalista, enquanto que no fellow ele já possui formação prévia em alguma especialidade.

Os fellows, assim chamados os médicos participantes do programa, têm mais autonomia do que os residentes e podem comandar equipes e tomar decisões complexas. Mas não deixam de ser aprendizes pois aprendem com médicos mais experientes e passam por estudos avançados, treinamentos clínicos, conferências e atividades de pesquisa.

Veja também: Medicina fora do Brasil – saiba como estudar no exterior

Fellowship internacional 

Os Fellowships Internacionais costumam ser oferecidos em instituições com muito incentivo à pesquisa, com técnicas pouco utilizadas em hospitais convencionais e desenvolvimento de procedimentos inovadores. 

Entre os destinos mais procurados estão instituições de referência nos Estados Unidos, como Mayo Clinic, Cleveland Clinic e Johns Hopkins Hospital, reconhecidas pela excelência em ensino e inovação médica. Esses programas costumam atrair profissionais brasileiros pela alta complexidade clínica, oportunidades de pesquisa e reconhecimento internacional na carreira médica. 

Se escolher realizar um fellowship fora do Brasil, essa também pode ser uma excelente oportunidade para realizar um intercâmbio, morar fora e fazer networking com colegas de trabalho de outros países!

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Universidades para fazer Fellowship

De acordo com dados do Painel da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM/MEC), o Brasil possui mais de 5,6 mil programas de residência médica ativos, distribuídos em 705 instituições e com mais de 54 mil vagas autorizadas. 

Nesse cenário de crescente especialização médica, os programas de fellowship têm ganhado espaço entre profissionais que desejam aprofundar conhecimentos em subespecialidades e atuar em hospitais de referência no Brasil e no exterior.

A seguir, confira alguns exemplos de instituições e áreas que oferecem fellowship médico.

Universidades para fazer fellhowship médico no Brasil

Universidade/HospitalEspecialidade/SubespecialidadeTipo de Fellowship
Universidade de São PauloCardiologia IntervencionistaFellowship clínico e intervencionista
Universidade Federal de São PauloEndoscopia Digestiva AvançadaFellowship prático
Hospital Israelita Albert EinsteinCirurgia RobóticaFellowship cirúrgico
Hospital Sírio-LibanêsOncologia ClínicaFellowship em subespecialização
Faculdade de Medicina de São José do Rio PretoNeurologia VascularFellowship clínico

Universidades para fazer fellowship médico internacional 

Universidade/Hospital InternacionalEspecialidade/SubespecialidadeTipo de FellowshipPaís
Mayo ClinicCardiologia e Medicina InternaFellowship clínico e em pesquisaEstados Unidos
Johns Hopkins HospitalNeurocirurgia e OncologiaFellowship cirúrgico e acadêmicoEstados Unidos
Cleveland ClinicCirurgia CardiovascularFellowship cirúrgico avançadoEstados Unidos
Harvard Medical SchoolPsiquiatria e Pesquisa ClínicaFellowship acadêmico e científicoEstados Unidos
University of TorontoPediatria e Medicina IntensivaFellowship clínico hospitalarCanadá

Como conseguir uma bolsa ou cursar fellowship no Brasil?

O processo seletivo para fellowship não segue um padrão definido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), já que cada instituição pode estabelecer suas próprias regras. Em geral, as seleções acontecem anualmente e costumam iniciar em março, junto ao calendário da residência médica.

Os critérios mais comuns incluem prova teórica, análise curricular e entrevista. Além disso, muitos programas valorizam experiência profissional, produção científica, participação em congressos e domínio do inglês, principalmente em fellowships internacionais. 

Em instituições como a USP, o formato da seleção pode variar conforme a subespecialidade, podendo incluir apenas análise de currículo ou etapas mais completas com provas e entrevistas.

Remuneração

A remuneração nos programas de fellowship pode variar bastante, já que não existe uma regra única para todas as instituições. No Brasil, é mais comum que os programas cobrem mensalidade e taxa de matrícula pela especialização. 

Já alguns fellowships internacionais podem oferecer bolsas de estudo ou auxílio financeiro, mas os valores dependem da instituição e da área escolhida. Os custos também mudam conforme o hospital, universidade e subespecialidade médica. 

Veja também: Conheça as 10 áreas da Medicina mais bem pagas do mercado

Como fazer fellowship em medicina nos EUA?

Para quem quer fazer fellowship em medicina nos Estados Unidos o processo é um pouco diferente. Nos EUA, existem dois tipos de fellowship em medicina: o Clinical Fellow e o Research Fellow. O primeiro refere-se ao que conhecemos como fellowship por aqui. Já o segundo é específico para quem vai entrar para a área de pesquisa.

Se você escolher a primeira opção, além de comprovar proficiência no inglês por meio de testes como o TOEFL-M ou o IELTS e já ter cursado ao menos um ano de residência médica, você também terá que revalidar o seu diploma de medicina  nos EUA. dessa forma,  é necessário passar no exame United States Medical Licensing Examination (USMLE).

O exame tem três etapas, e só após a aprovação é possível enviar sua candidatura para a Universidade escolhida. Recomenda-se que você envie para o máximo de opções possível, priorizando universidades de boa qualidade, que tenham tradição de receber estrangeiros e que possuam a sub-especialização em que você deseja  atuar.

Já quem se inscrever para o Research Fellow não precisa passar pelo processo de revalidação do diploma médico nos Estados Unidos. O aprovado no Research Fellow atuará apenas dentro do hospital do programa, sob supervisão. Ainda assim, é necessário comprovar a proficiência no inglês.

Como fazer fellowship em medicina na Europa?

Também é possível fazer fellowship em medicina na Europa, mas as regras variam de país para país. Por isso, é necessário mirar no país ou instituição em que se quer aplicar para buscar as regras, informações e prazos de processo seletivo adequados a cada opção. 

Em alguns casos, não é necessária a revalidação do diploma. Vale lembrar que é bastante provável que seja necessária, também, a comprovação de proficiência no Inglês ou na língua nativa do país a sua

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