Sisu tudo o que voce precisa saber


Sisu é a sigla para Sistema de Seleção Unificada, um projeto do Ministério da Educação que permite o acesso de estudantes a instituições públicas do ensino superior. Participando dele, o candidato não precisa fazer o tão temido vestibular, podendo usar somente a sua nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Na prática, o Sisu é um projeto que veio para transformar a realidade do ensino superior no Brasil, criando meios para automatizar o acesso a vagas e ao mesmo tempo dar maior importância ao Enem.

Quer saber mais sobre o Sisu e como participar do programa? Então siga conosco e confira as informações.

Como funciona o Sisu

O funcionamento é muito simples: o processo seletivo ocorre duas vezes por ano dentro de um sistema automatizado que usa as notas do Enem como ranking para atribuição de vagas. Assim, gratuitamente, o estudante pode entrar no sistema e escolher as vagas que mais lhe interessarem para concorrer a elas. Quem tiver as melhores notas consegue as vagas mais disputadas.

Uma vez inscrito no site do Sisu, o aluno escolhe duas opções de curso e a modalidade da concorrência da qual vai participar, podendo ser com ou sem cotas. Aqui, vale lembrar que, caso o estudante opte pelas ações afirmativas, ele precisará comprovar futuramente que tem direito a esse benefício.

Existe a chamada nota de corte, que representa a nota mínima para cada vaga. Ela é atualizada enquanto as inscrições estiverem em aberto. Assim, o aluno pode usá-la como parâmetro para saber se até o fim do processo terá condições de conquistar a vaga ou não. Se ele perceber que sua nota está abaixo do corte, poderá trocar sua opção. As atualizações acontecem cinco vezes por dia.

O resultado sai na página oficial do programa. Candidatos não aprovados podem fazer sua inscrição na Lista de Espera e aguardar as desistências para serem convocados.

Para que serve o programa

O governo brasileiro, por meio do Ministério da Educação (MEC), apresenta uma série de iniciativas para ampliar e facilitar o acesso ao ensino superior. Entre elas podemos citar o ProUni, responsável por conceder bolsas de estudo para estudantes de instituições privadas, o FIES, programa de financiamento no qual o aluno recebe crédito estudantil também para instituições privadas e o Sisu, voltado para universidades e institutos públicos.

Na prática, o Sisu é a iniciativa do governo federal para simplificar o processo de seleção das universidades públicas. Como funciona por meio de uma plataforma informatizada, o Sisu automatiza uma série de processos e torna mais justa a disputa pelas vagas mais concorridas.

Na teoria, a ideia parece boa. Provas das principais instituições do país como Universidade de São Paulo e Universidade Federal Fluminense costumavam ser marcadas nas mesmas datas, obrigando os estudantes a fazer escolhas. Isso limitava suas possibilidades e em alguns casos, fazia com que os alunos passassem dias tendo que fazer longas e desgastantes avaliações.

Com o Sisu, essa situação mudou. Agora basta se concentrar em somente uma prova e usar a nota para tentar as melhores vagas.

Como são feitas as inscrições para o Sisu

Primeiro, o aluno precisa ter participado da última edição do Enem e não ter zerado na prova de redação. Esse é requisito básico para o Sisu. As inscrições acontecem entre os dias 4 e 7 de junho de 2019.

Como o sistema é informatizado, não há segredo no que diz respeito à inscrição. É preciso somente acessar o site do Sisu e fazer seu login ou criar o cadastro caso ele ainda não exista. Em seguida, o candidato já pode fazer as opções de curso, clicando na tela “minha inscrição”.

É possível refinar a sua pesquisa de acordo com curso, instituição ou município, indicando onde pretende estudar. Também será necessário escolher a modalidade antes de fazer a confirmação, o que diz respeito à participação no sistema de cotas ou não. Esse processo precisa ser repetido na escolha da segunda opção de curso.

O que é a lista de espera do Sisu

O Sisu faz uma única chamada para que os candidatos selecionados efetuem sua matrícula na instituição escolhida. Quando isso não acontece, surge a lista de espera, destinada a preencher as vagas não ocupadas.

As listas de espera do Sisu são divulgadas pelas instituições de ensino. Cabe a elas definir a quantidade de vagas ainda não preenchidas.

A lista costuma ser gerada no dia seguinte ao resultado do Sisu, ficando disponível durante cerca de uma semana. O estudante interessado em participar, pode fazer sua escolha no próprio site do Sisu, indo até o “Boletim do Candidato” e clicando em “participar da lista de espera”. Assim, automaticamente ele passa a concorrer às vagas que surgirem.

A lista de espera do Sisu funciona assim: se você não passar na sua primeira opção e sim na segunda, você pode fazer essa solicitação e continuar concorrendo à vaga que seria sua prioridade. Caso não tenha passado em nenhuma, você só pode fazer a solicitação para a sua primeira opção.

Em resumo, nessa lista só podem constar os nomes dos candidatos não selecionados nas opções escolhidas por eles ao longo do processo, ou seja, um aluno que presou Medicina, por exemplo, não poderá participar da lista de espera para Biologia.

Perceba que o Sisu não trabalha com segunda chamada, como é comum nas universidades brasileiras, existe apenas uma lista de espera que vai sendo preenchida vaga por vaga.

A nota de corte do Sisu

As notas de corte variam de acordo com curso e universidade, sendo comum ver cursos como Medicina, Direito e Engenharia com os maiores valores, além de universidades como USP, UFRJ e UFMG se destacarem em relação a isso.

Geralmente, esses índices são muito próximos dos apresentados nas edições anteriores, ou seja, para o estudante se preparar bem, o ideal é tentar se aproximar e até superar a nota de corte do ano passado.

A partir do momento em que as inscrições se abrem dentro da plataforma do Sisu, naturalmente ocorre uma oscilação, uma vez que os candidatos têm até o último instante para fazer suas escolhas.

A dica aqui é ter um bom plano B, principalmente se a sua nota no Enem não foi tão boa. Assim, escolha uma segunda opção com concorrência menor do que a da primeira. Isso aumenta as suas possibilidades e mantém suas esperanças de conseguir a vaga dos sonhos, mas sempre com um pé na realidade.

Outras formas de entrar na faculdade

Ainda que boa parte das universidades tenham aderido ao Sisu, isso não significa que seus vestibulares tradicionais tenham terminado. A Fuvest, por exemplo, continua selecionando candidatos para os cursos da USP.

Isso significa que você pode tentar a vaga pelo Sisu e também pelo vestibular tradicional, caso seja de seu interesse e a faculdade trabalhe com as duas modalidades. Vale lembrar que instituições como o ITA, vinculado ao Ministério da Defesa e não ao MEC, realiza seu exame próprio e não adere ao Sisu.

As instituições públicas brasileiras costumam aparecer entre as mais apreciadas pelos estudantes em função da tradição e dos resultados acadêmicos. Entretanto, elas não são as únicas. Instituições privadas também figuram no topo de listas de exames como o ENADE, por exemplo, responsável por avaliar o desempenho das faculdades.

Assim, tanto quanto as grandes universidades públicas é preciso considerar as universidades privadas, não somente pela qualidade, mas também por outros fatores. O aluno pode optar por uma instituição mais próxima da sua casa ou então decidir fazer um curso na modalidade de ensino a distância (EAD). Em ambos os casos, as instituições privadas costumam ser até mais vantajosas do que as públicas, uma vez que determinados grupos contam com unidades espalhadas por todo o país.

Para viabilizar os estudos em instituições privadas mesmo sem dinheiro é possível recorrer a bolsas de estudo. Algumas delas são oferecidas pelas próprias universidades e contam com critérios próprios de seleção. Existe também a solução do governo brasileiro, que é o ProUni, um programa que distribui bolsas de acordo com o desempenho do aluno no Enem.

Além disso, existe a possibilidade de o aluno obter um financiamento estudantil.

Financiamento estudantil

O FIES é um programa do governo federal que concede crédito universitário para alunos que participaram e tiveram boas notas no Enem. É uma alternativa interessante para quem pretende financiar os estudos em instituições particulares, mas vale lembrar que existem limitações.

Entre as maiores estão:

  • O aluno precisar de uma nota alta no Enem para receber o crédito;
  • O programa não contemplar a modalidade EAD.

Consequentemente, o FIES acaba não sendo a melhor das opções para todos os tipos de estudantes. Nesse caso, o ideal é recorrer à iniciativa privada, buscando o financiamento em programas como o PRAVALER, que oferece condições mais facilitadas para quem procura crédito, além de não exigir nota no Enem e contemplar todas as modalidades, incluindo de ensino semipresencial e a distância.

Enfim, na hora de pensar no seu futuro, considere todas as possibilidades. Isso aumenta o seu leque de opções e aproxima você do seu sonho.

Quer saber como o PRAVALER pode fazer a diferença na sua vida? Então é só entrar no site e fazer a sua simulação.

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Categoria: Sisu
Tags: ENEM ENEM 2019

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