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Sisu – o que é e como funciona o Sistema de Seleção Unificada Sisu – o que é e como funciona o Sistema de Seleção Unificada

Sisu – o que é e como funciona o Sistema de Seleção Unificada

O que é o Sisu?

Sisu é a sigla para Sistema de Seleção Unificada, um projeto do Ministério da Educação que permite o acesso de estudantes a instituições públicas do ensino superior. Participando dele, o candidato não precisa fazer o tão temido vestibular, podendo usar somente a sua nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Na prática, o Sisu é um projeto que veio para transformar a realidade do ensino superior no Brasil, criando meios para automatizar o acesso a vagas e ao mesmo tempo dar maior importância ao Enem.

Quer saber mais sobre o Sisu e como participar?! Continue a leitura e confira! 😊

Como funciona o Sisu?

O Sisu recebe inscrições de interessados de qualquer parte do país, que tenha o interesse em cursar uma graduação em universidade pública. Para poder participar, a pessoa precisa ter feito o Enem.

O processo de inscrição é virtual e pode ser feito por pessoas das mais diferentes idades e de qualquer região do Brasil. Cada candidato pode escolher até duas opções entre as vagas ofertadas pelas instituições participantes do Sisu, sempre sendo a primeira a sua preferência.

Dentre as vagas disponíveis no Sisu, algumas são para cotas, como estabelece a Lei nº 12.711/2012. Vale lembrar que as universidades, embora entrem no Sisu e ofereçam vagas nele, continuam com seus vestibulares. Por isso, mesmo que você participe e não consiga entrar pelo Sisu, ainda pode tentar o vestibular, no qual estarão disponíveis vagas reservadas para esse tipo de seleção.

Uma das particularidades muito interessante do Sisu é que enquanto as inscrições não encerram, o candidato pode alterar os locais e até o curso pretendido quantas vezes quiser. A última opção é a que será considerada no processo de seleção.

Quais as regras do Sisu?

No dia 10 de dezembro deste ano, o Ministério da Educação divulgou um novo calendário para os programas do Governo Federal em consequência do adiamento do Enem e, consequentemente, as liberações das notas que são imprescindíveis para que os candidatos se inscrevem em cada um dos programas (Sisu, Fies e Prouni).

O adiamento do Enem se deu por conta da pandemia do coronavírus e o exame ocorrerá a partir de fevereiro de 2021, com o resultado previsto para o dia 29 de março. Sendo assim, o MEC decidiu por abrir as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada apenas em abril, quando os candidatos terão acesso às notas do Enem 2020.

Além disso, algumas instruções para a inscrição no Sisu 2021 devem ser seguidas. Confira abaixo:

  • O candidato não pode ter zerado a redação no exame do Enem 2020;
  • É possível se inscrever em até duas opções de vaga, em ordem de preferência em relação à cidade, ao curso, ao turno e à modalidade;
  • A inscrição é gratuita e o participante pode alterar as opções de curso somente durante o período em que as inscrições estiverem abertas.

Para que serve o programa?

Caso você esteja se perguntando para que serve o Sisu, estamos aqui para responder. O governo brasileiro, por meio do Ministério da Educação (MEC), apresenta uma série de iniciativas para ampliar e facilitar o acesso ao ensino superior. Entre elas podemos citar o Prouni, responsável por conceder bolsas de estudo para estudantes de instituições privadas, o Fies, programa de financiamento no qual o aluno recebe crédito estudantil também para instituições privadas e o Sisu, voltado para universidades e institutos públicos.

Na prática, o Sisu é a iniciativa do governo federal para simplificar o processo de seleção das universidades públicas. Como funciona por meio de uma plataforma informatizada, o Sisu automatiza uma série de processos e torna mais justa a disputa pelas vagas mais concorridas.

Na teoria, a ideia parece boa. Provas das principais instituições do país costumavam ser marcadas nas mesmas datas, obrigando os estudantes a fazer escolhas. Isso limitava suas possibilidades e em alguns casos, fazia com que os alunos passassem dias tendo que fazer longas e desgastantes avaliações.

Com o Sisu, essa situação mudou. Agora basta se concentrar em somente uma prova e usar a nota para tentar as melhores vagas.

Quem pode participar do Sisu 2021?

Todo mundo que tenha realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano anterior pode participar do Sisu. Em 2021, o Sisu vai utilizar a nota do Enem 2020, uma vez que o resultado da prova será divulgado no final de março e as inscrições do programa estarão abertas a partir de abril.

Apesar de não haver restrição de nota para a participação do Sisu (é preciso apenas que o candidato não ter zerado a redação), algumas instituições de ensino definem notas mínimas para alguns cursos, geralmente os mais concorridos. Sendo assim, apenas os candidatos que tenham obtido nota acima da estimulada é que podem concorrer à vaga daquela graduação.

Como são feitas as inscrições para o Sisu?

Primeiro, o aluno precisa ter participado da última edição do Enem e não ter zerado na prova de redação. Esse é requisito básico para o Sisu. Como o sistema é informatizado, não há segredo no que diz respeito à inscrição. É preciso somente acessar o site do Sisu e fazer seu login ou criar o cadastro caso ele ainda não exista. Em seguida, o candidato já pode fazer as opções de curso, clicando na tela “minha inscrição”.

É possível refinar a sua pesquisa de acordo com curso, instituição ou município, indicando onde pretende estudar. Também será necessário escolher a modalidade antes de fazer a confirmação, o que diz respeito à participação no sistema de cotas ou não. Esse processo precisa ser repetido na escolha da segunda opção de curso.

Cronograma do Sisu

Para saber as datas importantes que os candidatos devem se atentar para o programa do Sisu, o MEC libera o edital junto do cronograma com antecedência no site oficial. Na página, é possível conhecer cada etapa do processo, assim como informações relevantes a respeito do processo seletivo.

Para não perder o prazo de inscrição e ter acesso à lista dos convocados, é bom ficar atento ao edital e ao calendário do Sisu.

Quais os cursos oferecidos pelo Sisu?

Quem ingressar no ensino superior por meio do Sisu, pode optar por diferentes universidades e faculdades públicas (federais, estaduais e municipais). Os cursos ofertados abrangem diversas áreas e turnos, em três modalidades. Confira a seguir cada uma delas:

Bacharelado


O bacharelado é uma modalidade de ensino que abrange os cursos de graduação que possuem longa duração – geralmente, de quatro a seis anos, e foco mais amplo acerca da área estudado, de forma que tanto a parte teórica como a prática são aprofundadas.

Licenciatura


Voltados para estudantes que desejam ingressar no mercado de trabalho no ramo da educação, os cursos de licenciatura têm o objetivo de formar profissionais que atuem no ensino básico (ensino fundamental II ao ensino médio). Os cursos possuem uma média de quatro a cinco anos de duração.

Tecnólogo


Também chamado de tecnológico, o curso tecnólogo têm uma duração mais curta, de dois a três anos, o que permite com que os alunos ingressem mais rapidamente no mercado de trabalho com um diploma qualificado. Essa graduação prepara de maneira mais objetiva os estudantes, com disciplinas práticas e atividades que simulam o ambiente profissional.

Cursos EAD


Antes mantidos fora do catálogo, a modalidade EAD passou a ser abrangida pelo sistema de seleção a partir da edição do Sisu 2020.2. A medida foi divulgada no dia 25 de maio de 2020 no Diário Oficial da União (DOU). Dessa forma, os estudantes contam com mais uma oportunidade de ingresso, podendo optar por cursos de ensino a distância – os quais têm tido alta busca diante do cenário atual do país.

Quais faculdades participam do Sisu?

O Sisu já abrange instituições de ensino em todos os estados do país. Já são mais de 100 universidades e faculdades públicas (além de institutos e fundações federais) que ofertam, semestralmente, os seus cursos por meio da seleção unificada.

Porém, algumas instituições abrem vagas somente no início ou no meio do ano e, por isso, é importante ficar de olho nos editais de cada caso tenha o interesse em ingressar por meio do programa.

Como funciona o sistema de cotas no Sisu?

Seguindo os modelos de seleção dos vestibulares em todo o país, o Sisu também conta com uma reserva de vagas para estudantes de ensino médio em escola pública. Conforme descrito na lei de cotas, dentre o total de vagas ofertadas, 50% são para a ampla concorrência e 50% são para os alunos que optarem pelo ingresso por meio do critério de cotas. Continue com a gente para conferir quem tem direito a cotas no Sisu! 😊

Quem pode optar pela reserva de vagas?

Para se inscrever no Sisu por meio da reserva de vagas garantida pela lei de cotas é preciso que o candidato tenha cursado o ensino médio de maneira integral na rede pública de ensino. Metade das vagas reservadas, no entanto, são destinadas para alunos com renda familiar bruta abaixo de 1,5 salário-mínimo por pessoa.

Além desses, candidatos com qualquer tipo de deficiência comprovada ou autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (PPI) também têm direito às vagas reservadas. Tais vagas, tanto para portadores de deficiência como para os autodeclarados PPI, são proporcionais ao número de habilitantes que atendem aos critérios na Unidade da Federação onde a instituição de ensino está alocada. Para o cálculo dessa porcentagem, são utilizados os dados obtidos no último censo do IBGE.

Quais os tipos de vagas reservadas?

As vagas reservadas pela lei de cotas correspondem a quatro categorias que consideram raça, deficiência e renda familiar bruta por pessoa. Confira abaixo cada uma delas:

Candidatos PPI (acima de 1,5)

Categoria correspondente ao candidato autodeclarado preto, pardo ou indígena, ou com algum tipo de deficiência comprovada. É preciso ter cursado o ensino médio em escola pública e possuir uma renda familiar superior a 1,5 salário-mínimo por pessoa.

Candidatos PPI (até 1,5)

Categoria correspondente ao candidato autodeclarado preto, pardo ou indígena, ou com algum tipo de deficiência comprovada. É preciso ter cursado o ensino médio em escola pública e possuir uma renda familiar de até 1,5 salário-mínimo por pessoa.

Candidatos não-PPI (acima de 1,5)

Categoria correspondente ao candidato que cursou todo o ensino médio em escola pública e possui renda familiar superior a 1,5 salário-mínimo por pessoa.

Candidatos não-PPI (até 1,5)

Categoria correspondente ao candidato que cursou todo o ensino médio em escola pública e possui renda familiar de até 1,5 salário-mínimo por pessoa.

Qual a nota mínima para entrar no Sisu?

Primeiro, é importante ressaltar que, para a participação no Sistema de Seleção Unificada, é preciso ter realizado a edição mais recente do Enem – a qual, este ano, ocorrerá a partir do dia 17 de fevereiro de 2021 (dado o adiamento diante do cenário de pandemia).

Apesar de não ser preciso ter tirado uma nota mínima para a inscrição, é imprescindível não ter zerado na redação do exame. No entanto, a depender do curso escolhido e da faculdade em que deseja estudar, é possível que haja uma nota mínima sim.

Isso ocorre porque as instituições de ensino podem estabelecer o desempenho mínimo para que os candidatos se inscrevam em cada curso, principalmente nos mais concorridos, atribuindo pesos diferentes a cada disciplina do Enem.

Infelizmente, essa nota requerida por algumas faculdades não é liberada antes, de forma que os candidatos não têm como saber previamente. Dessa forma, só ao longo do período de inscrição, é que o aluno pode obter tal informação acessando a página oficial do Sisu.

O que é a nota de corte do Sisu?

As notas de corte variam de acordo com curso e universidade, sendo comum ver cursos como Medicina, Direito e Engenharia com os maiores valores, além de universidades como USP, UFRJ e UFMG se destacarem em relação a isso.

Geralmente, esses índices são muito próximos dos apresentados nas edições anteriores, ou seja, para o estudante se preparar bem, o ideal é tentar se aproximar e até superar a nota de corte do ano passado.

A partir do momento em que as inscrições se abrem dentro da plataforma do Sisu, naturalmente ocorre uma oscilação, uma vez que os candidatos têm até o último instante para fazer suas escolhas.

A dica aqui é ter um bom plano B, principalmente se a sua nota no Enem não foi tão boa. Assim, escolha uma segunda opção com concorrência menor do que a da primeira. Isso aumenta as suas possibilidades e mantém suas esperanças de conseguir a vaga dos sonhos, mas sempre com um pé na realidade.

Como ver a nota de corte do Sisu?

É bem fácil consultar a nota de corte do seu curso, basta seguir as instruções abaixo:

  1. Acesse a plataforma oficial do Sisu;
  1. Clique na aba “vagas” ;
  1. Digite a instituições, o curso ou a cidade;
  1. Clique no curso de graduação desejado e verifique a nota de corte que deve estar localizada na descrição de cada modalidade.

Após isso, é possível saber também a sua posição em relações aos demais candidatos que estão concorrendo às mesmas vagas que você. Para isso, é só fazer o login com o número da sua inscrição e a senha do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Diferenças entre nota mínima e nota de corte do Sisu?

Como vimos acima, para se inscrever no Sisu é preciso saber a nota de corte de cada curso, o que é diferente de uma nota mínima. Ficou confuso? Confira abaixo a diferença entre nota de corte e nota mínima do Sisu e tire todas as dúvidas que ainda podem existir! 😊

A principal diferente entre nota mínima e nota de corte do Sisu é que a primeira é fixa e determinada pela faculdade. Já a segunda é dinâmica e depende do desempenho dos alunos no Enem – é como se fosse um “leilão de notas”: os candidatos lançam as suas notas e, por consequência, o corte sobe conforme o desempenho dos concorrentes.

  • Nota mínima do Sisu: algumas instituições de ensino exigem que os candidatos tenham um desempenho mínimo no Enem e atribuem pesos diferentes conforme as disciplinas do exame. Dessa forma, caso o aluno tenha uma nota inferior à estipulada pela faculdade, não é possível se inscrever.
  • Nota de corte do Sisu: diferente da anterior, essa nota não é determinada pela faculdade e corresponde à nota do último candidato que tenha ingressado no curso. Por esse motivo, ela é dinâmica e pode mudar até o último minuto de inscrições abertas, já que só é possível conhecê-la quando todos os candidatos tiverem lançados as notas no sistema.

Para facilitar a compreensão, imagine o seguinte cenário: um curso com 20 vagas possui a sua nota de corte correspondente ao 20º colocado, ou seja, a nota do classificado de número vinte é a menor possível para o ingresso no curso. Assim, quanto melhor o desempenho no Enem dos interessados à vaga, maior será a nota do corte.

É importante ressalvar que, enquanto as inscrições para o Sisu estiverem abertas, a nota de corte de cada curso pode mudar, sendo recalculada pelo MEC. Por isso, é bom se manter atento ao portal todos os dias, ok?! 😊

Liberação dos resultados do Sisu

Quando as inscrições do Sisu se encerram, o MEC dá início à liberação dos resultados. Os candidatos são convocados para as vagas conforme a nota do Enem, por meio de uma lista de chamada, de forma que o primeiro colocado possui a maior pontuação – e assim por diante, até que todas as vagas do curso estejam preenchidas.

Há a possibilidade de participar de uma lista de espera do Sisu, caso você não seja selecionado na primeira chamada. Para isso, é necessário acessar o site do Sisu no prazo indicado no edital do programa e demonstrar interesse nessa lista.

O resultado do Sisu é divulgado pelas próprias universidades e, por isso, é importante ficar atento ao calendário e às formas de contato com a instituição para saber a respeito da lista de convocados. Para saber como verificar o resultado do Sisu, continue a leitura!

Como ver o resultado do Sisu?

O resultado do Sisu fica disponível no site oficial do MEC, na página do programa. Também é possível conferir os convocados por meio do boletim online do candidato, entrando em contato com a instituição de ensino ou mesmo pelo central de atendimento do Ministério da Educação pelo telefone 0800616161.

Critérios de desempate do Sisu

E se as notas de dois candidatos concorrentes de um curso forem iguais?! Pois é, aí acontece um empate entre eles. Para sanar isso, o Sisu usa um critério de desempate com base nas notas do exame do Enem.

O método de desempate funciona assim: o candidato com nota maior na redação obtém a melhor colocação; em caso de as notas na redação também serem iguais, passam a ser analisadas as notas das provas objetivas na seguinte sequência:

  1. Primeiro, é avaliada a melhor nota na prova de linguagens e códigos;
  1. Em seguida, avalia-se o desempenho dos candidatos na prova de matemáticas e suas tecnologias;
  1. Caso o empate não se desfaça nessas duas etapas, o candidato com a pontuação maior em ciências da natureza leva a melhor e;
  1. Por último, também é possível usar as notas do caderno de ciências humanas.

Quais os documentos necessários para a matrícula no Sisu?

Uma vez convocado, chegou a hora da matrícula no curso que tanto sonhou. Para isso, cada aluno deve entrar em contato com a instituição de ensino escolhida para se informar sobre a documentação necessária nessa etapa.

Em todo caso, listamos abaixo alguns documentos que costumam ser requeridos na matrícula, seja qual for a universidade:

  • Documento original com foto (RG ou CNH) ;
  • CPF;
  • Título de eleitor;
  • Certidão de nascimento ou casamento;
  • Histórico escolar;
  • Certificado de conclusão do ensino médio;
  • Comprovante de reservista do exército;
  • Comprovante de residência;
  • Comprovante de renda familiar;
  • Comprovante de estudo integral do ensino médio em escola pública.

Chamada única Sisu

O Sistema de Seleção Unificada libera uma única convocação de candidatos – a “chamada única Sisu”. Entretanto, os candidatos não selecionados têm a oportunidade de garantir uma vaga por meio da lista de espera, que funciona assim: após a chamada única, o MEC libera um novo prazo para que os interessados manifestem a vontade de participar da lista. Os selecionados nessa etapa poderão ingressar na universidade ainda no semestre que a vaga é oferecida. Legal, né?!

As vagas que formam a lista de espera são chamadas de remanescentes, ou seja, são aqueles que não foram preenchidas na chamada regular do Sisu. Ah, é importante ressaltar que essas listas de espera são de controle da própria instituição de ensine, que liberam a inscrição quantas forem necessárias, até que o número de vagas disponíveis sejam todas preenchidas.

O que é a lista de espera do Sisu?

O Sisu faz uma única chamada para que os candidatos selecionados efetuem sua matrícula na instituição escolhida. Quando isso não acontece, surge a lista de espera, destinada a preencher as vagas não ocupadas. As listas de espera do Sisu são divulgadas pelas instituições de ensino. Cabe a elas definir a quantidade de vagas ainda não preenchidas.

A lista costuma ser gerada no dia seguinte ao resultado do Sisu, ficando disponível durante cerca de uma semana. O estudante interessado em participar, pode fazer sua escolha no próprio site do Sisu, indo até o “boletim do candidato” e clicando em “participar da lista de espera”. Assim, automaticamente ele passa a concorrer às vagas que surgirem.

A lista de espera do Sisu funciona assim: se você não passar na sua primeira opção e sim na segunda, você pode fazer essa solicitação e continuar concorrendo à vaga que seria sua prioridade. Caso não tenha passado em nenhuma, você só pode fazer a solicitação para a sua primeira opção.

Em resumo, nessa lista só podem constar os nomes dos candidatos não selecionados nas opções escolhidas por eles ao longo do processo, ou seja, um aluno que presou Medicina, por exemplo, não poderá participar da lista de espera para Biologia.

Perceba que o Sisu não trabalha com segunda chamada, como é comum nas universidades brasileiras, existe apenas uma lista de espera que vai sendo preenchida vaga por vaga.

Outras formas de ingressar na faculdade

Ainda que boa parte das universidades tenham aderido ao Sisu, isso não significa que seus vestibulares tradicionais tenham terminado. A Fuvest, por exemplo, continua selecionando candidatos para os cursos da USP.

Isso significa que você pode tentar a vaga pelo Sisu e pelo vestibular tradicional, caso seja de seu interesse e a faculdade trabalhe com as duas modalidades. Vale lembrar que instituições como o ITA, vinculado ao Ministério da Defesa e não ao MEC, realiza seu exame próprio e não adere ao Sisu.

As instituições públicas brasileiras costumam aparecer entre as mais apreciadas pelos estudantes em função da tradição e dos resultados acadêmicos. Entretanto, elas não são as únicas. Instituições privadas também figuram no topo de listas de exames como o Enade, por exemplo, responsável por avaliar o desempenho das faculdades.

Assim, tanto quanto as grandes universidades públicas, é preciso considerar as universidades privadas, não somente pela qualidade, mas por outros fatores, como proximidade, dificuldade de locomoção, custo de vida da cidade etc.

O aluno pode optar por uma instituição mais próxima da sua casa ou então decidir fazer um curso na modalidade de ensino a distância (EAD). Em ambos os casos, as instituições privadas costumam ser até mais vantajosas do que as públicas, uma vez que determinados grupos contam com unidades espalhadas por todo o país.

Para viabilizar os estudos em instituições privadas mesmo sem dinheiro é possível recorrer a bolsas de estudo. Algumas delas são oferecidas pelas próprias universidades e contam com critérios próprios de seleção. Existe também a solução do governo brasileiro, que é o Prouni, um programa que distribui bolsas de acordo com o desempenho do aluno no Enem. Além disso, existe a possibilidade de obter um financiamento estudantil.

Sisu Transferência para vagas remanescentes

Partindo de uma iniciativa do Ministério da Educação, o Sisu Transferência visa selecionar estudantes interessados nas vagas remanescentes nas instituições de ensino públicas participantes da seleção oficial do programa. Originado em setembro de 2018, o projeto recebe o nome por pertencer ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

O Sisu Transferência é uma ótima oportunidade para os alunos que não conseguiram entrar para o curso que desejavam ao longo do processo seletivo do Sisu, tendo uma nova chance de inscrição, sem esperar a próxima edição.

Prouni

O Programa Universidade para Todos (Prouni) foi criado em 2004 pelo governo federal com o objetivo de facilitar a entrada de estudantes de baixa renda no ensino superior. Para isso, o Prouni oferece bolsas de estudos parciais ou integrais para cobrir a mensalidade de cursos de graduação em faculdades particulares. As inscrições para o programa abrem duas vezes por ano, geralmente no começo de cada semestre letivo.

Para conseguir uma bolsa do Prouni, o estudante precisa atender aos critérios de renda familiar e ter feito o Enem. Além disso, não pode ter zerado a redação e precisa ter atingido uma nota mínima de 450 pontos na prova.

Apesar de seguir o mesmo padrão do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Prouni é um programa completamente diferente. Isso porque o Sisu faz o processo de seleção de estudantes para vagas em cursos de graduação em universidades públicas. Ele se baseia apenas na nota do Enem, não levando em consideração outros critérios usados pelo Prouni, como a renda familiar dos candidatos, por exemplo.

Financiamento estudantil

Assim como a bolsa de estudos, o financiamento estudantil também tem como objetivo aumentar ainda mais o acesso de estudantes de baixa renda à educação superior, contribuindo com o desenvolvimento da população de todo o Brasil como um todo.

Porém, ele funciona como um empréstimo ou crédito (chamado pelas faculdades de crédito universitário). Dessa forma, o aluno contrata o crédito, recebe a ajuda para pagar o curso e, depois, precisa devolver o valor para a instituição financeira – que pode ser pública ou privada. Em alguns casos, o valor vem acrescido de juros, taxas ou correções monetárias, mas também é possível fazer um financiamento com juros zero. Entre as opções existem, existe o Fundo do Financiamento Estudantil. Quer saber como funciona o Fies? Confira a seguir!

Fies


O Fies é um programa do governo federal que concede crédito universitário para alunos que participaram e tiveram boas notas no Enem. É uma alternativa interessante para quem pretende financiar os estudos em instituições particulares, mas vale lembrar que existem limitações. Entre as maiores estão:

  • O aluno precisar de uma nota alta no Enem para receber o crédito;
  • O programa não contemplar a modalidade EAD.

Consequentemente, o Fies acaba não sendo a melhor das opções para todos os tipos de estudantes. Nesse caso, o ideal é recorrer à iniciativa privada, que oferece condições mais facilitadas para quem procura crédito, além de não exigir nota no Enem e contemplar todas as modalidades, incluindo de ensino semipresencial e a distância.

P-Fies


Em 2018, entretanto, o Governo Federal criou o Novo Fies, modalidade do financiamento desenvolvida para abranger ainda mais estudantes. Dessa forma, o programa agora conta com Fies e P-Fies, tem a possibilidade de taxas de juros zeradas para quem mais necessita e uma diferença nas regras de cada um conforme a renda familiar do estudante.

O P-Fies é destinado para alunos com renda per capita mensal familiar de até cinco salários-mínimos e conta com recursos de fundos constitucionais e de desenvolvimento, além de parcerias com bancos privados.

Pravaler


Outra opção interessante para ingressar no ensino superior sem que as mensalidades pesem no bolso é por meio do crédito estudantil privado, como o Pravaler, que funciona de maneira parecida que os programas do governo, mas com algumas diferenças importantes.

A primeira delas é que você não precisa ter feito o Enem para conseguir o benefício. Além disso, as taxas de juros são baixas – ou zero, a depender da faculdade escolhida – e não há restrição em relação à renda familiar. E tem mais: você pode contratar o financiamento, além da graduação presencial e EAD, para cursos de pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e MBA), nível técnico.

Outra vantagem do Pravaler é que, diferente do Sisu, ele pode ser solicitado em qualquer época do ano e em qualquer etapa do curso. Além disso, você não precisa ter feito o ensino médio em escolas públicas, o que torna esse benefício bastante inclusivo.

Saiba mais sobre o Sisu

Se você chegou até aqui, esperamos que muitas das suas dúvidas a respeito do Sisu tenham sido resolvidas. Porém, caso ainda precise de mais informações, é possível baixar o aplicativo oficial do programa, no qual você encontra o cronograma do processo seletivo, a lista de instituições de ensino participantes, os cursos ofertados e, inclusive, as notas de cortes atualizadas.

No aplicativo, também é possível ter informações a respeito do Enem, como as suas notas obtidas nas provas objetivas e na redação.

Aplicativo oficial Sisu

Apesar de ser uma fonte confiável de consulta, por ser disponibilizado pelo Ministério da Educação, é bom ter em mente que o aplicativo serve apenas para consultas a respeito do Sisu, não sendo possível fazer quaisquer alterações na sua inscrição, como as opções de cursos ou dados pessoais de cadastro.

Para baixar o app do Sisu conforme o seu dispositivo, é só clicar abaixo:

Android

Baixe Aqui

Windows Phone

Baixe Aqui

Apple

Baixe Aqui

Texto escrito por: PRAVALER
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